Inglaterra

Manchester City quer fazer Guardiola ficar, mas já coloca pupilo na lista de substitutos

Com contrato até 2025, o técnico catalão deve anunciar seu futuro nas próximas semanas, diz portal

O principal objetivo do Manchester Cityé e sempre será fazer com que Guardiola fique o máximo de tempo possível“, segundo o conceituado portal The Athletic. Com contrato apenas até o fim da atual temporada, o técnico ainda não decidiu se renova seu vínculo.

A confirmação de Thomas Tuchel como novo comandante da Inglaterra, cargo que Pep era especulado antes, pode ser um bom indicativo aos Citizens. Mas, na última semana, o catalão voltou a dar respostas que deixam o futuro aberto, sem confirmação se sai ou não.

— Não é verdade que já decidi deixar o City. Ainda preciso refletir, qualquer coisa pode acontecer. […] A verdade é que não sei o que vai acontecer. Vamos ver o que o futuro reserva — disse no programa italiano Che Tempo Che Fa.

Ainda segundo a reportagem do site inglês, é esperado que a decisão do treinador de 53 anos seja anunciada nas próximas semanas para que o clube inglês se prepare.

Em caso de permanência, nada mudará e hoje este cenário é considerado “possível” que assine por mais um ano, o que faria atingir uma década sob comando do City.

Se não ficar no Etihad Stadium, a ideia é informar a direção o mais rápido possível para terem tempo para busca um substituto — como foi o Liverpool, que sabia da saída de Klopp pelo menos sete meses antes da temporada passada acabar.

Neste cenário, o primeiro nome de um substituto já é conhecido: o português Rúben Amorim, do Sporting, muito pela influência do novo diretor de futebol do clube inglês, Hugo Viana, que trabalha na equipe de Lisboa e chega oficialmente a Manchester em 2025.

Mas o jovem técnico de Portugal não está sozinho na lista de possíveis sucessores de Pep Guardiola no City.

Xabi Alonso, treinado por Guardiola, pode suceder ‘mestre’ no Manchester City

O City “está alinhando os substitutos” de Guardiola e, além de Amorim, Xabi Alonso, do Bayer Leverkusen, faz parte das conversas dentro do Grupo City para ser o sucessor do atual treinador, diz o Athletic.

Claro que pesam os quatro anos que o técnico português e Viana trabalharam juntos no Sporting e os azuis de Manchester estariam abertos a essa ideia, mas o trabalho de Alonso na Alemanha, campeão invicto da Bundesliga e da Copa da Alemanha na primeira temporada completa no Leverkusen, também é considerado importante.

O técnico basco não é necessariamente um “guardiolista”, como é o caso de Mikel Arteta, técnico do Arsenal muito influenciado pelo treinador do City, mas Xabi bebe na fonte de vários conceitos táticos de Pep, com quem trabalhou por dois anos no Bayern de Munique, ainda como jogador.

O Leverkusen sob comando dele é uma equipe extremamente ofensiva, que domina a posse de bola e exerce uma pressão absurda para retomar a bola.

Atuando com três zagueiros, a formação ofensiva é próxima de um 3-2-5 como faz o Manchester City de Guardiola no momento com a bola, só não é tão posicional e vemos os jogadores do time alemão com mais liberdade para flutuar e apoiar outros setores.

O estilo de jogo do Bayer também tem muito de José Mourinho nas transições e Carlo Ancelotti na gestão do grupo e na liberdade posicional, treinadores que Alonso também foi treinado nos tempos de meio-campista.

Questionado certa vez qual dos três mais o influenciou, o comandante dos Aspirinas fugiu da questão e não citou nenhum deles.

— Com certeza eu adquiri experiências como jogador com esses grandes treinadores, mas também aprendo muito com os jogadores. Eles me ensinam muitas coisas, e a gente tenta melhorar com os erros. Então, aprendo muito com esse trabalho que a gente faz no dia a dia. A prática é como você aprende melhor — disse.

Xabi Alonso e Pep Guardiola durante comemoração de título pelo Bayern de Munique, em 2016
Xabi Alonso e Pep Guardiola durante comemoração de título pelo Bayern de Munique, em 2016 (Foto: IMAGO)

Já Guardiola, quando perguntado sobre treinar o grande meio-campista que era Xabi, revelou que, pela curiosidade que tinha o então jogador, estava na cara que ele seria treinador.

— Eu fui incrivelmente afortunado de poder contar com Xabi durante dois anos e ele era um jogador tão inteligente. Há meio-campistas defensivos que te fazem perguntas e que estão curiosos sobre o jogo. Então percebe que eles, quando se aposentarem, vão querer voltar ao futebol. Normalmente volantes como ele, Mascherano, Busquets, Rodri e Gündogan vão estar sempre envolvidos no futebol, com certeza, porque têm a visão de uma perspectiva diferente. Ele tomou boas decisões e estou muito feliz por ele, merece. É uma pessoa muito amável — disse.

Ainda é uma incógnita qual será o futuro da dupla. O fato é que o contrato de Guardiola no Manchester City vai até o meio de 2026 e o de Alonso no Bayer Leverkusen até junho de 2026.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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