Inglaterra

Rangnick defende escalar Pogba no Manchester United nem que seja para ele se colocar na vitrine

Com contrato só até o fim da temporada, Pogba volta a estar disponível após lesão e treinador disse que conta com o jogador até o fim do vínculo

Paul Pogba é um caso sério de jogador que tem talento e não parece tirar proveito disso. Contratado por € 105 milhões em 2016, quando retornou triunfante ao Manchester United, depois de brilhar na Juventus. Só que desde então, o jogador não tem conseguido entregar com regularidade o que se espera dele: bom futebol. Ele está de volta depois de lesão e o técnico Ralf Rangnick foi questionado sobre a participação do francês no time.

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Rangnick foi perguntado se fazia sentido colocar Paul Pogba para jogar, considerando que ele pode deixar o clube após o fim do seu contrato, ao final da temporada.  O francês é especulado em diversos clubes e parece cada vez mais perto de deixar o Manchester United, muito pela acusação de falta de comprometimento que ele tem.

“Sim, é claro. Eu também coloquei Nemanja Matic nos últimos jogos e o seu contrato também expira [em junho de 2023]. Meu contrato como técnico também acaba no verão. Para nós, temos o mesmo objetivo. Temos a mesma ambição em ter o máximo de sucesso que for possível nesses três ou quatro meses”, disse o técnico.

“Não é uma questão de um jogador que está com o contrato acabando, a questão é o quanto ele ainda quer ser parte deste grupo, quanto ele ainda se sente emocionalmente e fisicamente junto conosco”, continuou o treinador.

“Enquanto esse for o caso, por que não deveríamos colocar Pogba, que está disponível de novo depois de dois meses e meio afastado por lesão, se ele quer mostrar aos torcedores do Manchester United, à diretoria, ao mundo todo o tipo de jogador que ele pode ser? Mesmo que seja apenas para mostrar o bastante para um novo contrato em outro lugar, ele estará muito motivado para fazer isso, então por que não deveria colocá-lo para jogar?”, explicou Rangnick.

“Mas há uma diferença em como os jogadores lidam com sua atual situação. Se eles podem lidar com isso de maneira profissional, de forma ambiciosa, irei colocar os jogadores, ainda que eles estejam com contratos terminando no verão”, disse o treinador.

Um dos jogadores que ainda não pareceu engrenar no Manchester United é Jadon Sancho, a contratação mais cara do clube no último verão, por € 85 milhões. Em 23 jogos até aqui, ele foi titular em 14 deles, com dois gols e nenhuma assistência. Rangnick foi perguntado por que acha que o atacante não tem conseguido render como na época de Borussia Dortmund.

“Há uma diferença se você chega como alguém de 18 anos [Sancho tinha 17, na verdade], desconhecido, um talentoso garoto inglês ao Borussia Dortmund. Dali você pode melhorar, ter sucesso nisso. O nível de expectativa era muito menor comparado à idade de 23 [Sancho tem 21] e você chega em um clube como o Manchester United, por um alto valor, com um alto nível de expectativa”.

“Todo mundo esperava que ele pudesse ser um dos melhores jogadores do time. Isso é, psicologicamente, emocionalmente, uma situação mais desafiadora do que aquele no Borussia Dortmund e esse é exatamente o tipo de passos que faria ele se tornar um jogador do mais alto nível pelos próximos 10 anos neste clube”, disse ainda Rangnick.

“Podemos dar algumas orientações, dar a ele toda a assistência necessária que ele precisa, mas no fim cabe a ele dar os próximos passos. Não se trata apenas de treinar no mais alto nível possível. Disse a ele no domingo: Confirme o desempenho que você mostra no treinamento quando você estiver em campo”.

“Deve ter a ver com várias coisas que passam pela sua cabeça. Com esse tipo de jogadores, com jogadores ofensivos de criatividade, tudo se trata de confiança, estar ciente do quanto eles podem ser bons em frente a 75 mil pessoas”.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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