Futebol feminino

Apesar de horário ingrato, equipe feminina do Corinthians supera audiência da masculina na TV aberta

Brabas do Timão fazem bonito no ibope, mesmo com horário ruim, e batem a audiência da equipe masculina do Corinthians no Paulistão

Faz algum tempo que o futebol feminino vem quebrando recordes na TV, principalmente na rede aberta. A Copa do Mundo Feminina de 2023 foi uma prova de que a modalidade já é uma realidade nas telinhas do Brasil. Porém, além da Seleção Brasileira, há uma equipe em especial que carrega consigo uma popularidade ímpar: o Corinthians, ou melhor, as Brabas do Timão.

Em busca do tricampeonato da Supercopa Feminina, o Corinthians bateu a Ferroviária por 2 a 0, na Neo Química Arena, pela semifinal. Mesmo com horário ingrato, às 16h15 da quinta-feira (15), o jogo teve 12 pontos de audiência só em São Paulo na TV Globo. Segundo dados enviados pela própria emissora, houve um crescimento de 9% (+1 ponto) se comparando a transmissão da semifinal do mesmo torneio no ano passado, além de 26% de participação sobre o número de TVs ligadas, o famoso share.

Por outro lado, o time masculino não teve o mesmo alcance na Record ao enfrentar o Botafogo-SP pelo Paulistão, na última quarta-feira (14), apesar do horário nobre – 21h35 às 23h37. Segundo o site Máquina do Esporte, o share foi de 16%, porcentagem 10 pontos menor do que a conquistada pela equipe feminina.

Neste domingo (18), a TV Globo e o Sportv transmitem a final da competição, Corinthians x Cruzeiro, para todo o país, a partir das 10h30. Uma hora antes do apito inicial, o programa “Esporte Espetacular” será apresentado de dentro da Neo Química Arena, palco da decisão.

Audiência boa, mas Neo Química Arena quase vazia…

Por mais que o ibope seja positivo e traga novos olhares para a modalidade, ver as Brabas do Timão entrando em campo com um público inferior a 9 mil pessoas na Neo Química Arena é, de fato, uma situação vergonhosa, como afirmou Gabi Portilho. Vale ressaltar que o horário da partida é estabelecido de acordo com a grade da detentora dos direitos de transmissão – ou seja, neste caso, a própria Globo.

– Não é fácil, são muitas adversidades. É aquilo que a gente sempre vem batendo na tecla, né? Futebol feminino não é um favor. Com um jogo como esse, a rivalidade é muito grande. Poderia ter sido um jogo um pouco mais tarde pra lotar a Neo Química Arena, porque isso não valoriza apenas o Corinthians futebol feminino… Isso valoriza o futebol feminino brasileiro – disparou Portilho ao microfone da emissora.

O desabafo da atacante do Timão faz todo sentido, principalmente porque o futebol feminino tem cada vez mais procura, tanto na TV quanto nos estádios. No entanto, os horários precisam atender a demanda esportiva para além da telinha.

– Então, eu espero que nessa final a gente possa lotar a arena, porque jogar em casa é muito bom, é o 12º jogador, e faz diferença a gente jogar em casa. As coisas não podem ser como vem acontecendo, está sendo vergonhoso – completou a jogadora.

Supercopa Feminina fez sucesso em pleno Carnaval

O sucesso da Supercopa na TV Globo não se resume apenas ao confronto da semifinal. No domingo de Carnaval, de 10h31 às 12h35, a emissora transmitiu para São Paulo a goleada do Corinthians sobre o Internacional por 4 a 2. O jogo registrou 9 pontos, com 29% de share, um crescimento de +13% na média da faixa no comparativo com os quatro domingos anteriores.

No Rio de Janeiro, o confronto entre Flamengo x Ferroviária, no qual as Guerreiras Grenás avançaram nos pênaltis, após empate sem gols no tempo regulamentar, marcou 9 pontos e 29% de participação no domingo de manhã, garantindo a liderança de ibope no horário.

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