Inglaterra

‘Esteja lá’: Guardiola revela conselho a peça-chave de vitória do City

Treinador celebrou atuação diante dos londrinos, que coloca os Citizens muito vivos na briga pelo título da Premier League

Pep Guardiola se mostrou “radiante” após a vitória do Manchester City sobre o Chelsea neste domingo (12), por 3 a 0. O resultado faz com que a equipe passe a depender apenas de suas próprias forças para reassumir a liderança da Premier League, que também chega motivada para a “final antecipada” contra o líder Arsenal, no próximo fim de semana.

A partida, no entanto, teria um resultado completamente diferente, se não fosse pelo desempenho de uma peça-chave no elenco do Manchester City — e com quem o próprio treinador tem uma relação de altos e baixos. Rayan Cherki, um dos “jogadores mais talentosos” que Guardiola, em suas próprias palavras, deu a assistência para os dois primeiros gols do jogo, marcados por Nico O’Reilly e Marc Guéhi.

Contratado no início desta temporada, Cherki vinha de uma sequência “desprestigiada” sob o comando de Guardiola. Depois de se destacar como um garçom para a equipe, passou a figurar em diversas partidas no banco de reservas; em duelo com o Real Madrid, nas oitavas de final da Champions League, também não iniciou o duelo no Santiago Bernabéu.

Cherki anotou duas assistências no triunfo sobre o Chelsea
Cherki anotou duas assistências no triunfo sobre o Chelsea (Foto: JP Fletcher/Imago)

Na primeira metade da temporada da Premier League, Cherki somou sete assistências; desde então, só anotou mais três — a outra, além da vitória sobre o Chelsea, se deu no empate com o Nottingham Forest, por 2 a 2, em março.

— Números e qualidade incríveis na primeira temporada na Premier League. É algo único. A mãe e o pai lhe deram talento, mas um talento para jogar perto do Haaland. Às vezes, ele joga perto do Donnarumma, o que não adianta nada — afirmou Guardiola, na entrevista coletiva após a partida.

Mudança no posicionamento de Cherki auxiliou vitória do Manchester City

Diante do Chelsea, o Manchester City se viu dominado e com dificuldades de criar no primeiro tempo. A mudança de postura, logo no início da segunda etapa, partiu do próprio desempenho do francês, que se aproximou dos atacantes.

— O que Rayan Cherki fez no primeiro tempo? Ele jogou perto de mim! Jogue perto de Haaland, perto dos alas, dos meias-atacantes, e use o talento que a mãe e o pai lhe deram — definiu o treinador.

Cherki conduziu Manchester City à vitória sobre o Chelsea no segundo tempo
Cherki conduziu Manchester City à vitória sobre o Chelsea no segundo tempo (Foto: JP Fletcher/Imago)

Mesmo com o desempenho neste domingo, Cherki ainda não é unanimidade no ataque do Manchester City. Na final da Copa da Liga Inglesa, ele chegou a irritar o treinador, ao fazer “embaixadinhas” depois de abrir 2 a 0, na reta final do segundo tempo.

— E se ele começar a aprender isso (atuar próximo ao ataque), vai se tornar um jogador extraordinário. Graças à sua atitude e mentalidade. E depois, quando tudo está indo bem, ele tenta jogar de forma um pouco (descuidada). Ele precisa aprender a fazer o que temos de fazer durante 95 minutos — definiu o treinador.

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Manchester City se prepara para duelo decisivo com o Arsenal

Com a vitória sobre o Chelsea, o Manchester City pode assumir a liderança da Premier League em caso de vitória nas duas próximas rodadas, contra Arsenal e Burnley. Esse cenário se construiu também graças à derrota dos líderes da competição diante do Bournemouth.

Guardiola, no entanto, ainda prega cautela. Seis pontos separam líder e vice-líder na tabela da competição, mas o treinador entende que o favoritismo na temporada ainda recai sobre os ombros da equipe comandada por Mikel Arteta. Apesar de os Citizens ganharem o benefício do “tempo ensolarado” na Inglaterra na reta final da Premier League.

— Não estou brincando. Em Manchester, nunca há sol. Se houvesse sol em novembro, seríamos campeões da Premier League em janeiro. É o sol, sinceramente. O clima fica melhor…”

Foto de Murillo César Alves

Murillo César AlvesRedator

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP), com passagens por Estadão, UOL, 90min e QuintoQuarto.

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