Corinthians reescreve a história e ajuda futebol feminino brasileiro a respirar mais aliviado
Estrela de Gabi Zanotti continua a brilhar e mantém equipe paulista na briga por título inédito
O apito final de Gotham x Corinthians soou na marca dos 59 minutos e fez a história ser reescrita nesta quarta-feira (28). O confronto válido pela semifinal da Copa das Campeãs, o primeiro torneio intercontinental de futebol feminino chancelado pela Fifa, classificou as Brabas à decisão com gol de Gabi Zanotti na reta final.
O triunfo corintiano no Gtech Community Stadium, em Brentford, Inglaterra, desafiou as projeções norte-americanas que indicavam franco favoritismo ao Gotham no confronto e mostrou que não existe roteiro pronto no futebol.
A partida reuniu duas equipes em início de temporada, mas isso não tornou o duelo menos intenso. Brabas e Morcegas foram muito propositivas.
O equilíbrio predominou em boa parte dos 90 minutos e deixou evidente que a distância do futebol feminino brasileiro para as potências da modalidade da National Women’s Soccer League (NWSL) está menor. Essa redução proporciona que a categoria respire mais aliviada no País e possa olhar para frente e dedicar esforços em subir mais degraus rumo ao topo global.
Pontaria calibrada define Gotham x Corinthians na Copa das Campeãs da Fifa
O jogo foi definido por meio da pontaria calibrada. É fato que o Gotham era um time diferente se comparado ao que tinha quando assegurou a vaga no torneio da Fifa, ao vencer o Tigres na Copa das Campeãs da Concacaf em 2025.
Esther González, responsável pelo gol do título na ocasião, está em licença-maternidade e não ficou disponível para Juan Carlos Amorós diante do Corinthians. A atacante espanhola nitidamente fez falta à equipe norte-americana, que sentiu a ausência de uma referência na área e não conseguia aproveitar melhor as chances que surgiram.
O time de Nova York se lançou ao ataque desde o apito inicial para ditar o ritmo e tentar abrir o placar o quanto antes, mas sem sucesso. O ímpeto durou até cerca de seis minutos, quando boa chegada de Aquino acalmou os ânimos e permitiu ao Corinthians entrar na partida.
A tônica da primeira etapa ficou centrada em escapadas em velocidade do clube paulista aliado à pressão na saída adversária. Gabi Zanotti continuou a justificar o título de “Rainha da América” ao fazer ótimo trabalho.
A capitã ostentou muita experiência, categoria e noção de posicionamento. Por vezes puxou a marcação para conceder às companheiras a oportunidade de finalizar mais livres e as investidas levavam perigo à meta da goleira Berger.
Do outro lado, o Gotham se sustentava na posse de bola e em dificultar a saída da goleira Lelê. A equipe teve ao menos duas boas chances de balançar as redes em equívocos da defesa corintiana.
Apesar de tudo isso, o placar foi ao intervalo zerado.

O segundo tempo começou com o Gotham a todo vapor, mas ainda com problemas em aproveitar as chegadas. Com oito minutos, Purce disparou na ala direita e cruzou rasteiro na pequena área, onde estava Stengel.
A camisa 28 havia acabado de entrar no lugar de Gabi Portilho — que deixou o campo machucada — e não acertou o gol abaixo do travessão.
A partida seguiu com as investidas do Gotham por meio da troca de passes e o Corinthians focado em jogar no contra-ataque. No fim, a estratégia de Lucas Piccinato levou a melhor.
Contra-ataque iniciado por Ivana Fuso proporcionou às Brabas abrir mais o jogo e Tamires encontrou Zanotti na área. A camisa 10 dominou e chutou para marcar aos 38.
O Gotham agora enfrenta Arsenal ou ASFAR na disputa pelo terceiro lugar. O jogo será no Emirates Stadium no domingo (1º de fevereiro). No mesmo dia e local, o Corinthians entra em campo para lutar pelo título inédito às 15h (de Brasília).
O jogo entre as Gunners e a equipe marroquina, que define os confrontos, começa às 15h (de Brasília) desta quarta, também no Gtech Community Stadium.



