Inglaterra

Eriksen: “Será muito especial poder entrar em campo e jogar uma partida”

Contratado pelo Brentford e prestes a voltar a jogar, o meia fala da felicidade do retorno

O meio-campista Christian Eriksen voltará à Premier League, depois de ter sido contratado pelo Brentford. O dinamarquês, de 29 anos, sofreu um colapso durante o jogo da Dinamarca na Eurocopa e precisou de atendimento em campo. O jogador foi atendido e precisou colocar um desfibrilador portátil. Como o dispositivo é proibido para atletas na Itália, o meia entrou em acordo com a Inter para a rescisão do contrato antes do acerto com o Brentford.

“A primeira coisa é mostrar gratidão”, afirmou o dinamarquês em entrevista à BBC. “Às pessoas ao meu redor, aos meus companheiros, aos médicos que chegaram primeiro em campo, aos médicos do time e os paramédicos e também ao hospital, fazer tudo e checar tudo”.

“E também para todas as mensagens de pessoas que mostraram apoio a mim e pelo que minha família passou. Foi realmente amável ver todas essas mensagens de agradecimento. Tenho muita sorte e disse a eles cara a cara, estou muito feliz que eles fizeram o que fizeram, porque, se não, eu não estaria aqui”.

“Para mim, foi azar em um lugar de sorte. Não esperava que ninguém conseguisse, nunca pensei que conseguiria quando aconteceu, mas no lugar em que aconteceu tive sorte. Não esperava que ninguém conseguisse, nunca pensei que conseguiria quando aconteceu, mas no lugar que aconteceu tive sorte com as pessoas ao meu redor agindo tão rapidamente. Fiquei muito grato que os médicos estavam ali”.

“Tive sorte de ter todas as possibilidades ao meu redor. Eles tiveram todas as possibilidades para me resgatar tão rapidamente como fizeram e sou 100% grato por isso”, contou ainda o meio-campista.

Segundo o dinamarquês, ele está em melhor condição física que hoje do que antes do acidente. “Não mudarei o meu estilo de jogo. Tive tempo para ser disciplinado nos últimos seis meses e fazer extras, então agora talvez eu esteja em uma condição melhor do que antes, faltando apenas o futebol”.

“Se algo acontecer, estou seguro”

Christian Eriksen, do Brentford (divulgação)

“Eu queria fazer todos os testes e falar com todos os médicos para ver o que era uma possibilidade e o que não era. Mas desde então, penso menos do que a semana depois, eles disseram: ‘Você tem um cardioversor desfibrilhador implantável (CDI), mas de outra forma, nada mudou, você pode continuar sua vida normal e não há limite do que você pode fazer’”.

“Foi um alívio, é verdade, mas também estranho porque não queria exagerar, não queria arriscar, por isso estou fazendo muitos testes para ter certeza de que está tudo bem. Isso não irá me afetar em 30 anos o que estou fazendo agora e qual era o principal objetivo, caso contrário, se eles me disserem que algo mudou, estaria em outra página”, continuou. “Não vejo nenhum risco, não. Tenho um ICD, se algo acontecer, então estou seguro”.

Apesar de estar bem fisicamente, Eriksen contou que ainda está a algumas semanas de estrear em campo. “Eu fiz muitos treinos de corrida e muitos exames, então a condição é boa, mas o toque de futebol é algo que você consegue nos jogos, para chegar lá, ainda levaremos algumas semanas”, afirmou o jogador. “No momento, quando o técnico me ver em forma e quiser me colocar para jogar, então estarei pronto para isso. Mas no momento estamos indo dia a dia”.

“Para mim e para minha família, para os próximos seis meses, realmente era a situação perfeita. Nós conhecemos muito na área, é próximo de onde estivemos por muitos anos, no norte de Londres”.

“Primeiro de tudo para a minha família e também em termos de futebol, para ganhar a chance de jogar na Premier League e conhecer melhor as pessoas aqui. É claro, eu conhecia o técnico, conhecia Thomas antes e muitos companheiros conheço da Dinamarca, então será um grupo fácil para se integrar”.

“Tem sido uma longa construção e ainda será uma longa construção dia após dia”, disse Eriksen. “Parece que o momento está se aproximando e sou paciente para esperar o momento certo. Mas será muito especial poder entrar em campo e jogar uma partida depois de provavelmente, no momento, sete ou oito meses desde que tudo aconteceu. Será incrível”.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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