Libertadores Feminina

Palmeiras bate Atlético Nacional (de novo) e vai defender título da Libertadores Feminina

Atlético Nacional trava Palmeiras no início, mas palestrinas vencem assim como na primeira fase e tem chance de bicampeonato

O Palmeiras está de novo na final da Copa Libertadores Feminina. Com autoridade, o time do técnico Ricardo Belli bateu o Atlético Nacional em Bogotá, por 3 a 1, na semifinal. E agora aguarda Internacional e Corinthians decidirem, na quarta-feira (18), quem as Palestrinas vão encarar na final.

Bia Zaneratto e Amanda Gutierres, duas vezes, fizeram os gols da vitória alviverde, e Montoya descontou. E mesmo com o time colombiano conseguindo travar as brasileiras em alguns momentos, o Palmeiras passou sem deixar dúvidas sobre quem deveria ir à decisão.

O resultado mantém o Palmeiras com 100% de aproveitamento em sua história no torneio, algo jamais conseguido por qualquer outra equipe: 11 vitórias em 11 jogos – cinco na atual edição.

A decisão da Libertadores acontecerá no sábado (21), mas a Conmebol ainda não definiu horário e local. A tendência, contudo, é que o jogo aconteça às 20h30, em Cali.

Começo travado, Bia resolve

O Atlético Nacional travou o Palmeiras na primeira etapa, e parecia que daria o mesmo trabalho da primeira fase.

O objetivo parecia claro: impedir que o Alviverde jogasse para apostar em uma jogada isolada. A primeira parte deu certo. Até os 15, o Palmeiras só conseguiu bater uma vez a gol no 1º tempo – um chute fraco da Amanda.

Mas a equipe colombiana tampouco conseguia jogar, o que deixou a partida muito embolada no espaço entre as duas intermediárias. Para o Palmeiras, a situação ficou ainda pior quando o time perdeu Andressinha, aos 9 minutos. A camisa 20 pisou em falso após disputa pelo alto com Montoya.

A entrada da argentina Lorena fez o Palmeiras recuar um pouco mais, e o time passou a depender quase exclusivamente das escapadas de Camilinha pela esquerda do seu ataque.

O Palmeiras começou a dar mostras de melhora aos 20. Até que, aos 30, Lais recebeu na área e se livrou da primeira adversária e foi derrubada – o VAR, instalado apenas nesta fase, ajudou o Verdão. Bia Zaneratto cobrou e converteu, aos 33.

Com o placar aberto, o Verdão cresceu e, aos 39, foi a vez de Amanda Gutierrez receber de Bia e bater sem ângulo, para fazer o segundo das palestrinas. O terceiro veio aos 43, novamente com Amanda, após enfiada de Bia Zaneratto. Mas o VAR viu um toque de mão da atacante e anulou o lance.

Atlético Nacional voltou mais ligado, Palmeiras matou

O Palmeiras dosou o ritmo no segundo tempo e acabou atraindo o time colombiano. Foi a vez de o Alviverde explorar os erros para tentar sair em um contra-ataque.

Isso possibilitou ao Atlético finalizar duas vezes com bastante perigo, com Gonzales. Em uma delas, cara a cara, Amanda teve de fazer grade defesa.

O Palmeiras, em resposta, chegou duas vezes com perigo, as duas desperdiçadas em chutes de Amanda Gutierres.

Mas, na terceira, a artilheira do time na temporada – 26 gols em 31 jogos – não deixou barato. O cruzamento de Flávia Mota veio alto, e Amanda subiu muito para cabecear no chão e fazer o terceiro do Palestra.

O Atlético achou um gol aos 32 da segunda etapa, quando o Palmeiras havia dominado o jogo, praticamente. Kathrine errou a saída de jogo, e Montoya se aproveitou da baixa estatura da goleira Amanda para tirar seu zero do placar.

Foi pouco. O Palmeiras soube manter a posse de bola e ocupar o campo de ataque para fazer o tempo passar e garantir a classificação.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata Lima

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023
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