Futebol feminino

Craque do Real tenta, mas Brasil segura empate com arbitragem confusa e lições às semis

Seleção brasileira joga desde o meio do primeiro tempo com um a menos e consegue manter placar igualado

A seleção brasileira viveu um drama para assegurar a liderança do grupo B na última rodada da fase inicial da Copa América nesta sexta-feira (25). As comandadas por Arthur Elias ficaram com uma a menos desde os 23 minutos do primeiro tempo, mas conseguiram frear a Colômbia de Linda Caicedo, do Real Madrid.

A atacante colombiana esteve envolvida na expulsão de Lorena, que colocou a mão fora da área em chute que iria para o gol. Em lambança da árbitra principal, a goleira não tomou o cartão vermelho de cara, advertida inicialmente com amarelo. Alguns minutos depois, porém, foi avisada pela bandeirinha que era a última defensora na jogada e, aí, a arqueira recebeu o vermelho.

Caicedo ainda fez várias outras jogadas perigosas pela ponta ou por dentro, além de perder um gol na pequena área. A craque dos Merengues tentou, só que as Canarinhas foram evoluindo defensivamente ao longo do jogo, o que serve como lição para o duelo contra o Uruguai nas semifinais.

No Estádio Banco Guayaquil, a Seleção, após vários sustos no início pela linha alta defensiva e duelos mano a mano na lateral, conseguiu se concentrar, voltar ao jogo e compactar para sofrer pouco no segundo tempo.

Outra coisa que o Brasil mudou ao decorrer do jogo foi o mental. Por quase toda etapa inicial o time parecia nervoso, postura exemplificada por um chute na bola de Kerolin para cima do banco de reserva das adversárias que culminou no cartão amarelo para brasileira e gerou revolta nas colombianas.

Na parte final, com a cabeça no lugar, conseguiu segurar mais a bola no ataque, mas ainda pecou em erros de passes que poderiam ter criado alguma chance mais clara.

A ver se as lições foram devidamente aprendidas até a próxima terça (29), na semi contra as uruguaias a partir das 21h (horário de Brasília). Um dia antes, Argentina e Colômbia duelam no mesmo horário.

Campanha da seleção brasileira na Copa América

Brasil já era pior que Colômbia antes da expulsão no 1º tempo

As Caferas iniciaram o jogo muito ligadas e bem mais perigosas que o Brasil. As jogadas pelo lado, especialmente com Linda Caicedo, levavam muito perigo. Foi assim que Lorena teve que trabalhar em chute da própria craque do Real Madrid na pequena área após cruzamento rasteiro de Caracas. Ainda teve uma falta de Leicy por cima do gol antes da expulsão que confirmou a superioridade colombiana.

Mesmo com um a mais, porém, as comandadas por Angelo Marsiglia não conseguiram ter grandes chances claras ou obrigar defesas de Cláudia. Leicy teve uma batiad de fora perigosa, enquanto, já nos acréscimos, Loboa virou um belo voleio que quase entrou.

A seleção brasileira, que só tinha assustado com contra-ataque finalizado por Dudinha aos sete, se recompôs após meia hora. Outro contragolpe quase acabou em conclusão. Dudinha isolou uma de fora e Kerolin, em bonita jogada pela ponta esquerda, cruzou na segunda trave, mas ninguém tocou.

Kerolin em ação pela seleção brasileira
Kerolin em ação pela seleção brasileira (Foto: Lívia Villas Boas / CBF)

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Seleção melhora e sofre pouco

A Colômbia conseguiu piorar na etapa final e parecia que a partida estava igualada numericamente. O Brasil levou mais perigo no início, chegando com Yasmin com o gol aberto, mas sem ângulo para chutar às redes, e também com chute de fora de Gabi Portilho. Nos acréscimos, a mesma Yasmin mandou uma falta na trave.

As Cafeteras tiveram poucos momentos ofensivos interessantes. A melhor oportunidade veio com Caicedo, sempre ela, que saiu na cara do gol e tocou para Pavi ser bloqueada por Mariza, tirando um gol certo das colombianas.

Os minutos finais foram de drama brasileiro por conta da situação física das jogadoras. Portilho chorou ao sentir uma lesão no joelho, mas continuou em campo porque não tinha mais substituições. Yaya tomou uma bolada e pareceu desorientada, só que também seguiu nos gramados, apesar de poder tentar uma troca por concussão. No fim, o selecionado de Arthur Elias conseguiu segurar o zero no placar.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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