Inglaterra

Postura de Estêvão durante crise do Chelsea expõe problema grave do projeto

Atacante brasileiro foi exaltado pela imprensa inglesa por atitude durante derrota dos Blues para Everton

Eliminado da Champions League, o Chelsea deu sequência a seu pior momento da temporada com uma dura derrota para o Everton. Mais do que o resultado negativo, os Blues foram criticados pelo clima cabisbaixo que tomou conta do elenco comandado por Liam Rosenior, com exceção de Estêvão.

O portal “The Athletic” publico uma análise intitulada “Onde estão os líderes do Chelsea?”, avaliando a reação dos jogadores que estavam em campo quando Iliman Ndiaye marcou um golaço no sábado (21), em casa, pela 31ª rodada da Premier League, selando o 3 a 0.

Ao todo, 10 atletas dos Blues permaneceram imóveis, com as mãos na cintura, olhando para o chão ou para o céu. O único que teve uma reação diferente foi o atacante brasileiro, que correu até o gol defendido por Robert Sánchez para pegar a bola e colocá-la no círculo central à frente de Cole Palmer.

Mas afinal, onde estão os líderes do Chelsea?

— Para um jovem de 18 anos que está no Chelsea desde o verão passado, ser o jogador que mais se esforça para motivar a equipe deveria deixar seus companheiros desconfortáveis. Quando mais precisavam de liderança e união, não havia nenhuma delas em campo — escreveu o “The Athletic”.

Cabe destacar que esse foi o primeiro jogo de Estêvão desde o dia 13 de fevereiro, na vitória sobre o Hull City por 4 a 0, fora de casa, pela quarta fase da Copa da Inglaterra. A ausência do camisa 41 dos Blues nesse período foi decorrente de uma lesão muscular.

Liam Rosenior cumprimenta Enzo Fernández após derrota do Chelsea (Foto: Imago/Action Plus)
Liam Rosenior cumprimenta Enzo Fernández após derrota do Chelsea (Foto: Imago/Action Plus)

Desde que a BlueCo assumiu a gestão, o perfil do Chelsea no mercado tem sido apostar em jovens promessas com potencial de desenvolvimento e revenda. Não à toa, o grupo dos Blues tem a média de idade mais baixa do campeonato (22,5 anos).

E a falta de jogadores mais experientes tem sido clara em meio à crise que rodeia Stamford Bridge. O vice-capitão Enzo Fernández, por exemplo, causou polêmica ao não garantir sua permanência no Chelsea para a próxima temporada, mesmo com contrato até junho de 2032.

Campeão do mundo com a Argentina, o meia de 25 anos também lamentou a saída de Enzo Maresca, que “tinha uma identidade muita clara”. Mesmo campeão do da Conference League e do Mundial de Clubes expandido, o treinador italiano foi despedido por diferenças com a diretoria dos Blues.

Vencedor da Eurocopa com a Espanha, Marc Cucurella também não chamou a responsabilidade durante a partida contra os Toffees, tampouco Palmer e Moisés Caicedo, que também são referências técnicas. Estêvão foi o único que tentou demonstrar iniciativa e autonomia em um momento conturbado.

Reece James, que é a figura mais identificada com o Chelsea, está mais uma vez machucado. E com jogos importantes contra Manchester City, Manchester United e Liverpool a serem disputados, a pergunta que fica é: os Blues vão encontrar forças para superar essa turbulência?

Por ora, o Chelsea vem de quatro derrotas seguidas e ocupa a 6ª posição da Premier League com 48 pontos, seis atrás do 4º colocado Aston Villa.

Foto de Matheus Cristianini

Matheus CristianiniRedator

Jornalista formado pela Unesp, com passagens por Antenados no Futebol, Bolavip Brasil, Minha Torcida e Esportelândia. Na Trivela, é redator de futebol nacional e internacional.

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