O City deu seu passo mais importante para ir além da gastança exagerada no mercado

O Manchester City despejou no mercado de transferências mais de € 870 milhões desde a temporada 2008/09. A chegada do Xeique Mansour elevou os Citizens de patamar. O clube não quebrou apenas o jejum de títulos e conquistou duas vezes a Premier League, como também gastou mais do que nenhum outro no mundo durante as últimas seis temporadas. A gastança, porém, não foi suficiente até o momento para fazer do City o melhor clube da Europa. E o cerco ao tipo de política de investimentos do clube tende a aumentar cada vez mais com o Fair Play Financeiro. Por isso mesmo, os mancunianos têm ajustado as suas contas. E, nesta semana, os celestes deram um passo importante para superar as limitações da Uefa.
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Depois de seis anos de construção, o Manchester City inaugurou o seu moderno centro de treinamentos. O complexo ao lado do Estádio Etihad dará suporte a cerca de 450 jogadores, dos seis anos ao elenco profissional. São 16 campos de futebol, alojamentos, centros médicos, estádio com capacidade para 7 mil espectadores e as acomodações completas para aprimorar o trabalho dos Citizens. Tudo a um custo de € 240 milhões, o equivalente a quase “cinco Robinhos”, pelo qual o clube pagou € 46 milhões em 2008. Investimento sem o risco de causar uma frustração tão grande. E, mais importante, não entra na conta do Fair Play Financeiro, já que faz parte dos gastos em “infraestrutura, centros de treinamento e desenvolvimento de jogadores jovens”.
A inauguração da superestrutura do City não deve trazer resultados imediatos para o clube, é claro. Entretanto, ela tende a consolidar o trabalho realizado pelos azuis, sobretudo na promoção de jovens talentos. Não será mais preciso buscar promessas em outros clubes, como se tornou corriqueiro nos últimos anos, mas aprimorar os próprios talentos em casa. A expectativa de uma ascensão bem mais sustentável e menos dependente da fortuna do Xeique Mansour – ainda que não será por isso que algumas grandes contratações continuarão sendo feitas pelo clube.
Nos últimos tempos, as maiores reclamações contra o Fair Play Financeiro é pela forma como a regulamentação cristaliza uma elite do futebol. Os investimentos exagerados se tornam praticamente impossíveis, a não ser que se dê um jeitinho de burlar as regras – o que já alguns clubes já fazem. O Manchester City, no entanto, deu um passo à frente com a sua nova estrutura. Para se consolidar nesta elite e, quem sabe, encurtar o caminho até a taça da Champions sem precisar despejar mais tantos milhões.



