Gamepédia do Futebol – #23 Goal Storm
Apesar de subvalorizado por muitos, título é o começo da história de sucesso de Winning Eleven
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Apesar de um leve salto temporal para falar sobre Libero Grande na última semana, retornamos ao final do ano de 1995 para adicionar um importante capítulo à nossa Gamepédia. O nome Winning Eleven é familiar a qualquer jovem ou criança dos anos 80 e 90, mas essa história se inicia sob outro nome. Enquanto a Konami já gozava da popularidade de International Superstar Soccer e ostentava um bom lastro nos games de futebol, outro nome foi adicionado à trajetória da empresa japonesa. O episódio desta semana é sobre Goal Storm.
Como já retratado na Gamepédia, a Konami inicia a sua ligação com simuladores de futebol em 1985, com Konami’s Soccer. O game até teve uma sequência, seis anos depois, mas ambos títulos ainda não estavam perto de atingir o potencial que a empresa japonesa demonstraria nas décadas seguintes, em especial com International Superstar Soccer. Apesar do ISS estar presente também no Playstation, ele foi desenvolvido para Mega Drive e Super Nintendo e, posteriormente, foi adaptado. Visando o novo console da Sony, a Konami projetou um novo game de futebol e realizou seu lançamento em dezembro de 1995, em solo estadunidense, e no começo de 96 para o restante do globo.
Goal Storm é um jogo tridimensional, com avatares em formato polignal, dinâmica horizontal e câmera isométrica lateral superior, estilo arquibancada. O enquadramento alterna, aproximando e distanciando o zoom, simulando o que acontece em uma transmissão televisionada. Em momentos como a cobrança de falta ou a aplicação de um cartão amarelo, o jogo dá um verdadeiro show de câmeras. Outro destaque nesta área são os replays dos gols, alternando em várias visões para o momento mais importante da partida.
Em termos estéticos, ele é um dos primeiros a apresentar jogadores poligonais e, apesar de deixarem a desejar numa análise aproximada, entregam uma boa pitada de realismo na visão aérea. No ecrã, estão todos os elementos dos simuladores de futebol mais modernos: nomes dos atletas, grafismo do campo e posicionamento dos jogadores, placar e tempo de jogo. Na sonorização, o jogo apresenta um ritmo de batucada vindo das arquibancadas que torna a partida bem animada. O curioso é que os movimentos executados pelos jogadores – carrinhos, chutes e corridas – mais parecem efeitos sonoros de games de luta, deixando um pouco a desejar na tentativa de emular uma partida de futebol real.
A jogabilidade de Goal Storm é extremamente simplista – até demais. Um exemplo da limitação era a impossibilidade de correr e mudar de direção ao mesmo tempo. O fato do mesmo botão roubar a bola e chutar, também criava situações de muita raiva ao devolver a bola imediatamente ao oponente. Em compensação, o jogo apresentava uma experiência de aprendizado rápida para os iniciantes. Apesar desta simplicidade, todas as regras do futebol estão presentes, aspectos táticos e a inteligência artificial não deixam a desejar. Num aspecto mais artístico, o jogo traz movimentos realistas de bicicletas e voleios em sua gameplay.
Goal Storm apresenta apenas dois modos de jogos: exibição, jogo rápido contra a máquina ou outro jogador, e o Hyper Cup, um torneio de seleções com fase de grupos contra três nações e um posterior mata-mata. Toda a experiência de menus e demais opções do jogo são extremamente simples, reforçando a proposta do título de não complicar para um novo público. São treze seleções disponíveis no jogo e, como esperado, Allejo e Gomez estão presentes na lendária dupla de ataque da Seleção Brasileira da Konami.
Com a abundância de títulos e seus diferentes nomes regionais, Goal Storm é considerado a evolução do International Superstar Soccer e precursor do Winning Eleven, que por sua vez, daria origem ao Pro Evolution Soccer. Fato é que Goal Storm era o nome estadunidense do jogo, que já chegou ao Japão como World Soccer: Winning Eleven. Ou seja, de alguma forma, Goal Storm é também o primeiro título da sequência que fez tanto sucesso no Brasil. Como não é ainda a consolidação da série, Goal Storm ganha seu próprio capítulo e em breve vamos dedicar um ao saudoso WE.
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