Como Estêvão se torna peça para salvar Rosenior e Chelsea antes da Copa do Mundo
Ausência do atacante coincide com pior momento dos Blues sob o comando de Liam Rosenior nesta temporada
O Chelsea garantiu a vaga na semifinal da FA Cup ao derrotar o Port Vale neste domingo (5), por 7 a 0. Para além do resultado, que é um alívio para Liam Rosenior depois de uma série de desempenhos ruins durante o mês de março, a partida marcou o retorno de Estêvão. Titular, o brasileiro marcou e deu assistência, e mostra que pode ser a peça que falta à equipe ao se recuperar de lesão.
Desde que assumiu o comando do Chelsea, em janeiro, Rosenior não abre mão da dupla brasileira. João Pedro assumiu a titularidade como centroavante da equipe, mas Estêvão ficou fora da equipe desde fevereiro, com uma lesão na coxa. Depois de um início positivo, com classificação direta para as oitavas de final da Champions League, a ausência do ex-Palmeiras pesou sobre a equipe.
Recuperado, Estêvão pode ser a peça que faltava para Rosenior, pressionado por resultados na Inglaterra depois de um início positivo. A eliminação diante do Paris Saint-Germain, nas oitavas de final da Champions League, ampliou um momento de crise do jovem treinador. Os resultados com o brasileiro, no entanto, mostram que o clube ainda pode alçar voos maiores nesta temporada.
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Chelsea viveu pior momento no ano sem Estêvão
A ausência de Estêvão, até o final de março, coincidiu com o pior momento do Chelsea sob o comando de Rosenior. Foram sete jogos fora (quatro pela Premier League, um da FA Cup e dois na Champions League). Sem o brasileiro, os Blues perderam para Arsenal e Newcastle, além de serem eliminados pelo PSG.
Estêvão só voltou a atuar diante do Everton, na última rodada do Campeonato Inglês, quando entrou na reta final da partida. A derrota por 3 a 0, fora de casa, e a sequência de apenas uma vitória nos últimos cinco jogos, fez o Chelsea cair para a sexta posição, distante do G-4, que garante vaga à Champions League.
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O cenário com Estêvão, no início da passagem de Rosenior, foi diferente. Com o brasileiro, o Chelsea assegurou a vaga às oitavas de final da Champions League, com vitórias sobre Pafos e Napoli. Os únicos tropeços, com o atacante, se deram diante do Arsenal, pela semifinal da Copa da Liga Inglesa.
— Não há limites para ele (Estêvão), sentimos sua falta. Ele entra em campo e simplesmente joga, quer a bola. Onde quer que esteja, é uma ameaça — afirmou Rosenior, à “BBC”, após a classificação diante do Port Vale.
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Estêvão se prepara para reforçar a seleção brasileira na Copa do Mundo
Além do Chelsea, Estêvão será um diferencial para a seleção brasileira na Copa do Mundo. Com a lesão na coxa, ele ficou fora da lista de Carlo Ancelotti para os últimos amistosos da seleção brasileira, contra França e Croácia, em março. Entretanto, ao estar presente em todas as convocações do italiano até então, também deve ser relacionado para a Copa do Mundo, no Canadá, Estados Unidos e México.
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Na seleção brasileira, Estêvão é um dos preferidos de Ancelotti — sendo, inclusive, um dos atacantes titulares do treinador. Ele disputou sete partidas desde junho, quando foi convocado pela primeira vez por Ancelotti. Destas, foi titular em cinco, e também marcou cinco vezes com a Amarelinha. Sem o atacante do Chelsea, Ancelotti explorou Gabriel Martinelli como titular diante da França.