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Rebaixada, Alemanha joga contra Holanda para continuar cabeça de chave na Eurocopa 2020

A Alemanha está eliminada da Liga das Nações e, mais do que isso, já está rebaixada no Grupo 1, que tem França e Holanda. Assim, jogará a Liga B na próxima edição da competição, em 2020. Só que isso não significa que o jogo contra a Holanda, nesta segunda-feira, não valha nada. E nem estou falando sobre o fato da Holanda precisar de ao menos um empate para se classificar para a semifinal do torneio – vitória da Alemanha dá a vaga para a França. O jogo vale para a própria Alemanha por uma questão bastante prática: continuar como cabeça de chave no sorteio das Eliminatórias para a Eurocopa de 2020, que será realizado em dezembro. Os dois piores times da Liga A não serão cabeças de chave. A Alemanha precisa garantir que não será uma delas – a Islândia já está garantida como a pior seleção.

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Com tudo isso em mente, o técnico Joachim Löw deu entrevista coletiva neste domingo para falar sobre o jogo, fazer uma análise sobre oq ue foi 2018 para a seleção alemã – eliminada na fase de grupos da Copa do Mundo – e também sobre o futuro, com a renovação em pauta e a defesa de jogadores como Thomas Müller e Mats Hummels, que, para alguns, deveriam deixar o time para abrir espaço a jogadores mais jovens.

Jogo com a Holanda

“Nós todos estamos decepcionados que nós fomos rebaixamento da Liga A da Liga das Nações. Mas nós definitivamente não estamos por fora. A competição continua em 2020, apenas nós estaremos em uma liga menor. Ainda há pontos a disputar contra a Holanda. Nós queremos ser cabeças de chave no próximo sorteio, então queremos estar em uma boa situação inicial. Além disso, nós temos que ter um desempenho forte para mostrar aos torcedores que estamos no caminho certo”, explicou Löw.

Ano de 2018

“De forma geral, foi um ano duro para nós, com uma boa dose de decepção. É importante que nós aprendamos as lições certas disso. Eu estive coordenando de forma próxima com Oliver Bierhoff e o técnico do time sub-21, Stefan Kuntz, e nós estamos identificando modos de melhorar para o futuro”, disse Löw.

“Depois de um longo período de sucesso, era previsível que tivéssemos alguns contratempos – isso é normal no futebol. Outros países tiveram suas experiências também. É importante que nós reiniciemos e melhoremos. Eu estou certo que iremos melhorar. O time tem uma boa perspectiva. Muitos jogadores jovens estão começando a ser de nível internacional”, analisou o treinador.

Thomas Müller

“Jogar tantas partidas merece o máximo respeito. Thomas não tem nem 30 anos e já é muito experiente. Ele raramente esteve machucado, o que o faz se destacar. Ele sempre esteve com a seleção e sempre deu tudo de si. Talvez ele mereça uma cerveja de mim depois do jogo como prêmio pelos seus 100 jogos”, riu o técnico ao falar sobre o 100º jogo do atacante com a camisa da Alemanha.

Ele também foi perguntado sobre renovação. Há quem defenda que jogadores como Thomas Müller e Mats Hummels deixem o time e deixa-los no banco ou até fora de convocações fez com que se especulasse ainda mais sobre isso. O treinador, porém, refuta essa possibilidade. Para ele, ambos são importantes para a equipe.

“Müller e Hummels trazem energia, que os jogadores mais jovens se beneficiam”, afirmou o treinador da Alemanha. “É uma grande coisa se começarmos a mudar as coisas”, continuou Löw. “É uma pena que não haja nada mais que possamos fazer na Liga das Nações. Agora, nós temos que aprender as lições certas de um ano decepcionante e tomar as medidas apropriadas”.

Choque de realidade

A Alemanha cair para a Liga B da Liga das Nações pode ser uma boa notícia para a Alemanha, segundo James Thorogood, colunista da Deutsche Welle. Para ele, o rebaixamento pode forçar a mão do técnico Joachim Löw a renovar o time e confiar em uma nova base. “Um núcleo com Niklas Süle, Joashua Kimmich, Kai Havertz, Serge Gnabry e Timo Werner prometem muito mais longo prazo, desde que eles possam encontrar o equilíbrio com a velha guarda”, escreve Thorogood.

Cabeça de chave para Eliminatórias da Eurocopa 2020

Um dos pontos importantes, porém, é levar o jogo desta segunda-feira a sério pensando na Eurocopa 2020. Não apenas por uma questão subjetiva de montar um novo time e ir testando pensando nas Eliminatórias do torneio europeu. Na verdade, trata-se de uma questão bastante prática, algo que o técnico Joachim Löw citou na sua coletiva de imprensa: ser cabeça de chave no próximo sorteio, em dezembro das Eliminatórias da Eurocopa.

A Alemanha corre o risco de não ser cabeça de chave. Os quatro vencedores dos seus grupos na Liga das Nações serão cabeças de chave, junto com as outras seis seleções mais bem colocadas da Liga A. Serão 10 grupos nas Eliminatórias e a Islândia já está fora da disputa pelo desempenho. Significa que duas seleções entre todas da Liga A.

A Alemanha, portanto, precisa de um resultado melhor do que a Polônia contra Portugal. Se não for, a Alemanha pode perder o status de cabeça de chave e ter que buscar uma vaga na competição ao lado de um peso pesado da Europa. A Itália ficou fora da Copa assim: caiu no grupo da Espanha, ficou em segundo lugar e teve que disputar repescagem, caindo para a Suécia.

“Nosso olhar está agora assim como antes claramente na direção da Eurocopa 2020, para qual iremos nos classificar e ter novamente um time forte”, afirmou Löw. “No caminho para isso, nós iremos continuar a abrir espaço para jogadores jovens e constantemente os apresentando à seleção nacional”, disse ainda o treinador da Alemanha.

Por tudo isso, o jogo entre Alemanha e Holanda vale muito nesta segunda-feira, 19, às 17h45. O jogo terá transmissão pela TNT.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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