Por que deixar Alisson sair pode ser um grande erro do Liverpool?
Lesionado, goleiro brasileiro tem contrato até junho de 2027, mas atrai interesse da Juventus
Após contratar reforços de peso ao longo da temporada, o Liverpool não conquistou um título sequer. Além do fracasso esportivo, os Reds já sabem que não contarão com Mohamed Salah e Andy Robertson em 2026/27, já que os ídolos estão de saída. E quem pode se juntar a debandada é Alisson.
O goleiro tem sido ligado à Juventus mesmo após os Reds terem acionado a cláusula de renovação automática de seu contrato em março. O novo vínculo de Alisson em Anfield é válido até junho de 2027, porém, a imprensa italiana noticiou que já existe um acordo verbal para um acerto com os Bianconeri, o que foi negado por fontes próximas ao brasileiro.
Em meio à indefinição sobre seu futuro, o arqueiro está focado em se recuperar de sua lesão muscular na coxa, cujo problema recorrente tem o atrapalhado nos últimos 18 meses. Aliás, as lesões podem servir de argumento entre aqueles que defendam uma passagem de bastão imediata na meta do Liverpool.
Entretanto, com 33 anos, Alisson ainda pode ser importante para os Reds na próxima temporada. E com a certeza de que dois líderes de vestiário não ficarão, seria um erro do Liverpool liberar outro pilar, sobretudo com a política de contratar jovens talentos que precisam de tempo para se adaptar.
Alisson ainda é útil para o Liverpool dentro e fora de campo
O goleiro brasileiro é uma das lendas dos Reds em sua posição. Com 137 jogos sem sofrer gols, Alisson está apenas a uma partida sem ser vazado de superar a marca de Elisha Scott, que fez história entre 1912 e 1934. Apenas Ray Clemence (323), Bruce Grobbelaar (267) e Pepe Reina (177) estão a sua frente nesse quesito.
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Sem entrar em campo há seis semanas devido à contusão, o camisa 1 do Liverpool foi substituído por Giorgi Mamardashvili, comprado junto ao Valencia em agosto de 2024 por 35 milhões de euros (cerca de R$ 215 milhões à época) justamente para herdar a titularidade no futuro.
Entretanto, o georgiano de 25 anos tem oscilado em sua temporada de estreia nos Reds, se destacando mais pelas defesas do que por sua capacidade de jogo com os pés nas 18 partidas que entrou em campo. Para piorar, Mamardashivili machucou o joelho no clássico contra o Everton e também está no departamento médico.
A ausência da dupla obrigou Arne Slot a escalar Freddie Woodman, que até então nunca tinha jogado na Premier League. Na vitória sobre o Crystal Palace, Alisson prestou seu apoio ao inglês e fez questão de ir ao gramado para abraçá-lo. Segundo o portal “The Athletic”, o veterano tem transmitido conselhos para aliviar a pressão sobre o companheiro.
Esse papel de mentor pode auxiliar seu reserva imediato a melhorar aspectos que ainda podem ser evoluídos. Portanto, seria sensato Giorgi Mamardashvili ficar mais um ano no banco do Liverpool enquanto aprende com Alisson para, na temporada seguinte, assumir o gol mais estando mais preparado.
Até porque, quando saudável, o goleiro brasileiro ainda é um dos melhores do mundo em sua função. Embora os problemas com lesões impeçam uma longa sequência nos Reds, Alisson ainda é útil e não pode ser descartado tão facilmente antes do fim de seu contrato — a menos que ele force a transferência por desejar um novo desafio na carreira.
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A Juventus é uma possibilidade real
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A Juventus deseja um arqueiro experiente e vencedor para permitir que Luciano Spalletti brigue por títulos em 2026/27. O técnico italiano, que recepcionou Alisson quando esteve à frente da Roma em 2016, ano da contratação junto ao Internacional, é fã do brasileiro e entende que ele se encaixa nesse perfil.
Contudo, o grande obstáculo da Velha Senhora é financeiro. Mais do que ter que convencer o Liverpool a vender um de seus ícones, a Juventus não consegue igualar o salário do camisa 1, que recebe 250 mil libras por semana (em torno de R$ 1,6 milhões).
Os Reds devem se reunir com Alisson ao final da temporada para discutir a melhor alternativa para todas as partes envolvidas. Até lá, o Liverpool já percebeu que mudanças drásticas em um curto período de tempo não são positivas para manter a competitividade.