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Rodgers diz que ainda é o melhor técnico para o Liverpool

Quando a temporada 2013/14 terminou, Brendan Rodgers era visto como um dos grandes técnicos da Inglaterra e da Europa. Com um time do Liverpool que se esperava brigar por vaga na Champions League, ele brigou pelo título e só perdeu na reta final, com erros individuais dos jogadores. Rodgers tinha conseguido um resultado fantástico que o deixou em um outro patamar. Só que isso vem com um preço: a cobrança.

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Nesta temporada, o início ruim, a eliminação precoce na Champions League – caiu já na fase de grupos – e a má campanha na Premier League, onde é só nono colocado, o colocam sob pressão. Sua demissão tem sido muito cogitada por veículos de imprensa ingleses. Ele, porém, se defende. Na véspera do jogo com o Manchester United, grande rival do Liverpool, o técnico diz que não há ninguém melhor que ele para o cargo.

“Eu acho que a mensagem para mim é clara: eu não acho que há alguém melhor que eu para fazer o trabalho aqui”, disse. “Sete meses atrás nós quase ganhamos a liga inesperadamente, eu tive tempo para trabalhar com os jogadores e nós levamos além de onde o clube havia chegado em um longo tempo”, continuou. “Esse tem sido um começo difícil com novos jogadores, menos tempo de treinamento, jogadores jovens; nós estamos virtualmente começando de novo”, explicou o treinador.

“Eu não acho que há alguém melhor preparado para lidar com o que está acontecendo aqui pelos últimos dois anos e meio e que experimentou o que esse clube é e vendo o que conseguimos dos jogadores quando estamos no nosso melhor. As críticas vêm quando não coseguimos vencer os jogos. O futebol é de muito curto prazo. As mesmas pessoas que estão me criticando agora talvez estivessem dizendo que eu não fiz nada errado seis ou sete meses atrás. É assim que o futebol funciona”, analisou Rodgers. “Você tem que aceitar isso como técnico e lutar ainda mais duro para conseguir sucesso. O tempo garantiu que eu farei isso, com certeza”, finalizou o técnico.

A situação do Liverpool é ruim e o time mostrou poucas condições de reverter isso. O Liverpool é o quarto time que mais chuta a gol, mas o ataque é só o nono melhor, com 19 gols em 15 jogos. Foram outros 19 gols sofridos, o que deixa o saldo em zero. São três jogos sem derrota, com duas vitórias e um empate no último jogo, com o Sunderland. Contra o Manchester United, em Old Trafford, o desafio do técnico será mais do que o resultado. Será preciso jogar bem, seja como for o jogo.

É verdade que não parece haver muitas opções de técnicos melhores que Rodgers para assumir o Liverpool neste momento. O que não significa que ele não será demitido. Chegar pressionado ao fim do ano nunca é bom, porque a pressão é sempre grande e o calendário é massacrante. Mas será preciso vencer mais do que perder. Ou começar a procurar emprego.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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