Futebol feminino

Arsenal acaba com o sonho de um valente Corinthians e conquista o Mundial Feminino

Gunners superaram as brasileiras em jogo dramático decidido na prorrogação

O Arsenal impediu um feito histórico do futebol feminino brasileiro ao vencer o Corinthians por 3 a 2 na primeira edição da Copa das Campeãs.

O resultado coroou um ciclo importante para as Gunners, que conquistaram a Champions League 18 anos depois do primeiro título, destronando o Barcelona. Com o título do Mundial, o Arsenal volta a levantar uma taça no Emirates Stadium pela primeira vez desde 2019.

Para além de levantar o primeiro título da competição, as Gunners impediram que uma equipe brasileira conquistasse, pela segunda vez, um título mundial sobre as inglesas.

Doze anos depois de sofrer uma derrota para o São José por 2 a 0 no Mundial de Clubes Feminino, o Arsenal empilhou chances e confirmou a vitória sobre as Brabas.

O Corinthians sofreu intensamente no tempo regular com as recomposições de bola e erros de passe, que resultaram no primeiro gol sofrido e forçaram Lelê a somar defesas importantes.

O Arsenal ocupou os espaços, explorou as transições rápidas e soube pressionar o Corinthians para manter as brasileiras no setor defensivo, sem chances de tentativas no contra-ataque.

Com a estratégia funcionando bem, o Arsenal aproveitou o erro de Letícia Teles, que se atrapalhou com a bola e recuou fraco, deixando Alessia Russo cara a cara com Lelê.

A brasileira — com uma atuação crucial no jogo, impedindo um placar mais elástico — até chegou a defender a primeira finalização, mas Olivia Smith aproveitou o rebote e mandou para o fundo da rede, abrindo o placar para as mandantes aos 14 minutos do primeiro tempo.

Arsenal durante final da Copa das Campeãs (Foto: Imago)
Olivia Smith, do Arsenal, durante final da Copa das Campeãs (Foto: Imago)

A técnica das inglesas surtiu efeito especialmente nas questões físicas da equipe. Já em meio à temporada, o Arsenal se apresentou com maior rendimento, enquanto as Brabas precisaram se adaptar ainda em seu segundo jogo na temporada.

Na primeira etapa, as Brabas ainda buscaram a recomposição rápida, tanto com finalização à distância com uma finalização perigosa de Duda Sampaio (acertando o travessão), mas também na tentativa de jogadas dentro da área.

Aos 20 minutos, Andressa Alves cobrou escanteio, e Gabi Zanotti desviou de cabeça e Borbe tocou na bola duas vezes, mas a bola já havia cruzado a linha antes mesmo de Belén Aquino completar a finalização para dentro do gol.

O Corinthians ficou refém das inglesas e passou a sofrer com a falta de intensidade e erros defensivos. As Brabas ainda conseguiram uma grande e rara chance de empatar a partida com Jhonson, que recebeu um belíssimo passe infiltrado de Duda Sampaio, invadiu a área e ficou cara a cara com Anneke Borbe, que impediu o gol.

Pênalti reacendeu esperança pelo título do Corinthians

O tempo regular trouxe adversidades para o Corinthians, mas também a esperança da reversão do resultado. Com as modificações no elenco, a equipe passou a oxigenar o jogo novamente e tentou forçar os erros, com a linha alta na marcação.

Aos 48 minutos do primeiro tempo, a arbitragem teve a confirmação do VAR de que McCabe acertou Robledo dentro da área, marcando o pênalti. Vic Albuquerque foi responsável pela cobrança, deixando tudo igual e empurrando a decisão para a prorrogação.

Caitilin Foord celebra gol do título do Arsenal na Copa das Campeãs (Foto: Imago)
Caitilin Foord celebra gol do título do Arsenal na Copa das Campeãs (Foto: Imago)

O tempo adicional mostrou uma outra face das Brabas, que mesmo diante do desgaste e da tensão, ainda tentavam trazer um jogo mais ofensivo, apesar do Arsenal conseguir frear o jogo.

As brasileiras, então, sofreram com o mesmo problema: o erro de passe. Aos 13 minutos da prorrogação, Duda Sampaio perdeu a bola no meio campo, e as Gunners saíram em contra-ataque com vantagem numérica. Foord recebeu na área pela esquerda e finalizou entre Lelê e a trave direita para garantir a vitória do Arsenal.

Apesar da derrota, as Brabas fizeram jus à história do clube na modalidade em um jogo dramático diante de um Emirates Stadium que pulsava com a presença intensa dos torcedores.

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Veteranas do Corinthians cravam seus nomes no futebol feminino

A campanha do Corinthians na Copa das Campeãs deixou ainda mais evidente a importante trajetória das veteranas no futebol feminino. Gabi Zanotti, que soma momentos decisivos ao longo da carreira, incluindo na primeira edição da competição mundial, teve mais uma participação histórica que reforçou uma marca.

Diante dos momentos difíceis, a meia-atacante de 40 anos mostrou uma característica que coroa o seu histórico na modalidade: ser decisiva em mata-mata. Os números comprovam a importância da presença da jogadora. Ela foi responsável pelo único gol contra o Gotham, que levou o Corinthians à decisão do Mundial.

Corinthians durante final da Copa das Campeãs (Foto: Imago)
Corinthians durante final da Copa das Campeãs (Foto: Imago)

Defendendo o Corinthians, Zanotti soma 26 gols em 99 partidas de mata-mata, sendo nove gols em finais, nove em semifinais e outros nove nas quartas de final, mostrando que a jogadora

Para além da meia-atacante, o desfecho do tempo regular teve um elemento especial para Vic Albuquerque. Foi dos pés da maior artilheira do Corinthians que saiu o gol de empate, levando a decisão do jogo para a prorrogação. Com a conversão do pênalti, a meia somou 122 gols em mais de 250 jogos.

Foto de Carol Guerra

Carol GuerraRedatora de esportes

Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), com passagens pelo Globo Esporte, Jornal do Commercio e Diario de Pernambuco. Apaixonada por futebol feminino e esportes olímpicos.

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