Arsenal não mostrou vontade de ser campeão da Premier League em duelo contra o Forest
Gunners pouco criam em duelo fora de casa e desperdiçam oportunidade de abrir nove pontos de vantagem na ponta da tabela
Quando o Arsenal entrou em campo neste sábado (17), para duelo com o Nottingham Forest no City Ground, Mikel Arteta e seus comandados já sabiam da derrota do Manchester City diante do United. O resultado do rival permitiria aos líderes abrir até nove pontos na ponta da Premier League.
Em campo, no entanto, faltou “vontade” de ser campeão aos Gunners para sair do 0 a 0. O empate com o Nottingham Forest faz com que o Arsenal chegue à segunda partida consecutiva sem marcar na Premier League, depois de também ficar no zero com o Liverpool na última rodada.
Mesmo favorito no confronto com o 17º colocado, o Arsenal teve dificuldades para criar chances no primeiro tempo — e só foi acertar uma finalização a gol aos 20 minutos do segundo tempo. Além disso, precisou explorar a força da equipe nas bolas paradas e jogadas aéreas para levar perigo aos mandantes.
O empate sem gols amplia a vantagem do Arsenal sobre o City para sete pontos, mas com o gosto “amargo” por não aproveitar o presente oferecido pelo Manchester United nesta rodada. Na próxima rodada, recebe justamente os Red Devils, no Emirates Stadium. Antes disso, visita a Inter de Milão, pela Champions League.

Já o Nottingham Forest, que venceu apenas um dos cinco últimos confrontos pela Premier League, chega a 22 pontos, mas vê a diferença para o West Ham, primeiro clube na zona de rebaixamento, cair para cinco pontos. Na próxima rodada, visita o Brentford.
Arsenal com dificuldades para criar chances
Favorito para o duelo, o Arsenal chegou motivado também pela derrota do Manchester City no clássico com o United neste sábado. Em campo, no entanto, desperdiçou diversas oportunidades ao longo do primeiro tempo — e que poderiam ter tornado o duelo mais tranquilo do que o placar apontou ao final dos primeiros 45 minutos.
Gabriel Martinelli, na chance mais clara, finalizou cruzado, mas com o tornozelo, à esquerda da meta defendida por Matz Sels. Viktor Gyökeres, já na reta final, também não conseguiu aproveitar “presente” do zagueiro Murillo na intermediária, que se recuperou a tempo e travou a finalização do sueco.

O Arsenal foi construindo seu controle na partida ao longo dos 30 primeiros minutos. Depois disso, o Nottingham conseguiu deixar a partida mais parelha, e incomodar, com Igor Jesus, Hudson-Odoi e Gibbs-White, a defesa de Mikel Arteta.
O treinador espanhol, dado um ataque inoperante no segundo tempo, fez com que ele promovesse quatro mudanças no início do segundo tempo: na volta do intervalo, Leandro Trossard entrou no lugar de Gabriel Martinelli. Dez minutos depois, de uma vez só, Arteta colocou três novos jogadores. Bukayo Saka, Gabriel Jesus e Mikel Merino.
Foi a partir da entrada do trio que o Arsenal voltou a oferecer perigo ao Forest — e forçou a primeira defesa de Sels na partida, em finalização de Rice.

Se no primeiro tempo, o ritmo do Arsenal não mostrava uma equipe com o “desejo de ser campeã”, os Gunners mostraram lampejos do porque são os atuais líderes da Premier League. Saka, minutos após criar a jogada para Rice, forçou Sels a defender, com a ponta dos dedos, uma cabeça no ângulo direito.
As entradas de Merino e Jesus também fortaleceu o jogo aéreo do Arsenal, que tem nas bolas paradas sua principal virtude. Na reta final, o Arsenal ainda teve um possível pênalti analisado pelo árbitro de vídeo (VAR), em um toque da bola na mão de Ola Aina, mas a decisão de campo foi mantida.
Do lado do Nottingham Forest, a equipe de Sean Dyche se esforçou para tirar um ponto do Arsenal. Tanto que, no segundo tempo, ofereceu poucos riscos à defesa de Mikel Arteta — e terminou o duelo sem acertar a meta de Raya. Não à toa, os principais destaques do Nottingham foram Elliott Anderson e Nicolás Domínguez, que anularam o meio-campo dos líderes.



