Premier League

Chelsea e Liverpool fizeram jogaço, mas resultado deixou ambos frustrados – para a alegria do City

Os dois principais perseguidores perderam pontos ao mesmo tempo e permitiram que o atual campeão abrisse mais vantagem na ponta

Liverpool e Chelsea alternaram melhores momentos durante o grande jogo deste domingo em Stamford Bridge, houve bonitos gols, defesas dos goleiros e tensão até o fim, mas o empate por 2 a 2 acabou frustrando ambos e servindo apenas para o Manchester City ficar ainda mais confortável na liderança do Campeonato Inglês.

Os dois principais perseguidores do atual campeão perderam pontos na mesma rodada em que o City sobreviveu contra o Arsenal e ainda conseguiu uma virada agonizante. Agora, o primeiro colocado tem 53 pontos, dez a mais do que o Chelsea, e a 11 do Liverpool, que tem um jogo a menos e pode ficar a oito.

Antes do jogo, o Liverpool informou que os três casos positivos de Covid-19 que haviam sido anunciados no último sábado eram Alisson, Roberto Firmino e Joel Matip. Jürgen Klopp, como esperado, entregou o comando ao auxiliar Pep Lijnders porque também contraiu o vírus.

Incomodado com a entrevista dada por Romelu Lukaku à Sky Sports da Itália – em que fez juras de amor à Internazionale e expressou insatisfação com as táticas do seu chefe -, Thomas Tuchel decidiu barrar o atacante belga porque considerou a situação “grande demais e barulhenta demais” para ser ignorada.

Edouard Mendy fez boa intervenção para evitar o gol de Salah, logo aos cinco minutos, antes de as defesas trocarem erros importantes. Alexander-Arnold foi pressionado por Havertz, e a sobra ficou com Pulisic, na cara do gol. Ele tentou driblar o goleiro Caoimhin Kelleher, que se recuperou bem e fez o desarme. Logo depois, foi Trevor Chalobah quem vacilou na frente da área. Mané recuperou, entrou na área, driblou Mendy e fez 1 a 0.

A diferença entre os dois times àquela altura era quem havia aproveitado melhor a chance que apareceu, mas o Liverpool foi ficando mais confortável depois de abrir o placar. Salah disparou em liberdade da intermediária e carimbou Mendy, mas estava em posição de impedimento. Aos 26 minutos, recebeu o lançamento de Arnold, dominou pela direita da grande área e tocou por cima com um toquinho sutil para vencer Mendy. Um bonito gol que dobrou a vantagem vermelha.

O Liverpool parecia no controle, havia sido pouco incomodado pelo Chelsea, mas tudo mudou em um curto intervalo de tempo antes do fim do primeiro tempo. Primeiro, Kovacic pegou de primeira da entrada da área o rebote de uma cobrança de falta de Marcos Alonso e acertou um chutaço no ângulo de Kelleher para descontar. A pressão do Chelsea funcionou para encurralar a saída de bola vermelha até Kanté soltar Pulisic por trás da defesa. O norte-americano não desperdiçou dessa vez e depois quase virou com um chute cruzado e rasteiro que passou rente à trave.

O ritmo seguiu frenético. Kanté, que havia participado bem do gol de empate, fez outra boa jogada, costurando pelo meio antes de soltar o passe na medida para Marcos Alonso se projetando pela esquerda. O lateral cortou para a perna direita e mandou por cima. No outro lado, Fabinho deu o lançamento para acionar a batida cruzada de Jota, com muito perigo – e também em posição de impedimento.

Aos 12 minutos, Jota brigou por uma bola pelo alto e conseguiu o passe para Salah. O domínio foi bom, mas, pressionado por Kanté, e vendo Mendy levemente adiantado, o egípcio tentou bater colocado no ângulo da intermediária e teria feito o gol se o senegalês não tivesse se recuperado tão bem para espalmar. Logo em seguida, Mendy fez ótimo trabalho novamente para barrar o chute de Mané da entrada da área, após uma linda jogada que teve tabelas com Milner e Salah.

Kelleher também precisou aparecer, aos 17 minutos, para barrar o chute à queima-roupa de Pulisic. O Chelsea passou a empurrar o Liverpool ao seu campo de defesa, e Lijnders reagiu tentando fortalecer o meio-campo com as entradas de Naby Keita e Oxlade-Chamberlain, atuando mais como centroavante na vaga de Jota. Não adiantou muito. Os donos da casa seguiram pressionando mais, embora sem chegar a criar chances muito claras. O Liverpool queria o contra-ataque.

Curtis Jones entrou aos 44 minutos, e o Liverpool conseguiu ter um pouco mais de controle e foi quem assumiu mais a iniciativa durante os acréscimos, mas a defesa do Chelsea resistiu, para a alegria de Pep Guardiola e seus comandados.

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Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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