Premier League

Chelsea passeia contra o Crystal Palace e mantém boa sequência com Tuchel

Gol de Chalobah, jovem promessa, resolveu o confronto em Stamford Bridge

Dias depois de conquistar a Supercopa da Uefa diante do Villarreal, o Chelsea estreou na nova temporada da Premier League e se impôs tranquilamente diante do rival londrino Crystal Palace. Em casa, no Stamford Bridge, com o calor de sua torcida, os Blues não tiveram nenhuma dificuldade para consolidar a vantagem de 3 a 0, mostrando cada vez mais o trabalho autoral de Thomas Tuchel, que colocou sua ideia de jogo em campo.

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Enquanto aguarda a estreia de Romelu Lukaku, que voltou ao clube depois de sete anos, Tuchel preparou uma blitz para resolver a partida logo cedo. Apesar da superioridade e da ocupação quase que completa do campo adversário, o Chelsea só tirou o zero do placar aos 27 minutos da primeira etapa, com Marcos Alonso. Em uma cobrança de falta perfeita, o espanhol colocou a bola na gaveta de Vicente Guaita, abrindo caminho para o triunfo.

A hora do cruzado

A tônica do confronto foi sempre essa: o Chelsea segurando a bola e procurando infiltrações na área, pelos lados. A tendência a esperar oportunidades ideais foi o que permitiu uma chegada mais aguda, aos 40 minutos, com Timo Werner. O alemão chutou, mas Guaita deu rebote e Christian Pulisic, que não fazia uma atuação brilhante, pegou para completar, um cruzado fortíssimo na ambição dos visitantes. Antes mesmo do intervalo, o clássico londrino parecia resolvido, nocaute incontestável no Palace.

Do outro lado, um acuado Palace dependia de mexidas estratégicas de Patrick Vieira para ganhar sobrevida. E nesse quesito, o francês não ajudou muito, optando por trocas que deixaram os visitantes ainda mais vulneráveis na marcação. A entrada de Christian Benteke na vaga de Jean-Philippe Mateta não resolveu e sequer trouxe algum vento de mudança no ataque. Afinal, os Eagles sequer chegavam ao ataque. 

 

O gol da sequência no clube?

Improvisado na zaga, o volante Trevoh Chalobah teve uma participação importante na vitória. Ainda incerto se continuará nos planos de Tuchel, o rapaz nascido em Serra Leoa foi tomado pela emoção ao fazer o terceiro gol do jogo, em um lance que teve bastante espaço para experimentar um chute forte no cantinho da meta de Guaita. Ao conseguir balançar as redes, Chalobah não conteve o choro e foi abraçado efusivamente pelos colegas. 

Fruto da base, Chalobah (irmão de Nathaniel Chalobah, do Watford) foi emprestado várias vezes, como outros jovens vinculados ao Chelsea. Passou por Ipswich, Huddersfield e Lorient até ganhar uma chance no elenco principal dos Blues. Ainda é cedo para dizer que ele se firmará, uma vez que a zaga e a vaga como volante são bastante concorridas por jogadores de renome. 

Tem sido recorrente por parte da comissão técnica do clube rodar seus atletas sem espaço por outras equipes europeias, seja para tentar uma venda ou apenas para que as promessas ganhem experiência. Independente disso, Trevoh deve saborear este sábado, quando viveu um momento único, abraçado por todo o Stamford Bridge em sua primeira grande chance entre os veteranos.

Um degrau acima

Desde a saída de Antonio Conte, o Chelsea não briga efetivamente pelo título inglês. Com Tuchel, que liderou uma equipe subestimada à conquista da Liga dos Campeões, talvez agora seja a hora de sonhar com uma nova taça da Premier League. Os Blues são mais um grande a largar bem na competição, depois da goleada do Manchester United.

É o que se espera dos favoritos, nesse e nos próximos confrontos com as equipes coadjuvantes. O técnico alemão dispõe de um grupo forte, entrosado e bastante versátil. Que dirá quando tiver um verdadeiro artilheiro na sua linha de frente, como Lukaku, para converter as chances que são criadas a cada 90 minutos. Ouviu, Werner?

Enquanto o Chelsea luta por mais um caneco, o Palace terá mais uma campanha sofrida pela frente. Em batalhas contra os grandes, pela lógica, sairá derrotado. A saída é tentar somar pontos contra peixes pequenos e se manter na zona intermediária. Uma vez que afundar na zona de descenso, pode ser um problema maior do que este frágil grupo de Patrick Vieira é capaz de encarar.

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Felipe Portes

Felipe Portes é editor-chefe da Revista Relvado, zagueiro ocasional, ex-jornalista, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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