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Gamepédia do Futebol – #7 Tehkan World Cup

Enquanto simuladores de futebol se consolidaram em computador e consoles, um arcade marcou trouxe a real dinâmica de jogo para se jogar a Copa do Mundo

Os anos 80 consolidaram os games de futebol nas produtoras e esta também foi a década de ouro que levou os consoles para as casas. Enquanto a popularização acontecia como rito de diversão familiar e de amigos, um produto voltado para arcades desenvolveu um simulador de futebol com a Copa do Mundo como pano de fundo, 11 jogadores de cada lado e o uso do mapa de campo, utilizado até hoje. Meio videogame, meio arcade, meio pebolim, Tehkan World Cup, também conhecido como Tecmo Cup, é o sétimo capítulo da Gamepédia do Futebol.

Fundada em 1964, a Imperial Trustee Corporation era uma empresa de limpeza e manutenção de edifícios. Cinco anos depois, em 1969, iniciou a venda de equipamentos de entretenimento. No ano de 1977, com as atividades relacionadas à diversão consolidadas, a Imperial Trustee Corporation foi nomeada como Tehkan. Com o novo posicionamento, a empresa japonesa desenvolveu o seu primeiro jogo de arcade, Pleiads, com a dinâmica de nave espacial atirando enquanto avança em serviço vertical, e fez o lançamento em 1981. A Tehkan mudou uma última vez de nome, em 1986, para Tecmo, branding que carrega até os dias atuais. Como Tecmo, ela se torna a casa de um dos grandes desenvolvedores de games da história, Tomonobu Itagaki, autor dos títulos Dead or Alive e Ninja Gaiden.

O Tehkan World Cup, nome oficial de lançamento, é um jogo arcade de futebol com câmera de visão aérea, jogabilidade vertical e a narrativa construída como a Copa do Mundo, com sete vitórias para conquistar a taça. Os controles eram feitos através de um trackball, como as esferas presentes em mouses mais antigos, direcionando os jogadores e dois botões de ação, toque e chute. Como a empresa mudou de nome no ano seguinte do lançamento do jogo, em 1985, de Tehkan para Tecmo, o game também começou a ser chamado de Tecmo Cup.

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Em termos de gameplay, Tehkan World Cup colocava dois jogadores em pé em torno de uma “mesa” de arcade, nos mesmos moldes de um pebolim. No centro do arcade, um visor horizontal mostrava um recorte do campo e, na lateral, o mapa dos 11 jogadores de cada time perfilados, placar e tempo de jogo, que totalizava 1 minuto e 30 segundos. Usando o trackball, o usuário controlava os jogadores de uma forma bem dinâmica, inclusive com uma mudança de direção que possibilitava fazer fila driblando. Nota curiosa é a presença de fotógrafos e cinegrafistas nas duas linhas de fundo, tentando ambientar melhor uma partida de futebol. Para os mais fanáticos, a batida em diagonal de fora da área era bem bugada, fazendo com que alguns gols fáceis pudessem ser conseguidos sem esforço. Ponto negativo, o controle arcade é bem físico e exigia manutenção recorrente nas máquinas de Tehkan World Cup. 

Apesar de, antes e durante as partidas, as seleções serem possíveis de reconhecer pelos uniformes – Espanha, Argentina, Alemanha, Brasil, etc – os times eram sempre nomeados como azul e vermelho apenas. Ao final dos sete jogos, caso o jogador conquistasse as vitórias, a tela mostrava uma foto do seu time levantando a taça de campeão do mundo. Em termos de sonoplastia, o jogo carregava uma batida bem agitada, trazendo dinamismo ao jogo, e a sonorização de cada gol com o barulho da torcida e um efeito especial de conquista.

Tehkan World Cup é um marco para a história dos games de futebol. Ele é um dos pioneiros com partidas de 11 contra 11, uso de mapa para localizar jogador e apenas o segundo simulador que utilizou a Copa do Mundo como narrativa. Você chegou a jogar o arcade? Acabou conhecendo o jogo com outro nome, como Tecmo Cup? Comente com a gente o que está achando da série e qual jogo marcou a sua vida 🙂

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João Belline

Jornalista de formação, louco dos esportes por opção. Depois de muito escalar Cartola, jogar Winning Eleven, escrever escalação dos sonhos no caderno e topar o dedão na rua, falar sobre futebol virou uma necessidade. É mais um leitor que buscou espaço no time da Trivela e entende que futebol está acima do clube.

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