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Suíça sai de 2 a 0 contra para virada insana contra a Bélgica por 5 a 2 e avança na Liga das Nações

A Suíça ganhou um capítulo incrível na história da sua seleção neste domingo. Diante da forte Bélgica, semifinalista da Copa do Mundo, os suíços arrancaram uma vitória épica por 5 a 2, depois de saírem perdendo por 2 a 0 e se classificou para a fase final da Liga das Nações. Deixa para trás a Bélgica, que precisava apenas de um empate e podia até perder por um gol de diferença que ainda assim avançaria. A vitória veio de forma apoteótica, em um dia que quem esteve no na Swisspoarena, em Lucerna, nunca mais irá esquecer. Xherdan Shaqiri, que vem em grande fase pelo Liverpool, foi um dos protagonista do jogo. Além dele, impossível não falar de Haris Seferovic, centroavante do Benfica que marcou três gols e saiu de campo ovacionado.

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Os belgas, favoritos, conseguiram dois gols de vantagem antes dos 20 minutos, graças a Hazard. Mas não o Hazard mais famoso, Eden, do Chelsea, e sim o seu irmão, Thorgan, que marcou aos dois, depois de uma falha bizarra de Nico Elvedi, e aos 17 minutos. Uma vantagem imensa que fazia, àquela altura, a Suíça precisar de quatro gols para chegar em um incrível 4 a 2. Parecia impossível de acontecer e tinha cara de um jogo que seria calmamente administrado pelos belgas. Ledo engano.

Aos 24 minutos, depois de uma confusão dentro da área, o árbitro marcou pênalti para a Suíça. Foi assim que começou a reação, com Ricardo Rodríguez, cobrador oficial, que diminuiu o placar para 2 a 1. Aos 30 minutos, o lateral apareceria novamente. Rodríguez fez um lançamento longo para Xherdan Shaqiri, que tocou de cabeça para o centroavante Haris Seferovic completar para o gol vazio e empatar: 2 a 2.

A reação viria com ainda mais força no fim do primeiro tempo, tornando o milagre possível. Em um ataque rápido, Seferovic tocou para Edimilson Fernandes, na direita, que rolou de volta para o meio onde Seferovic finalizou com precisão, pelo alto, e marcou um belo gol: 3 a 2 e virada para a Suíça, aos 44 minutos. Certamente colocou fogo na possibilidade de avançar e o intervalo deve ter sido bem interessante para os suíços – e nem tanto para os belgas.

O segundo tempo começou como terminou o primeiro: com uma avalanche suíça. Se os suíços tinham que escalar uma imensa montanha para virar aquele 2 a 0 para a Bélgica, eles o fizeram. Como se fosse uma montanha conhecida deles. Mais do que isso, como se fossem seus próprios alpes. E aos 15 minutos da etapa final, Shaqiri, que fazia um grande jogo, cruzou da direita e o zagueiro Nico Elvedi, que tinha falhado no primeiro gol, se redimiu com um gol de cabeça, desviando levemente e tirando do alcance de Thibaut Courtois.

Com o placar que precisava para avançar, a Suíça passou a ter tudo que queria. A Bélgica precisava do ataque e a Suíça teria o contra-ataque. Com esse cenário a seu favor, a Suíça aproveitou, aos 38 minutos, para fechar a conta. O lateral direito kevin Mbabu avançou pela direita e cruzou para a área. O centroavante Seferovic, em uma noite para lá de feliz, cabeceou e marcou o seu terceiro gol na partida, o quinto dos suíços: 5 a 2.

Uma vitória para entrar para a história. A Bélgica, assim, fica pelo caminho na Liga das Nações, terminando como segunda colocada do grupo 2, com os mesmos nove pontos dos suíços, mas perdendo no confronto direto, primeiro critério de desempate. A Islândia foi rebaixada para a Liga B neste grupo depois de quatro jogos e nenhum ponto ao perder todos os jogos.

No meio do próximo ano, em Portugal, a Suíça fará companhia ao time da casa, os portugueses, e à Inglaterra. Resta saber se serão acompanhados pela França, campeã do mundo, ou a renascida Holanda. Os holandeses vão até Gelsenkirchen nesta segunda-feira para definir o seu destino no torneio diante da Alemanha.

A Suíça dá uma enorme demonstração de força. A Bélgica é, notoriamente, um dos times mais talentosos do futebol europeu atualmente e vinha de ótima Copa do Mundo. A Suíça também conseguiu um desempenho decente na Copa da Rússia, mas caiu nas oitavas de final diante de uma Suécia muito fechada. Poderia ter ido mais longe pelo que mostrou. Agora, na Liga das Nações, mostrou que pode causar problemas a seleções maiores.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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