Gamepédia do Futebol – #18 International Superstar Soccer
A resposta da Konami ao sucesso de FIFA saiu melhor do que a encomenda e é forte candidato a melhor game de futebol de todos os tempos

É chegado o grande momento! Desde que foi iniciada a Gamepédia, a enciclopédia de games de futebol, o embate entre EA Sports e Konami sem dúvida era um dos momentos mais aguardados da série. É exatamente com o game homenageado no episódio de hoje que a rivalidade começa. O bisavô do eFootball, o avô de Pro Evolution Soccer, o pai de Winning Eleven, é com muito orgulho que hoje falamos do possível melhor jogo de futebol da história: International Superstar Soccer!
Como já retratado na Gamepédia, a Konami inicia a sua ligação com simuladores de futebol em 1985, com Konami’s Soccer. O game até teve uma sequência, seis anos depois, mas ambos títulos ainda não estavam perto de atingir o potencial que a empresa japonesa demonstraria nas décadas seguintes. Enquanto a EA Sports marcava um golaço com FIFA International Soccer, a Konami lançou no final de 1994 Jikkyou World Soccer: Perfect Eleven, apenas em solo japonês. Com várias inovações e o sucesso de vendas no Japão, o jogo foi lançado em julho de 1995 para o mercado ocidental sob um novo título: International Superstar Soccer.
O ISS é um jogo de duas dimensões, com dinâmica horizontal e câmera isométrica diagonal – que domina a década como a principal tendência no quesito – lançado para Mega Drive, Super Nintendo e Playstation. A jogabilidade busca simular de fato uma partida de futebol, com jogadores em proporções realistas, uma baliza enorme em relação ao goleiro e possibilidades acrobáticas inovadoras: como o passe de calcanhar, embaixadinhas e a finalização de bicicleta. Em comparação ao concorrente da época, International Superstar Soccer entrega uma experiência mais dinâmica e divertida do que o FIFA 95.
No aspecto estético, o jogo de futebol da Konami foi o primeiro a entregar uma real diferenciação por meio da fisionomia dos jogadores. Fator recorrente na era de 32 bits, este quesito era utilizado com maestria com ISS ainda nos 16 bits. Com atributos como nome, número do uniforme, diferentes tons de cabelo, formatos e cores de cabelo, era muito fácil identificar qual craque estava sob seu controle e tirar o melhor de suas características. Além disso, os atletas eram influenciados pelo humor para o dia da partida – podendo estar deprimido e rendendo menos, ou animado e com entrega lá no alto!
Apesar de não contar com os nomes reais nos primeiros anos, o Superstar Soccer criou suas lendas: Allejo, Gomez, Redonda, Capitale, Carboni, Murillo, Dubois, Kolle, Van Wijk, entre tantos outros. Apesar de serem facilmente reconhecidos pela aparência caricata de alguns, anos depois a Konami confirmou a inspiração dos seus principais craques: Allejo era Bebeto, Gomez era Romário, Carbonia era Ravanelli, Murillo era Valderrama, Redonda era Maradona, e vasta lista recheada de qualidade e craques que participaram da Copa do Mundo de 1994.
Ainda em termos de inovação, o jogo foi o primeiro a contar com a narração da partida. Por mais que não fosse linear ou contando com os nomes de todos os atletas, a introdução da voz em momentos como o chute e as saídas de bola trouxe um novo ritmo à experiência de futebol digital. Em comparação com os simuladores entregues até então, a única sonorização era o barulho da torcida, o apito do árbitro e, em alguns casos, alguma vinheta animadora em determinados momentos.
Nos modos de jogo, o ISS também trouxe uma novidade: o modo cenário. Pela primeira vez, o jogador entrava em uma partida em andamento, com um placar pré-determinado e se esforçava para conseguir a virada nos minutos restantes. De acordo com o nível de dificuldade escolhido, a minutagem era menor e a diferença de gols contrária menor. Além da novidade, era possível disputar amistoso, torneio, Copa do Mundo e disputa de pênaltis.
Com o passar do tempo, a franquia ganhou novos recursos e adaptando-se a novas versões. A mais famosa delas é o International Superstar Soccer Deluxe, que dominou o coração dos brasileiros e inclusive teve seus patches com clubes do Brasileirão, como o não oficial “Super Campeonato Brasileiro”. A partir de 1997, no Nintendo 64, o game passou a ser em três dimensões. No título seguinte, o International Superstar Soccer 98, a icônica capa de Carlos Valderrama estava presente em todas as locadoras de cartuchos do país.
Com tantas lembranças e sentimentos, fica até difícil distanciar-se deste título tão icônico ao fazer uma análise. É por isso que, neste final de texto, faço o convite para vocês contarem suas lembranças com International Superstar Soccer e, principalmente, se concordam com a afirmação de que este é o melhor game de futebol. Valendo! Que tiro!








