Aitana Bonmatí conquista terceira Bola de Ouro em edição que prometia quebra de hegemonia
Atacante superou também favoritas Alessia Russo e Mariona Caldentey e leva terceiro prêmio consecutivo
A Bola de Ouro Feminina parecia ter contornos diferentes nesta temporada após quatro anos de claro domínio do Barcelona. As catalãs não ficaram com o título da Champions League, vencido pelo Arsenal, e a seleção espanhola acabou derrotada pela Inglaterra na final da Eurocopa.
No imaginário do espectador do futebol feminino, muitas possibilidades foram cogitadas diante dos números e das indicações. Mas o que parecia ser um ano para diversificar as premiações em uma temporada tão concorrida (e com diferentes protagonistas), ganhou um tom dividido para aqueles que acompanharam as grandes exibições apresentadas pelas postulantes ao longo da última temporada.
Aitana Bonmatí levou a sua terceira Bola de Ouro seguida em uma temporada em que o Barcelona deu prosseguimento a uma hegemonia no futebol feminino do país. E como uma das grandes jogadoras da atualidade e indiscutivelmente uma das melhores do mundo, segue entrando para os livros da história do futebol feminino, com todas as características que fazem dela referência para meninas e mulheres, além, claro, de companheiras de profissão.
Na temporada, balançou a rede 12 vezes e somou seis assistências em 26 jogos na Liga F (Campeonato Espanhol feminino). Já na Champions League, fez seis gols e teve envolvimentos diretos em outros cinco gols ao longo das 11 partidas disputadas no torneio. Na Euro, fez dois gols em seis partidas com a camisa vermelha.
Entretanto, mesmo com elencos recheado de estrelas, Bonmatí não levou a Champions League e nem a Europa, as duas competições mais importantes da temporada.

Destaque das concorrentes
O contraponto vem justamente nas concorrentes do principal prêmio da noite. Para além das estrelas do Barcelona como Aitana e Alexia Putellas, a expectativa era que Bonmatí brigasse diretamente com Alessia Russo, vista inclusive como grande favorita, além de Mariona Caldentey.
Aos 26 anos, Russo viveu um ano de destaque. A atacante do Arsenal fez sete gols e deu duas assistências pela Champions League. Além disso, foi uma das artilheiras da Women’s Super League, com 12 gols em 21 jogos, empatada com Khadija “Bunny” Shaw, do Manchester City.
Na Eurocopa, foi responsável por dois gols (sendo um deles na final) e deu duas assistências na campanha do título da Inglaterra, desempenhando um papel crucial durante toda a temporada também com o seu trabalho sem a bola.
O resultado foi a conquista da Champions League com o Arsenal e o bicampeonato das Lionesses na Euro. Apesar dos feitos, ficou em terceiro lugar.

Já a finalista ao lado de Aitana, Mariona Caldentey, saiu do Barcelona para se juntar ao Arsenal em busca de mais protagonismo. E a decisão funcionou, já que a espanhola foi fundamental na conquista do maior prêmio da história do time: a Liga dos Campeões. Em números, Mariona marcou oito gols e deu duas assistências em 15 jogos.
Pela WSL, foram 21 partidas com as Gunners, somando cinco gols e cinco assistências. Com o desempenho, Mariona foi nomeada melhor jogadora do futebol inglês da temporada 2024/25 pela Associação de Jogadores Profissionais de Futebol (PFA).
Já na Euro, com a seleção da Espanha, foram seis jogos, dois gols marcados e duas assistências.
Em meio às expectativas e dúvidas sobre os critérios, também é possível questionar se, de fato, jogadoras de outras ligas que sejam realizadas fora da Europa tenham os seus desempenhos considerados. Marta e Barbra Banda são exemplos claros que mereciam, ao menos, terem sido incluídas entre as 10 melhores do mundo.
Aos 39 anos, a brasileira foi peça fundamental não apenas para o Orlando Pride conquistar a NWSL em 2024, mas também para ajudar a seleção brasileira a conquistar a Copa América Feminina.
Já a zambiana somou 24 envolvimentos em gols na liga em 2024 e acumula oito tentos em 2025, mas ocupou apenas a 14ª colocação.



