Inglaterra

Os 4 problemas que o Chelsea precisa resolver para salvar a temporada

Blues vivem pior sequência de derrotas na temporada e devem aproveitar pausa para se recompor

Vivendo a sua pior fase na temporada com quatro derrotas consecutivas, que resultou na eliminação da Champions League, o Chelsea tem uma lista de problemas a resolver enquanto ocupa o sexto lugar na Premier League.

Sem conseguir se aproveitar da derrota do Liverpool para ultrapassar os Reds na tabela em busca da vaga na Liga Europa, após a derrotado para o Everton por 3 a 0, a equipe comandada por Liam Rosenior deve aproveitar o momento de pausa. Os Blues precisam consertar (vários) erros, como apontou o jornal “The Standard”.

Erros individuais custam caro ao Chelsea

As falhas individuais têm custado caro e tem atormentado o Chelsea. Jogo após jogo, isso tem sido uma dor de cabeça. Durante a coletiva de imprensa após a partida, Rosenior mencionou as falhas de concentração que têm acontecido “com muita frequência ultimamente”.

Os episódios mais recentes aconteceram com Filip Jorgensen contra o Paris Saint-Germain no jogo de ida, a falha de Mamadou Sarr no jogo de volta, a falha de Robert Sánchez contra o Everton foram episódios que contribuíram para a queda de rendimento da equipe.

O objetivo do Chelsea é conseguir uma vaga na próxima edição da Champions League e a disputa tem sido acirrada. Erros como esses podem custar muito caro.

Robert Sánchez em partida contra o Paris Saint-Gemain pela Champions League (Foto: IMAGO / APL)
Robert Sánchez em partida contra o Paris Saint-Gemain pela Champions League (Foto: IMAGO / APL)

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Ausência de precisão

De acordo com o levantamento do jornal “The Standard”, pela primeira vez desde setembro de 2023, o Chelsea acumula três jogos consecutivos sem marcar gols. O número ruim tem mostrado a falta de precisão no ataque, apesar da boa fase de João Pedro, que tem sido peça fundamental no setor ofensivo de Rosenior e está em alta.

Jogadores como Cole Palmer — que vive temporada ruim –, Enzo Fernández e Pedro Neto, trio de quem tanto se espera, têm oscilado. Liam Delap segue em baixa. Já Estêvão foi um grato alívio para o técnico inglês após perder muitos jogos neste início de ano.

Falta de liderança

Aliás, o retorno do brasileiro expôs também um grave problema que se arrasta pelos Blues ao longo da temporada: a falta de liderança. O “The Athletic” publicou uma análise intitulada “Onde estão os líderes do Chelsea?”, avaliando a reação dos jogadores que estavam em campo durante a derrota para o Everton.

O site apontou que, ao todo, 10 atletas dos Blues permaneceram imóveis, com as mãos na cintura, olhando para o chão ou para o céu após Iliman Ndiaye marcar um golaço no sábado (21) para selar o placar por 3 a 0.

O único que teve uma reação diferente foi o atacante brasileiro, que correu até o gol defendido por Robert Sánchez para pegar a bola e colocá-la no círculo central à frente de Cole Palmer.

— Para um jovem de 18 anos que está no Chelsea desde o verão passado, ser o jogador que mais se esforça para motivar a equipe deveria deixar seus companheiros desconfortáveis. Quando mais precisavam de liderança e união, não havia nenhuma delas em campo — escreveu o “The Athletic”.

Liam Rosenior cumprimenta Enzo Fernández após derrota do Chelsea (Foto: Imago/Action Plus)
Liam Rosenior cumprimenta Enzo Fernández após derrota do Chelsea (Foto: Imago/Action Plus)

Com o novo perfil do clube sendo encabeçado pela BlueCo desde que assumiu os Blues, o clube de Stamford Bridge, tem apostado em jovens promessas com potencial de desenvolvimento e revenda. Não à toa, o grupo dos Blues tem a média de idade mais baixa do campeonato (22,5 anos).

E a falta de jogadores mais experientes tem sido clara em meio à crise que rodeia Stamford Bridge. O vice-capitão Enzo Fernández, por exemplo, causou polêmica ao não garantir sua permanência no Chelsea para a próxima temporada, mesmo com contrato até junho de 2032, além de dar indiretas a Rosenior.

Blues precisam melhorar o sistema defensivo

Desde que chegou ao comando do Chelsea, Liam Rosenior alterou bastante sua linha defensiva (com quatro ou três jogadores) em praticamente todos os jogos, tanto por lesões, mas também por opção.

As mudanças mostram mais uma falta de decisão de Rosenior do que uma estratégia eficiente de distribuir minutagem aos jogadores do setor.

Liam Rosenior, técnico do Chelsea (Foto: IMAGO / Sportimage)
Liam Rosenior, técnico do Chelsea (Foto: IMAGO / Sportimage)

— A má fase recente de Wesley Fofana exemplifica a erosão da solidez defensiva do Chelsea nas últimas semanas. Supostamente um zagueiro rápido e ágil, com grande capacidade de recuperação, sua defesa instável de costas para o gol possibilitou o gol de Ousmane Dembélé no Parc des Princes e o gol da vitória de Anthony Gordon em Stamford Bridge, além do gol de abertura de Beto no sábado –, apontou o jornal.

A Data Fifa vem em um bom momento para o Chelsea. O período de jogos das seleções dá uma pausa à má fase. Os Blues voltam a campo para enfrentar o Port Vale, pela Copa da Inglaterra, no dia 4 de abril.

Depois, a equipe londrina tem dois grandes desafios pela Premier League: Manchester City e Manchester United, ambos em casa.

Foto de Carol Guerra

Carol GuerraRedatora de esportes

Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), com passagens pelo Globo Esporte, Jornal do Commercio e Diario de Pernambuco. Apaixonada por futebol feminino e esportes olímpicos.

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