Inglaterra

Presente de Natal ideal para o Manchester United é uma venda: a do próprio clube

Próximo ano tem de ser o mais estável o possível para o Manchester United

Uma crise sem fim vive o Manchester United, pelo menos há 10 anos, desde a saída de Sir Alex Ferguson do comando técnico. Na atual temporada, após um primeiro ano de estabilidade com Erik Ten Hag, a equipe soma 12 derrotas em 25 jogos, sendo sete dos revezes em Old Trafford. Eliminação na fase de grupos da Champions League na lanterna, que não permitiu ir nem à Europa League, caiu na Copa da Liga Inglesa tomando três do Newcastle. Ao menos, na Premier League, a equipe tem 28 pontos e não está tão longe assim de vaga na próxima Champions.

O torcedor dos Red Devils devem ter muitos pedidos para o próximo ano, mas a Trivela separou três que acredita serem os principais para o próximo ano ser mais calmo nos bastidores e o resultado acontecer dentro de campo.

Vai vender ou não, Glazers?

A mídia inglesa publica, desde agosto de 2022, do interesse do bilionário inglês Jim Ratcliffe, dono da empresa da indústria química Ineos, em comprar o Manchester United. Inicialmente, ele disputava com um banqueiro do Catar, que desistiu do negócio e abriu o caminho para o britânico. O momento é de venda encaminhada de 25% do clube, deixando o controle da gestão do futebol sob as mãos de Ratcliffe, mas até hoje não foi anunciado oficialmente – a expectativa é que fosse oficializado esse ano.

Provavelmente a venda deve se concretizar nos próximos meses. Quanto mais rápido for, melhor para todo mundo. Seja um pouco de paz para família Glazer, dona do clube que convive com as críticas dos torcedores, bom para Ten Hag, sabendo com quais diretores esportivos trabalhará, a quantidade de investimentos da nova gestão, além da chegada de novos profissionais no clube em todas as áreas que pode causar uma certa instabilidade pela adaptação. Enfim, enquanto não for firmado o negócio, ainda haverá muitos problemas no United.

Investimentos do Manchester United ainda não renderam o esperado

Passando para dentro do campo, o torcedor pede e muito que os reforços milionários da última janela de transferências se adaptem o mais rápido possível e possam ajudar a equipe dar a volta por cima. O goleiro André Onana é um bom exemplo. Contratado para ser o titular da meta, ele acumula falhas desde a estreia em agosto. Foram erros de todos os tipos: na saída de bola, em frangos com a bola vindo em sua direção, defesas esquisitas que não afastou devidamente o perigo.

Na outra ponta do ataque, o jovem centroavante Ramus Hojlund, de apenas 20 anos, sofre para se adaptar na Premier League, onde já jogou 13 vezes (10 como titular) e não marcou gols. Mostrou a qualidade que justifica os quase 74 milhões de euros pagos na Champions League, balançando as redes cinco vezes, mas ainda é pouco.

Mason Mount foi outro grande investimento da temporada, contratado junto ao Chelsea por 64 milhões de euros. Entregou apenas uma assistência, nenhum gol, em 12 partidas. No momento, mostra ser uma falha no planejamento do clube, visto que para o meia inglês no 4-2-3-1 de Ten Hag precisaria colocá-lo como segundo volante ou meia pelo lado – imaginando que Bruno Fernandes seja o dono do meio. No momento, o jovem está lesionado, e aí está outra questão do Manchester United.

Um DM efetivo e menos lesões ajudariam Ten Hag

Quem imaginaria que em 2023 os Red Devils teriam Jonny Evans, aos 35 anos, como titular na zaga ao lado de Harry Maguire em diversos jogos, incluindo no clássico contra o Manchester City, que venceu por 3 x 0. Nada contra os nomes citados, mas o patamar do United é dos mais altos no futebol europeu. Um elenco curto, somado às seguintes lesões dos zagueiros, obrigaram Ten Hag a escalar a dupla. O titular Lisandro Martínez só atuou seis vezes na temporada. Ao menos Raphaël Varane retornou do departamento médico e agora está ganhando continuidade, enquanto Victor Lindelöf não joga desde o começo de dezembro.

Além da zaga, a lateral esquerda foi um problema desta metade de temporada. Até hoje sem o jovem Tyrell Malacia, Sergio Reguilón e Luke Shaw sofreram com problemas físicos ao longo dos últimos meses e o lateral-direito Diogo Dalot e o volante Sofyan Amrabat foram improvisados como alas pela esquerda.

Ainda são desfalques Casemiro, Christian Eriksen e Anthony Martial. Para 2024, a recuperação desses jogadores é essencial para que o United consiga, enfim, voltar ao bom momento que teve na temporada anterior.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius é nascido e criado em São Paulo e jornalista formado pela Universidade Paulista (UNIP). Escreveu sobre futebol nacional e internacional no Yahoo e na Premier League Brasil, além de esports no The Clutch. Como assessor de imprensa, atuou no setor público e privado.
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