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Gamepédia do Futebol – #23 Goal Storm

Apesar de subvalorizado por muitos, título é o começo da história de sucesso de Winning Eleven

Apesar de um leve salto temporal para falar sobre Libero Grande na última semana, retornamos ao final do ano de 1995 para adicionar um importante capítulo à nossa Gamepédia. O nome Winning Eleven é familiar a qualquer jovem ou criança dos anos 80 e 90, mas essa história se inicia sob outro nome. Enquanto a Konami já gozava da popularidade de International Superstar Soccer e ostentava um bom lastro nos games de futebol, outro nome foi adicionado à trajetória da empresa japonesa. O episódio desta semana é sobre Goal Storm. 

https://www.youtube.com/watch?v=BNfKee1CyaE&feature=youtu.be

Como já retratado na Gamepédia, a Konami inicia a sua ligação com simuladores de futebol em 1985, com Konami’s Soccer. O game até teve uma sequência, seis anos depois, mas ambos títulos ainda não estavam perto de atingir o potencial que a empresa japonesa demonstraria nas décadas seguintes, em especial com International Superstar Soccer. Apesar do ISS estar presente também no Playstation, ele foi desenvolvido para Mega Drive e Super Nintendo e, posteriormente, foi adaptado. Visando o novo console da Sony, a Konami projetou um novo game de futebol e realizou seu lançamento em dezembro de 1995, em solo estadunidense, e no começo de 96 para o restante do globo.

Goal Storm é um jogo tridimensional, com avatares em formato polignal, dinâmica horizontal e câmera isométrica lateral superior, estilo arquibancada. O enquadramento alterna, aproximando e distanciando o zoom, simulando o que acontece em uma transmissão televisionada. Em momentos como a cobrança de falta ou a aplicação de um cartão amarelo, o jogo dá um verdadeiro show de câmeras. Outro destaque nesta área são os replays dos gols, alternando em várias visões para o momento mais importante da partida.

Em termos estéticos, ele é um dos primeiros a apresentar jogadores poligonais e, apesar de deixarem a desejar numa análise aproximada, entregam uma boa pitada de realismo na visão aérea. No ecrã, estão todos os elementos dos simuladores de futebol mais modernos: nomes dos atletas, grafismo do campo e posicionamento dos jogadores, placar e tempo de jogo. Na sonorização, o jogo apresenta um ritmo de batucada vindo das arquibancadas que torna a partida bem animada. O curioso é que os movimentos executados pelos jogadores – carrinhos, chutes e corridas – mais parecem efeitos sonoros de games de luta, deixando um pouco a desejar na tentativa de emular uma partida de futebol real.

 

A jogabilidade de Goal Storm é extremamente simplista – até demais. Um exemplo da limitação era a impossibilidade de correr e mudar de direção ao mesmo tempo. O fato do mesmo botão roubar a bola e chutar, também criava situações de muita raiva ao devolver a bola imediatamente ao oponente. Em compensação, o jogo apresentava uma experiência de aprendizado rápida para os iniciantes. Apesar desta simplicidade, todas as regras do futebol estão presentes, aspectos táticos e a inteligência artificial não deixam a desejar. Num aspecto mais artístico, o jogo traz movimentos realistas de bicicletas e voleios em sua gameplay.

Goal Storm apresenta apenas dois modos de jogos: exibição, jogo rápido contra a máquina ou outro jogador, e o Hyper Cup, um torneio de seleções com fase de grupos contra três nações e um posterior mata-mata. Toda a experiência de menus e demais opções do jogo são extremamente simples, reforçando a proposta do título de não complicar para um novo público. São treze seleções disponíveis no jogo e, como esperado, Allejo e Gomez estão presentes na lendária dupla de ataque da Seleção Brasileira da Konami.

Com a abundância de títulos e seus diferentes nomes regionais, Goal Storm é considerado a evolução do International Superstar Soccer e precursor do Winning Eleven, que por sua vez, daria origem ao Pro Evolution Soccer. Fato é que Goal Storm era o nome estadunidense do jogo, que já chegou ao Japão como World Soccer: Winning Eleven. Ou seja, de alguma forma, Goal Storm é também o primeiro título da sequência que fez tanto sucesso no Brasil. Como não é ainda a consolidação da série, Goal Storm ganha seu próprio capítulo e em breve vamos dedicar um ao saudoso WE.

Foto de João Belline

João Belline

Jornalista de formação, louco dos esportes por opção. Depois de muito escalar Cartola, jogar Winning Eleven, escrever escalação dos sonhos no caderno e topar o dedão na rua, falar sobre futebol virou uma necessidade. É mais um leitor que buscou espaço no time da Trivela e entende que futebol está acima do clube.

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