Campeonato Brasileiro Feminino

O São Paulo produziu um belo vídeo para anunciar a contratação da lendária Formiga, de volta ao clube após duas décadas

Depois de conquistar o Campeonato Francês com o Paris Saint-Germain, Formiga confirma sua "volta para casa" no Morumbi

Aos 43 anos, Formiga permanece nos gramados como uma lenda inacabável do futebol feminino. A idade não impede que a meio-campista ainda defenda a seleção brasileira, prestes a disputar os Jogos Olímpicos de Tóquio. Além disso, a veterana passou as últimas quatro temporadas vestindo a camisa do Paris Saint-Germain e participando das principais competições europeias. Neste final de semana, a baiana se despediu em grande estilo, ao conquistar o Campeonato Francês e interromper a hegemonia de 14 anos do Lyon. Então, chegou a hora de arrumar as malas de volta ao Brasil. Nesta segunda, Formiga foi anunciada como nova jogadora do São Paulo, reatando os laços com o antigo clube.

A volta de Formiga ao Morumbi é um ciclo que se fecha. A baiana viu sua carreira despontar no clube paulista durante os anos 1990. No São Paulo, Miraíldes firmou seus passos como atleta e como jogadora de seleção brasileira. Também conquistou títulos importantes, na Copa do Brasil e no Campeonato Paulista. Deixaria o Tricolor em 1999, para rodar o mundo e disputar as principais competições repetidas vezes. Mas, depois de incríveis 22 anos, então, chegou a hora de voltar para casa – num acerto antecipado pelo site Dibradoras.

No vídeo de apresentação, o São Paulo cita os grandes feitos de Formiga, presente em seis Olimpíadas e sete Copas do Mundo. Ainda assim, o destaque fica para o reencontro da menina que sonhava em jogar bola com a lendária jogadora em fim de carreira. Considerando aquilo que a volante ainda pode produzir em campo, o Tricolor ganha um reforço e tanto. Mas é a figura gigantesca ao futebol feminino que agrega demais ao Morumbi. Formiga representa muito, especialmente pelas raízes são-paulinas que possui.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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