Inglaterra

Treinando no Arsenal, Wilshere é encorajado por Arteta: “Pode jogar na Premier League, 100%”

No Arsenal, porém, é uma “outra história”, afirmou o treinador que abriu as portas para Wilshere no começo de outubro

Jack Wilshere está treinando no centro de treinamentos do Arsenal, às vezes com o time principal, desde o começo de outubro e, segundo o técnico Mikel Arteta, o jogador de 29 anos que está sem clube desde que o seu contrato com o Bournemouth expirou tem “100%” de capacidade de jogar por uma equipe da Premier League. No Arsenal, por exemplo? Aí é “outra história”.

Grande revelação do futebol inglês que estreou aos 16 anos, Wilshere defendeu o Arsenal quase 200 vezes e disputou Copa do Mundo e Eurocopa pela seleção. Não foi mais o mesmo depois de machucar seriamente o tornozelo em 2011. Continuou jogando, mas as lesões se acumularam. Virou folclore. Ao sair do Arsenal, foi dispensado pelo West Ham, após seis jogos como titular na Premier League em duas temporadas, e teve uma passagem por seis meses pelo Bournemouth.

Não conseguiu encontrar um clube pra esta temporada. Em uma forte entrevista ao The Athletic, Wilshere abriu o coração sobre as dificuldades de se motivar a treinar sozinho, os seus problemas com pensamentos depressivos e até se questionou se valia a pena continuar tentando ser jogador profissional. A matéria chamou atenção, e Wilshere pelo menos conseguiu um clube para treinar ao lado de outras pessoas. Passou um tempo com o Como, da segunda divisão italiana.

As regras para extra-comunitários impediam que ele fosse contratado. Alguns dias depois, em 10 de setembro, Arteta foi questionado sobre o assunto e afirmou que “as portas sempre estarão abertas para alguém que é tão amado dentro do clube”. No começo de outubro, o Arsenal anunciou que Wilshere passaria a treinar em suas instalações. Arteta fez questão de enfatizar que o foco seria em prepará-lo para “o seu próximo estágio, física e mentalmente”.

“Tivemos uma conversa com Jack para entender as suas necessidades, o que ele está passando no momento e eu acho que todo mundo no clube concordou que era o momento certo para ajudá-lo. Sentamos com ele e ouvimos o que ele queria fazer e o estágio em que ele está e estamos preparados para fazer tudo que pudermos para ajudá-lo”, disse.

“Ele treinará algumas vezes conosco (time principal). Ele estará por aí. Ele continuará a fazer seus cursos de treinador, algo em que está bastante interessado. Tentaremos deixá-lo em forma, tentaremos passar sua experiência aos nossos jogadores e jovens jogadores, nossa base, e acho que ele será uma grande influência”, completou.

No começo da semana, em entrevista à BBC, Wilshere afirmou que “teria que pensar” sobre a possibilidade de se aposentar e que foi “meio forçado” a começar a se preparar para ser treinador, inclusive executando algumas tarefas com o sub-23 do Arsenal, no qual alterna os treinamentos com o time principal. Enfatizou mais uma vez que a sua maior chance de receber uma proposta em janeiro, quando abre a janela de transferências, seria no exterior.

Arteta acredita que ele poderia continuar na Inglaterra. “100%, e se ele tiver alguma dúvida, eu posso dizer isso para ele”, afirmou o técnico do Arsenal na entrevista coletiva antes do jogo contra o Leeds, no próximo sábado. “Primeiro de tudo, é ótimo tê-lo por aqui porque ele passa esse sentimento especial ao clube. O talento dele é inquestionável. Eu acho que você ouviu alguns jogadores dizerem que ele é o melhor dos treinos. Ele está fazendo seus cursos e depende dele qual será o próximo passo da sua carreira e estamos aqui para apoiá-lo”.

O espanhol não quis alimentar rumores de que Wilshere poderia retornar ao Arsenal, clube em que ficou a maior parte da sua vida até sair em 2018. “Isso é uma outra história”, alertou Arteta.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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