Europa

Robbie Keane anuncia a data do adeus para sua grande trajetória com a seleção da Irlanda

Alguns jogadores se tornam simbólicos às suas seleções nacionais. Serviços prestados por anos, atravessando gerações, defendendo a equipe nacional em grandes torneios. As trajetórias até chegam a se confundir. E, por este caminho, Robbie Keane pode dizer que representou demais à Irlanda. O atacante não é o maior craque da história do país e discute-se se fez parte do time mais talentoso. No entanto, ninguém supera a sua longevidade com a camisa verde. Desde 1998, disputou 145 jogos e marcou 67 gols, ambos recordes nacionais. Números significativos, que merecerão uma partida de despedida para encerrar uma passagem tão marcante.

VEJA TAMBÉM: Com três gols em 12 minutos, Robbie Keane superou de uma vez Ronaldo e Van Basten

Nesta quarta, Keane anunciou que dará adeus à seleção na próxima semana, durante o amistoso contra Omã. Sua última presença diante da torcida, no Estádio Aviva. “Tem sido uma jornada incrível para mim defender a seleção irlandesa por mais de 18 anos, desde que eu fiz minha estreia internacional em 1998. Eu aproveitei muito isso tudo”, declarou o atacante.

Os sucessos de Robbie Keane com a Irlanda começam desde as categorias de base, campeão europeu sub-18 em 1998. Triunfo que o alçou rapidamente à seleção principal, se juntando a uma geração de muita qualidade, liderada também por Shay Given, Damien Duff e Kevin Kilbane. Juntos, foram protagonistas na boa campanha da Copa de 2002, quando o artilheiro estourou para o mundo. Fez gols importantes na equipe que vendeu caro a eliminação para a Espanha nas oitavas de final. As comemorações demoraram a voltar para Keane na equipe nacional. O Mundial de 2010 não veio por injustiça. Mas ele teve sua importância em colocar os irlandeses nas Euros de 2012 e 2016. Pena que o físico limitou sua participação nos estádios franceses.

Contra Omã, Keane vai para a sua partida de 146 com a seleção. É o sétimo jogador da Europa na história com mais representações internacionais e o 23° no mundo. Atualmente, apenas John O’Shea parece ter gás para ameaçar o seu recorde na Irlanda e, ainda assim, com 31 jogos a menos. Enquanto isso, os 67 gols do atacante o colocam com o triplo da marca de seu antecessor na artilharia nacional, Niall Quinn, que balançou as redes 21 vezes até 2002. Caso deixe o seu na despedida, Keane igualaria o número de Gerd Müller pela seleção alemã, ainda que com uma média bastante inferior. Entre os europeus, apenas Klose, Kocsis e Puskás permaneceriam a sua frente.

Números que, no fim das contas, ajudam a dimensionar o peso de Robbie Keane para a Irlanda – porque, mesmo em outras seleções, poucos conseguiram fazer tanto. Dublin viverá uma noite especial na próxima quarta. Terá a oportunidade de oferecer uma despedida digna a quem fez tanto para elevar a imagem do país dentro de campo.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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