Inglaterra

Proposta de co-proprietário do Los Angeles Dodgers é escolhida para comprar o Chelsea

Segundo os principais veículos ingleses, o consórcio liderado por Todd Boehly foi selecionado como o preferido para tirar o clube londrino das mãos de Roman Abramovich

Apesar do homem mais rico do Reino Unido ter feito uma proposta de última hora, o consórcio liderado por Todd Boehly, co-proprietário do Los Angeles Dodgers, time de beisebol dos Estados Unidos, e acionista do Los Angeles Lakers, da NBA, e do Los Angeles Sparks, da WNBA, foi escolhido como o favorito para ser o novo dono do Chelsea. O empresário de 48 anos tem fortuna avaliada em US$ 4,5 bilhões e está em 637º lugar na lista de bilionários da revista Forbes.

A informação, dada por BBC, Guardian, ESPN e The Athletic, ainda não foi confirmada oficialmente, mas é esperado que isso aconteça em breve. Segundo a The Athletic, sua proposta é de £ 4 bilhões, com promessa de £ 1,5 bilhão em investimentos no clube e em seu estádio, Stamford Bridge.

Roman Abramovich, proprietário do Chelsea desde 2003, colocou o Chelsea à venda no começo de março, cerca de uma semana antes de ser sancionado pelo governo britânico. O banco norte-americano Raine Group vem conduzindo o processo de venda, que ainda precisará ser aprovado pelo poder público e pelos testes da Premier League.

Enquanto isso, o clube londrino está operando sob uma licença especial que restringe a sua capacidade de gerar receitas para impedir que dinheiro flua para Abramovich durante o processo de venda. Sua loja oficial teve que ser fechada, foi estabelecido um limite para gastos com viagem e a venda de ingressos está restrita. O Chelsea também não pode comprar ou vender jogadores, nem oferecer novos contratos. As sanções, segundo Thomas Tuchel, influenciaram na saída de Antonio Rüdiger, que deve acertar com o Real Madrid ao fim do seu vínculo.

O grupo liderado por Boehly havia se tornado o favorito para vencer a licitação, uma vez que os consórcios de Stephen Pagliuca, acionista da Atalanta e co-proprietário do Boston Celtics, e de Martin Broughton – que contava com o reforço de Lewis Hamilton e Serena Williams – foram informados que não estavam mais na disputa. Na manhã desta sexta-feira, uma proposta surpresa foi feita por Jim Ratcliffe, com participação no Nice e homem mais rico do Reino Unido por meio da sua empresa de petroquímicos, Ineos. Era a oferta mais alta, mas chegou semanas depois do prazo final estipulado pelo Raine Group, em 18 de março.

“Sir Jim Ratcliffe, presidente da Ineos, fez uma proposta formal pelo Chelsea de £ 4,25 bilhões, das quais £ 2,5 bilhões estariam comprometidas para o Fundo de Caridade, em apoio às vítimas da guerra (na Ucrânia), com £ 1,75 bilhão destinada a investimentos diretos no clube ao longo dos próximos 10 anos. É uma proposta britânica para um clube britânico. Acreditamos que Londres tem que ter um clube que reflete a estatura da cidade. Um que seja considerado no mesmo patamar de Real Madrid, Barcelona e Bayern de Munique. Queremos que o Chelsea seja esse clube”, disse um comunicado da Ineos.

O consórcio de Boehly inclui o bilionário suíço Hansjorg Wyss, um dos primeiros a expressar interesse assim que saíram os rumores de que Abramovich venderia o Chelsea. Fez fortuna com a venda de uma empresa de fabricação de dispositivos médicos. Atualmente é acionista de companhias de biotecnologia e comanda instituições de caridade com ativos avaliados em mais de US$ 2 bilhões. O outro co-proprietário do Dodgers, Mark Walter, o britânico Jonathan Goldstein, do ramo imobiliário, a executiva de Relações Públicas, Barbara Charone, e o jornalista Daniel Finkelstein também fazem parte do grupo.

Boehly entrou no mundo das finanças como estagiário do Citibank, enquanto estudava na London School of Economics. O primeiro trampo em tempo integral foi no Credit Suisse de Boston, em 1996. Passou pelas empresas de investimentos HJ Wthiney & Co e Guggenheim Partners antes de fundar a Eldrige Industries, em 2015. Boehly tem 20% dos Dodgers e, junto com Mark Walter, comprou 27% dos Lakers em julho do ano passado.

A sua primeira tentativa de comprar o Chelsea e entrar no futebol foi em 2019. “O futebol é o maior esporte do mundo. O fato é que ainda é o melhor produto do mundo. São 90 minutos, então tem uma ótima linha do tempo. A paixão que os torcedores têm pela atividade e pelo esporte e pelos times é incomparável. Quando você começa a pensar sobre o que está tentando construir com esses times, você está tentando, primeiro, vencer, e segundo, fazer parte da comunidade”, disse, em entrevista à Bloomberg, na ocasião.

Segundo um perfil da The Athletic, Boehly é visto como um homem “inteligente, mas contido, racional e astuto”, que teria a intenção de administrar o Chelsea de maneira parecida a como o Fenway Sports Group toca o Liverpool – com investimentos, mas fazendo o clube viver dentro dos seus recursos. Os torcedores do Chelsea terão tempo para conhecê-lo melhor, se a venda for concretizada, mas o que querem mesmo é que esse período de incerteza termine o mais rápido possível.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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