Inglaterra

Como City respondeu ímpeto do Chelsea e volta a controlar seu destino

Triunfo por 3 a 0, somado a tropeço do Arsenal, faz equipe de Guardiola encostar na liderança antes de confronto direto

A corrida pelo título da Premier League está aberta. E muito graças ao desempenho que Rayan Cherki teve no segundo tempo da vitória do Manchester City sobre o Chelsea, por 3 a 0, neste domingo (12). Contratado a peso de ouro no início desta temporada, o francês deu duas assistências e ajudou a reverter o cenário do jogo, depois de se ver dominado no Stamford Bridge durante o primeiro tempo.

Pep Guardiola já havia exaltado a qualidade do francês — como em tom profético — antes do duelo. Além de Cherki, que exerceu papel de garçom, Nico O’Reilly, Marc Guéhi e Jérémy Doku, autores dos gols fora de casa, selaram a vitória no segundo tempo, depois de se ver pressionado pelo ímpeto do Chelsea na etapa inicial.

O resultado também faz com que o City chegue a 64 pontos passe a depender apenas de suas próprias forças para reassumir a liderança da Premier League em caso de vitórias nos seus dois próximos duelos: contra o Arsenal, em final antecipada, no domingo (19), e diante do Burnley, fora de casa, na quarta-feira (22). Também é necessário que a equipe tire a diferença de saldo de gols que dá vantagem aos Gunners na corrida pelo título.

Jogadores do Manchester City celebram vitória sobre o Chelsea
Manchester City encosta no Arsenal após vitória sobre o Chelsea (Foto: JP Fletcher/Imago)

Para o Chelsea, o resultado atrapalha o trabalho de Liam Rosenior. O treinador se vê pressionado depois de eliminação para o Paris Saint-Germain na Champions League, e soma a segunda derrota seguida na Premier League por 3 a 0. Além disso, com a vitória do Liverpool, se distancia da briga pela quinta vaga na competição europeia na próxima temporada.

Chelsea tem ímpeto, mas não consegue ferir Manchester City

Mesmo que um tropeço do Chelsea pudesse prejudicar o rival Arsenal na briga pelo título, foram os donos da casa que controlaram as ações ofensivas no início do duelo em Stamford Bridge. Sem Enzo Fernández, suspenso pelo clube em função das últimas declarações sobre uma transferência para o Real Madrid.

Liam Rosenior, depois de um momento de crise na Champions League logo após o retorno da Data Fifa, e derrota sobre o Everton na última rodada, montou um time ofensivo. Voltou a contar com Estêvão, recuperado de lesão, entre os titulares, ao lado de Cole Palmer, João Pedro e Pedro Neto. Em busca de uma vaga à Champions League na próxima temporada.

Cucurella marcou para o Chelsea contra o Manchester City, mas gol foi anulado por impedimento
Cucurella marcou para o Chelsea contra o Manchester City, mas gol foi anulado por impedimento (Foto: Nigel Keene/Imago)

Foi o Chelsea quem chegou com mais perigo ao ataque no início do primeiro tempo. As principais jogadas, pelo lado esquerdo, com Pedro Neto, que não tomou conhecimento de Matheus Nunes no setor. Marc Cucurella chegou a ir às redes, mas o gol foi anulado por impedimento do lateral espanhol.

Gianluigi Donnaruma, que disputou sua primeira partida desde as Eliminatórias Europeias com a seleção italiana, precisou fazer boas intervenções para evitar que o Manchester City saísse derrotado ainda no primeiro tempo. Na reta final da etapa inicial, Robert Sánchez, do lado londrino, também teve de trabalhar, em finalizações de Erling Haaland e Antoine Semenyo.

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Manchester City é salvo por ‘talismãs’

Pep Guardiola e o Manchester City voltaram com outra postura para o segundo tempo. Se na etapa inicial foi o Chelsea quem dominou as ações ofensivas e ditou o ritmo do duelo, esta função coube aos visitantes no início da etapa final. E diferentemente dos Blues, os vice-líderes do campeonato transformar este domínio em gol.

O Manchester City conseguiu se destacar naquilo que é sua fortaleza: controle da bola no setor ofensivo e empurrando as linhas do Chelsea para sua própria meta. Mas, diferentemente do último ano, o “espírito livre” de um jogador auxiliou nessa mudança de postura. Rayan Cherki, que gera as mais diversas reações em Guardiola, encontrou duas bolas para destravar o jogo do City.

Cherki conduziu Manchester City à vitória sobre o Chelsea no segundo tempo
Cherki conduziu Manchester City à vitória sobre o Chelsea no segundo tempo (Foto: JP Fletcher/Imago)

O francês, um dos destaques da próxima Copa do Mundo, já havia criado oportunidades na primeira etapa. Mas foi a partir do início do segundo tempo, com mais tempo para segurar a bola, que encontrou as duas assistências para os gols do Manchester City.

No primeiro, aos seis minutos, contou também com o auxílio de Erling Haaland. O centroavante atraiu a marcação da defesa do Chelsea e permitiu que Nico O’Reilly, outro destaque nesta corrida pelo título, pudesse cabecear livre na pequena área.

Antes da partida, Guardiola havia classificado Cherki como um dos jogadores “mais talentosos” que ele já viu. Esse talento se mostrou presente no lance do segundo gol, quando segurou a bola tempo suficiente para desmontar a marcação do Chelsea aos 12 minutos, e encontrar Marc Guéhi, livre, para finalizar no canto inferior esquerdo de Sanchez.

Esses dois lances destruíram qualquer força de reação do Chelsea, sem alternativas para contra-atacar no Stamford Bridge. O último golpe da vitória do Manchester City foi dado por Doku aos 23 minutos, depois de Caicedo bobear na saída e perder a posse de bola para o belga, que teve liberdade para finalizar, sem chances para o goleiro — e selar a vitória do Manchester City, construída em apenas 17 minutos.

Foto de Murillo César Alves

Murillo César AlvesRedator

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP), com passagens por Estadão, UOL, 90min e QuintoQuarto.

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