Premier League

É por isso que Manchester United x Liverpool é o melhor clássico da Premier League

Com um roteiro quase cinematográfico, Manchester United e Liverpool fizeram um clássico para ficar marcado na história da Premier League

Neste domingo (7), o Manchester United empatou com o Liverpool por 2 a 2, no Old Trafford, pela 32ª rodada da Premier League. Com o resultado, os Reds perderam a chance de reassumir a liderança, ficando na 2ª posição com 71 pontos, empatados com o Arsenal, mas perdendo nos critérios de desempate. Já os Red Devils continuam na 6ª colocação com 49 pontos, distantes da zona de classificação à próxima Champions League.

É por isso que Manchester United x Liverpool é o melhor clássico da Premier League. Dois dos maiores campeões do futebol inglês, Red Devils e Reds fizeram uma partida histórica, com um roteiro quase cinematográfico. Os primeiros 45 minutos deram a sensação de que Jürgen Klopp teria uma vitória tranquila contra Erik ten Hag. E isso poderia acontecer, se não fosse pelo 2º tempo.

O Liverpool pagou caro por sua incapacidade de matar o jogo em meio a tantas finalizações. Para piorar, Quansah errou grotescamente, o que deu uma sobrevida para o Manchester United no clássico. Os Red Devils chegaram a virar a partida. Entretanto, os Reds não se entregaram e foram buscar o empate com um pênalti nos últimos minutos. Saiba tudo o que aconteceu aqui na Trivela.

Como foi Manchester United x Liverpool pela Premier League

Desde o primeiro segundo, Manchester United e Liverpool mostraram porque fazem o clássico mais legal da Premier League. A princípio, os Red Devils provaram que estavam mais ligados na partida e se aproveitaram dos erros dos Reds para se lançar ao ataque. E logo no primeiro minuto do 1º tempo, Garnacho balançou as redes. Entretanto, a arbitragem anulou por impedimento na hora da enfiada de bola do Bruno Fernandes.

O Manchester United continuou apostando em roubadas de bola no meio-campo para tentar causar perigo. Entretanto, o Liverpool acertou seu nível de concentração e passou a implementar sua filosofia de jogo: pressão sobre o adversário e um verdadeiro bombardeio de finalizações. A verdade é que os Reds poderiam ter ido para os vestiários com uma goleada se não fosse pelas ótimas defesas de Onana, que salvou os Red Devils.

Contudo, o goleiro do Manchester United não pode jogar sozinho. Em escanteio cobrado no primeiro pau, Darwin Núñez desviou para trás e encontrou Luis Díaz, sozinho, quase na pequena área. Ele meteu um voleio para balançar as redes para o Liverpool. Acredite se quiser, mas os Red Devils não deram um arremate a gol até a ida para o intervalo. Mais do que isso, deram muito espaço entre as linhas, que foram aproveitados pelos Reds.

Que isso, zagueirão

O 2º tempo começou do mesmo jeito: Liverpool em cima, Manchester United recuado. O problema é que Quansah falhou bizonhamente em uma saída de bola tranquila do Liverpool. Com a posse no meio-campo, o zagueiro deu um giro para trás e tentou um passe para o outro lado. Contudo, ele deve ter confundido Bruno Fernandes com algum companheiro de Reds.

O meia dos Red Devils, que nada tem a ver com isso, percebeu que Kelleher estava adiantado e chutou de primeira, quase do círculo central. A bola só foi morrer no fundo da rede. Com o empate, o clássico ficou muito mais aberto, com Manchester United se atirando ao ataque para buscar a virada sobre o Liverpool. Os Reds, sonhando com o título da Premier League, não se intimidaram.

Não se pode vacilar contra um gigante

Fato é que não se pode vacilar contra um gigante. O Liverpool pecou pelos gols perdidos, sobretudo na etapa inicial, isso sem bater na tecla do papelão de Quansah. O Manchester United ganhou vida na partida graças a seu rival. E a virada dos Red Devils veio com um verdadeiro golaço. O jovem Mainoo acertou uma finalização primorosa, no ângulo, para castigar os Reds.

Dali para frente, o Liverpool instaurou uma verdadeira blitz (quase no desespero) para evitar a derrota contra o Manchester United. Os Red Devils, assim como seu rival, provou do mesmo veneno: não se pode vacilar contra um gigante. Wan Bissaka fez um pênalti bobo (e polêmico). Salah se prontificou para a batida, sabendo da responsabilidade do gol para o futuro dos Reds no campeonato. Ele não decepcionou.

Foto de Matheus Cristianini

Matheus Cristianini

Formado em Jornalismo pela Unesp, é apaixonado por esportes, acima de tudo futebol. Ama escrever sobre o que acontece dentro e fora de campo. Após passar por Antenados no Futebol, Bolavip Brasil, Minha Torcida e Esportelândia, se juntou à equipe da Trivela com muita vontade de continuar crescendo.
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