Empate do Tottenham expõe como Richarlison entrega ao time mais do que recebe
Spurs ficaram no zero com Brentford em outra exibição pouco inspirada da equipe do atacante brasileiro
O Tottenham não consegue engrenar na temporada 2025/26. Nesta quinta-feira (1), pela 19ª rodada da Premier League, os Spurs ficaram no 0 a 0 com o Brentford em um jogo que ilustrou perfeitamente como é difícil para Richarlison atuar no time londrino.
Isso porque a equipe treinada por Thomas Frank não consegue controlar jogos e cria pouquíssimas chances para seus atacantes. O brasileiro terminou com apenas dois chutes, embora tenha sido participativo saindo da área, buscando o jogo e tendo 33 ações com bola. Nas chances que teve, uma foi para fora e outra terminou com um chute fraco defendido pelo goleiro.
Em casa, os Bees, inferioridades tecnicamente e tendo perdido vários jogadores na última janela de transferências, foram valentes, tiveram as melhores oportunidades de gols e mereciam sair com a vitória.
Para o Tottenham, o duelo com o Brentford não foi um ponto fora da curva. O time do norte de Londres tem tido esse desempenho abaixo, por vezes muito conservador nas partidas, apesar de sua qualidade individual e capacidade do técnico dinamarquês. É muita bola longa, jogadas rápidas e pouco controle.

Os números de Richarlison servem como exemplo. Mesmo em um time que só criou 31 grandes chances no Campeonato Inglês (o sexto pior entre os 20 times) e soma, em média, 9.8 finalizações por jogo (terceiro pior), o camisa 9 desperdiçou apenas quatro dessas oportunidades de gol e balançou as redes sete vezes.
Isso com o atacante da seleção brasileira tendo 3.88 gols esperados pela estatística de xG (expected goals, em inglês) que analisa o quanto cada finalização tem chance de ser gol. Os dados foram retirados da plataforma “SofaScore”.
O atacante dos Spurs não está nem de perto entre os problemas do clube londrino, que vê a temporada na competição de pontos corridos ser decepcionante como a última, ocupando a 12ª colocação.
1º tempo de Tottenham e Brentford tem poucas emoções
Sete chutes no total, apenas um no gol, e a posse de bola quase igual (51% para o visitante). O equilíbrio da etapa inicial fica evidente nos números.
Os Bees iniciaram levemente melhores, dominando mais a posse da bola e até balançando as redes. Em escanteio aos quatro minutos, Collins cabeceou no meio da área, Vicario espalmou e Schade, impedido, marcou. A equipe, porém, só foi atacar com perigo de novo nos minutos finais, em contra-ataque que a defesa adversária se recompôs com perfeição e evitou finalizações.
O Tottenham, acordando aos poucos no jogo, só teve em Richarlison uma oportunidade de marcar. Em sobra de cruzamento na segunda trave, o brasileiro desviou para Gray chutar em cima da marcação. O atacante ainda pegou o rebote de novo e tentou direto para o gol, errando o alvo.

- - ↓ Continua após o recado ↓ - -
Time da casa poderia ter terminado com a vitória
Foi um segundo tempo quase todo do mandante. O Brentford sufocou o Tottenham, obrigou que Vicario trabalhasse e o mais justo seria que vencesse.
Em cabeçada aos 17 minutos, Janelt obrigou defesaça do goleiro italiano, que também precisou trabalhar em um lateral na área que ficou vivo depois de meia hora. Com 23 no relógio, Igor Thiago viu Kayode lutar e conseguir um toque rasteiro na área, mas o brasileiro isolou uma ótima chance.
O Tottenham, que até teve primeiros minutos intensos voltando do intervalo, não conseguiu acionar seus homens de frente com qualidade e nem as entradas de Kolo Muani e Tel deram mais peso ofensivo.



