Champions League Feminina

Com nova quebra de recorde de público, Barcelona goleia o Wolfsburg e está quase na final

O Camp Nou recebeu 91.648 pessoas para assistir a mais um show do atual campeão europeu, que venceu o Wolfsburg por 5 a 1 no jogo de ida da semifinal da Champions League

O Barcelona quebrou novamente o recorde de público do futebol feminino em uma goleada implacável por 5 a 1 sobre o Wolfsburg no jogo de ida das semifinais da Champions League que coloca o atual campeão muito próximo de retornar à decisão, que será realizada em Turim no fim de maio.

Nas quartas de final contra o Real Madrid, o Barcelona havia levado 91.553 pessoas às arquibancadas do Camp Nou, batendo o recorde da final da Copa do Mundo de 1999. Nesta sexta-feira, 91.648 pessoas assistiram a mais um show de Alexia Putellas, o que significa que os dois maiores públicos do futebol feminino pertencem ao clube catalão.

Mais tradicional no futebol feminino, o Wolfsburg havia vencido os três duelos anteriores contra as catalãs e nunca sequer havia sido vazado, mas a realidade do momento é diferente. O Barcelona domina a categoria, com um time estrelado que conta a melhor jogadora do mundo, Putellas, e conquistou o Campeonato Espanhol com 24 vitórias em 24 jogos.

O novo recorde de público do futebol feminino (Foto: David Ramos/Getty Images/One Football)

E se nessa situação você consegue marcar aos três minutos, melhor ainda. Aitana Bonmatí dominou o lançamento de Fridolina Rolfö e tocou na saída de Almuth Schult para abrir o placar. Ana-Maria Crnogorcevic perdeu grande chance de ampliar logo em seguida, mas tanto faz porque Graham Hansen invadiu a área pela direita, deu um drible desconcertante em Joelle Wedemeyer e fez 2 a 0 antes de o relógio chegar aos 10 minutos.

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O Wolfsburg teve uma breve janela para tentar voltar ao duelo e quase descontou, aos 14, quando Svenja Huth recebeu o passe de Jill Roord e bateu cruzado pela direita da grande área. Irene Paredes, porém, salvou quase em cima da linha e Sandra Paños fez boa defesa no rebote. Na marca de meia hora, Marta Torrejón recebeu nas costas da defesa e deu apenas um toquezinho para trás. Jennifer Hermoso dominou e colocou no canto para fazer 3 a 0.

Atual vencedora da bola de ouro, Putellas marcou aos 38, após lindo passe de Patricia Guijarro cortando todo o time do Wolfsburg para deixá-la na cara do gol. Schult ainda tentou fazer a defesa, mas a bola pegou na trave e caprichosamente cruzou a linha devagar. Crnogorcevic chegou a fazer o quinto logo depois do intervalo, pegando o rebote em cobrança de escanteio, mas estava impedida.

E aí a partida – finalmente – ficou equilibrada. O Barça não tinha mais tanta facilidade para furar a defesa do Wolfsburg, que não tinha sorte muito melhor em fazê-lo contra a retaguarda catalã. O impasse seguiu até os 25 minutos, quando Wassmuth carregou em contra-ataque pelo meio e soltou para Roord marcar. Parecia impedimento, mas o assistente de vídeo checou e validou o gol que dava um fiapo de esperança às visitantes.

Nada mais do que um fiapo. O técnico Jonathan Giráldez fez duas substituições imediatamente, com as entradas de Claudia Pina e da veloz Asisat Oshoala. Quase impacto imediato porque Pina acertou o travessão no rebote de ótima de jogada de Hansen. A goleira Schult fez linda defesa para empurrar a bola ao poste. Oshoala teve duas ótimas oportunidades, livre e cara a cara, para ampliar, mas Schult defendeu ambas.

 

A nova pressão do Barcelona deu frutos a sete minutos do fim. Putellas recebeu na entrada da área e foi derrubada por Dominique Janssen. Ela mesma cobrou o pênalti e fechou mais uma noite mágica para o time feminino do Barça.

Lyon e Paris Saint-Germain iniciam um duelo francês pela outra semifinal no próximo domingo. A volta de Barcelona x Wolfsburg, na Alemanha, está marcada para o sábado, 30 de abril. A final será em Turim em 21 de maio.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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