Colapso do Arsenal, impulso ao City: O que a final da Copa da Liga muda na temporada inglesa
Equilibrada até o intervalo, final mudou com falha de Kepa e abalo dos Gunners; campeão, City ganha impulso para sequência da temporada
A final da Copa da Liga, neste domingo (22), pode ter deixado marcas que vão muito além do troféu erguido pelo Manchester City. A vitória por 2 a 0 sobre o Arsenal, em Wembley, mexe com a sequência da temporada dos dois lados.
Para o time de Pep Guardiola, o título pode servir como impulso numa reta final em que ainda há espaço para buscar algo maior. Para os Gunners, o revés reacende dúvidas que o clube tenta deixar para trás há algumas temporadas.
O primeiro tempo foi equilibrado, brigado e com cara de decisão. O Arsenal conseguiu competir bem e não deixou o City confortável por longos períodos. Mas tudo mudou depois do intervalo. O time de Guardiola voltou melhor, passou a empurrar os Gunners para trás e encontrou o caminho da vitória quando Kepa falhou no lance do primeiro gol.
O erro pesou, abalou os Gunners, e o segundo gol saiu pouco depois, num momento em que a equipe de Mikel Arteta já parecia desorientada em campo.
Título do City, psicológico do Arsenal e reflexos na Premier League

Na tabela da Premier League, o Arsenal ainda tem margem: lidera com nove pontos de vantagem sobre o vice-líder City, embora tenha um jogo a mais que o rival. É uma diferença importante, mas insuficiente para qualquer sensação de conforto. Até porque o próprio Arsenal convive com esse histórico recente de deixar escapar o que parecia estar nasmãos.
O time de Arteta foi vice-campeão inglês nas últimas três temporadas — 2022/23, 2023/24 e 2024/25 — e entra em 2025/26 justamente tentando se livrar desse peso. É por isso que a derrota em Wembley pode ter efeito maior do que o normal. Não somente por ser uma final perdida, mas pela forma como ela escapou. O Arsenal sustentou o jogo enquanto conseguiu se manter firme emocionalmente. Quando falhou, desabou de vez.
Esse tipo de roteiro reforça uma imagem que persegue o time há tempos: a de uma equipe forte, organizada e competitiva, mas que vacila quando a pressão aperta de verdade. Arteta segue bastante prestigiado, mas ainda tem um número modesto de títulos no clube: a Copa da Inglaterra de 2019/20 e as Supercopas da Inglaterra de 2020 e 2023.
Do lado do City, a conquista pode ser tratada como um respiro e também como um recado. A temporada está abaixo do padrão que o clube estabeleceu com Guardiola, especialmente pela eliminação para o Real Madrid nas oitavas de final da Champions League e pelas oscilações na Premier League.
Nesse cenário, a Copa da Liga ganha peso. Não resolve os problemas do time, claro, mas injeta confiança e recoloca o elenco num estado de alerta competitivo para o que ainda está em jogo.
Mais do que a taça em si, o City sai da final com a sensação de que ainda pode estragar os planos do Arsenal de novo. A diferença na Premier League continua considerável, mas o título muda o ambiente, fortalece o vestiário e ajuda Guardiola a vender a ideia de reação.
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Como foi a vitória do City sobre o Arsenal
O Arsenal começou melhor que o City, e se não fosse pelo jovem goleiro James Trafford, poderia ter aberto o placar logo aos seis minutos. Foram três defesas consecutivas, todas em chutes à queima roupa de Havertz e Saka. De chance de gol mesmo, porém, foi isso.
A equipe de Guardiola até equilibrou as ações e terminou o primeiro tempo com mais posse de bola, mas não conseguiu levar perigo ao gol de Kepa. Final mais brigada do que jogada em Wembley, e um 0 a 0 parcial justo. Faltou fluidez e contundência para ambos os times.
Na etapa complementar, essa tônica de defesas se sobressaindo sobre os ataques se manteve só até os 14 minutos. O City voltou melhor do intervalo, encurralou o Arsenal e abriu o placar com Nico O’Reilly. Cherki cruzou para área, Kepa tentou segurar a bola, mas viu ela passar no meio das mãos e ficar viva. O camisa 33 dos Citizens se antecipou à marcação e cabeceou para o gol vazio.
Os Gunners claramente acusaram o golpe e sentiram o gol. Não à toa, pouco depois, sofreram o segundo. E novamente de O’Reilly. Em boa trama ofensiva envolvendo Doku e Rodri, Matheus Nunes recebeu no lado direito e acertou cruzamento na cabeça do lateral-esquerdo, que atacou a bola e testou consciente para ampliar.
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— Manchester City (@ManCity) March 22, 2026



