Son se sente responsável pela saída de Conte: “Eu deveria ter jogado melhor”
O sul-coreano está fazendo sua pior temporada na Inglaterra desde seu primeiro ano, logo depois de chegar do Bayer Leverkusen como promessa
Muitas circunstâncias levaram à saída de Antonio Conte do Tottenham. Entre elas, a bronca pública que ele decidiu dar aos jogadores após o empate com o Southampton na última rodada antes da pausa internacional. Chamou-os de “egoístas”. Uma crítica geral, sem citar nomes e que talvez não se aplique a Son Heung-min. O sul-coreano até assumiu responsabilidade pelo fim do trabalho do treinador italiano.
A base da admissão de Son é o seu desempenho nesta temporada, muito abaixo do que costuma apresentar. Os números dão uma pista. Seis gols na Premier League seriam sua produção mais baixa desde o primeiro ano no norte de Londres, quando havia acabado de chegar do Bayer Leverkusen. Teve seis anos seguidos chegando pelo menos aos dois dígitos.
Ainda tem dez jogos para melhorar essa marca, mas, mesmo que o faça, além das estatísticas também não está conseguindo ser decisivo ou jogando em um nível alto com consistência. Até porque metade desses seis gols saiu em um único jogo, contra o Leicester, em setembro. Ele voltaria a marcar apenas no começo de janeiro e, desde então, guardou mais duas vezes.
“Como jogador, sinto muito. Ele é um técnico de primeira linha e tivemos uma grande jornada juntos. Eu deveria ter jogado melhor. Eu me sinto responsável pela sua saída porque eu não ajudei o clube tanto assim. Sou grato pelo que ele fez. Ele é um treinador tão bom e tem tanta experiência. Estarei torcendo por ele”, afirmou o atacante de 30 anos.
Conte conseguiu levar o Tottenham à Champions League em sua primeira temporada, depois de assumir no lugar de Nuno Espírito Santo. A segunda, porém, foi afetada por muita irregularidade e eliminações nas duas copas inglesas, além da Champions League, o que encerrou a chance de conquistar um título, o que os Spurs não fazem desde 2008. Sem falar no excesso de atrito fora de campo, muitas vezes pelas suas declarações bombásticas em entrevistas coletivas.



