Premier League

O que este City de Guardiola mudou em relação aos últimos títulos?

Elenco dos Citizens passou por reformulação depois de um 2024/25 ruim

A vitória do Manchester City sobre o Chelsea, somada ao tropeço do Arsenal diante do Bournemouth, faz com que a equipe de Pep Guardiola dependa apenas de suas próprias forças para voltar a se sagrar campeã da Premier League nesta temporada. Mesmo em um ano com altos e baixos, e em um momento de transição no elenco como vivido em 2025/26.

Desde 2022, esta é a terceira vez que Arsenal e Manchester City brigam diretamente pelo título inglês. Em 2022/23 e 2023/24, o Manchester City se sagrou campeão, e volta a colocar pressão sobre o time comandado por Mikel Arteta neste ano. Líder e vice-líder se enfrentam neste domingo (19), no Etihad Stadium, em “final antecipada” do Campeonato Inglês.

Em comparação com as outras temporadas, Guardiola tem, em 2026, o elenco mais modificado, de uma temporada para a outra. Em relação à última conquista da Premier League, em 2023/24, apenas cinco jogadores, que foram titulares no jogo do título contra o West Ham, seguem entre os 11 inicias “ideais do treinador”: Erling Haaland, Rúben Dias, Rodri, Jérémy Doku e o capitão Bernardo Silva.

Manchester City conquistou vitória sobre o Chelsea na corrida pelo título
Manchester City conquistou vitória sobre o Chelsea na corrida pelo título (Foto: JP Fletcher/Imago)

Essa transição no elenco se deu a partir da temporada 2024/25, quando o Manchester City sofreu com problemas defensivos e correu risco de ficar fora da Champions League. Guardiola buscou novos nomes para compor a defesa, além de um substituto para Kevin de Bruyne — que, neste momento, aparenta ser Rayan Cherki, com suas dez assistências na Premier League.

Defesa do Manchester City passou por reformulação nesta temporada

A defesa do Manchester City foi o principal ponto de alerta antes do início desta temporada. Tanto que passou por uma reformulação completa. Rúben Dias ainda tem status de titular (disputou 25 das 31 partidas nesta Premier League), e Josko Gvardiol teve de se afastar em função de uma até o final da temporada, mas os demais nomes são completamente diferentes do último ano em que se sagrou campeão inglês.

Ederson deu espaço para Gianluigi Donnaruma; na defesa, o City buscou Marc Guéhi e Abdukodir Khusanov, dupla que iniciou na vitória sobre o Chelsea na última rodada. Nas lateral-direita, Kyle Walker foi substituído por Matheus Nunes, que deixou o meio-campo, enquanto que na esquerda Guardiola tem utilizado Nico O’Reilly e Rayan Ait-Nouri como opções.

Guéhi em ação pelo Manchester City
Guéhi foi contratado pelo Manchester City para reforçar setor defensivo (Foto: Imago)

A defesa, mesmo com essas mudanças, não tem sido o principal problema nessa temporada. Mas precisou passar por um processo de “adaptação” até voltar a se destacar em abril. Desde a eliminação diante do Real Madrid na Champions League, quando foi vazada cinco vezes, a defesa do Manchester City deu uma resposta contra adversários do Big Six: vitórias sobre Arsenal (Copa da Liga Inglesa), Liverpool (FA Cup) e Chelsea (Premier League), sem sofrer gols.

Em números gerais, pode terminar a temporada com a segunda melhor marca de gols sofridos desde o tetracampeonato consecutivo. Foram 28 gols sofridos nesta temporada, atrás apenas, neste momento, de 2021/22, quando o setor foi vazado em apenas 26 oportunidades.

Defesa do Manchester City ao longo dos anos

  • 2020/21: 32 gols sofridos
  • 2021/22: 26 gols sofridos
  • 2022/23: 33 gols sofridos
  • 2023/24: 34 gols sofridos
  • 2024/25: 44 gols sofridos
  • 2025/26: 28 gols sofridos (até o momento)

Guardiola, que tem contrato até o final da próxima temporada — mas enfrenta rumores de que poderá deixar o Manchester City depois desta Premier League — ainda aguarda o retorno de Vitor Reis. O zagueiro, emprestado ao Girona, tem se destacado na Espanha e ganhou oportunidade com Carlo Ancelotti na última convocação da seleção brasileira.

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Ataque do Manchester City mantém Haaland, mas muda cenário dos ‘coadjuvantes’

O treinador tem “preparado o terreno” para os próximos anos do Manchester City — mesmo que ele não esteja mais no comando. Um eventual título seria um bônus para a equipe, depois de ter se reforçado com diversas peças e que modificaram o estilo de jogo da equipe. Não à toa, se campeão, deverá ser a conquista com a menor pontuação de Guardiola à frente da equipe, podendo chegar a até 85 pontos.

Pontuação do Manchester City nos últimos títulos

  • 2020/21: 86 pontos
  • 2021/22: 93 pontos
  • 2022/23: 89 pontos
  • 2023/24: 91 pontos
  • 2025/26: até 85 pontos

Em relação à pontuação, o possível título nesta temporada se assemelha à campanha de 2020/21, quando Guardiola contou com o reforço de Rúben Dias na segunda metade do ano, e que auxiliou no reforço defensivo da equipe que culminou. Entretanto, até dezembro, sofreu com resultados ruins — chegou a ser goleado pelo Leicester no Etihad Stadium.

Na tríplice coroa de 2022/23, Guardiola se utilizou, principalmente, de um esquema com três zagueiros. Neste ano, ele tem mantido uma formação “tradicional”, com quatro homens fixos atrás. No entanto, em alguns duelos Nico O’Reilly tem sido utilizado como um meia no ataque, deixando a função de lateral — como ocorreu diante do Chelsea.

Erling Haaland marcou um hat-trick na vitória do Manchester City sobre o Liverpool, pelas quartas de final da Copa da Inglaterra (Foto: Imago/News Images)
Erling Haaland é o artilheiro do Manchester City nesta temporada (Foto: Imago/News Images)

Outros nomes, como Cherki, Omar Marmoush e Antoine Semenyo se juntaram a Haaland no ataque. O norueguês ainda é o artilheiro da equipe na Premier League e na temporada, mas não é a única arma e opção para Guardiola.

Com 22 gols marcados até aqui, o camisa 9 é responsável por 34% dos gols da equipe. Em 2022/23, em seu primeiro ano na Inglaterra, essa porcentagem foi 38%, com os 36 tentos anotados por ele na temporada que rendeu a tríplice coroa ao Manchester City.

O norueguês tem sofrido em 2026, depois de um bom início na temporada. A chegada de Semenyo foi uma alternativa para reforçar esse setor, já que Savinho não passa por grande fase, assim como Phil Foden.

Foto de Murillo César Alves

Murillo César AlvesRedator

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP), com passagens por Estadão, UOL, 90min e QuintoQuarto.

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