Aviso certeiro a brasileiro, DNA: Carrick faz torcida do United voltar a sorrir ao bater o City
Triunfo contundente em Old Trafford mostra evolução dos Red Devils, leva torcedores a esquecer Amorim e permite sonhar com dias melhores
Michael Carrick estreou no comando técnico do Manchester United com contundente vitória sobre o rival Manchester City neste sábado (17), pela Premier League. Mbeumo e Dorgu anotaram os gols do placar de 2 a 0 em Old Trafford.
Os torcedores Red Devils viram um time distinto dos que se acostumaram com Ruben Amorim e têm motivos para vislumbrar uma luz no fim do túnel.
Depois de performances pouco convincentes sob o comando do português, a escolha da diretoria em acertar com Carrick interinamente pareceu se justificar no clássico.
Matheus Cunha incorpora ‘recado’ de Carrick e brilha no segundo tempo de United x City
O treinador optou por mudar o sistema — adeus, três defensores, e olá novamente, linha com quatro –, fez Mainoo estrear como titular na temporada e deixou Sesko e Matheus Cunha no banco de reservas.
Ao comentar a decisão de tirar principalmente o brasileiro da escalação inicial, Carrick explicou à “Sky Sports” que o United tem um bom elenco e avisou: “terminar o jogo pode ser mais importante”. O tempo mostrou que a decisão foi certeira.

Dado o poderio ofensivo do City e a situação completamente oposta à vivida pelos rivais do lado vermelho de Manchester, as projeções indicavam favoritismo a Pep Guardiola e companhia. Mas a realidade foi diferente, e o “DNA do Manchester United” apareceu.
Os Red Devils iniciaram a partida a todo vapor. Maguire cabeceou a bola na trave com três minutos no relógio, e o time se manteve bem contundente no ataque até cerca dos 15, quando os visitantes começaram a segurar a posse na zona ofensiva.
No período, o United desbloqueou um Donnarumma com ares de Neuer, que precisou sair mais da área e jogar adiantado para dificultar o êxito adversário nos lançamentos. Também fez Khusanov e Alleyne trabalharem bastante.
Pressão na saída de bola do rival, agressividade no ataque, objetividade, defesa fechada na entrada da área. O clube de Old Trafford apresentou atributos que há tempos não se via na equipe e só não foi ao intervalo com boa vantagem no placar graças à linha alta dos Citizens, que deixou Diallo e Bruno Fernandes em impedimento e levou à anulação de dois gols.

Um City mais acuado e com poucas chances obrigou Guardiola a fazer mudanças. O segundo tempo começou com O’Reilly no lugar de Alleyne e Cherki na vaga de Foden. Ainda assim, os donos da casa empilhavam chances.
Em menos de um minuto da etapa final, a primeira chegada com perigo. Conforme o cronômetro avançou, Donnarumma virou uma muralha e somou três grandes defesas, mas tudo levava a crer que o gol seria questão de tempo.
Aos 20, o tento saiu. O Manchester United aproveitou bem um contra-ataque. Bruno Fernandes serviu Mbeumo, que bateu cruzado e superou o goleiro italiano.
Mbeumo foi substituído por Matheus Cunha pouco depois, e o “recado” do técnico novo antes de a partida começar refletiu seus méritos. O brasileiro fez boa jogada pelo lado direito e cruzou na área, onde Dorgu concluiu na meta e ampliou aos 31.
Cunha também serviu Mount, que entrou no lugar de Bruno Fernandes nos acréscimos e marcou no primeiro toque na bola. Mas o gol foi anulado por impedimento.

O Manchester United renovado somou mais três pontos aos 32 que o clube tinha na Premier League e chegou ao 4º lugar. De quebra, infligiu ao City o quarto jogo seguido sem vencer na competição. Os vice-líderes têm 43 pontos, a seis do Arsenal.



