Europa

O Partick Thistle comprovou que escolher mascotes não é mesmo com os escoceses

A Escócia é um país de cultura rica e belos lugares, mas escolher mascotes não é com ela mesmo. A começar pelo oficial do país, que é um unicórnio. Dando sequência à tradição de escolher mal as criaturas para representá-los, os escoceses do Partick Thistle, da primeira divisão nacional, abandonaram a abelha Jaggy MacBee e apresentaram seu novo mascote, introduzido em parceria com o novo patrocinador do clube. É difícil definir o que motivou o artista a David Shrigley a chegar a esse resultado, mas podemos apenas torcer para que pelo menos essa atrocidade tenha sido intencional para chamar atenção.

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A Kingsford Capital Management, nova patrocinadora do Partick, tem um Sol como parte de seu logotipo, e isso explica a escolha pela estrela como inspiradora para o novo mascote. O que não está claro é porque este Sol está com o rosto desfigurado e parecido com uma Lisa Simpson viciada em metanfetamina, como apontou muito bem o site do jornal inglês Telegraph.

E pensar que em 2007 havia gente insatisfeita com o Cauê, mascote dos Jogos Pan-Americanos de 2007. Perto deste Sol britânico (o que é uma grande contradição em si só), o brasileirinho é uma verdadeira obra de arte. Sem falar que ele não assustava crianças ou era uma fonte infinita de pesadelos.

O futebol escocês não recebeu a novidade calado. O Hibernian, por exemplo, respondeu brilhantemente ao tuíte de anúncio do novo mascote, com com o novo mascote.

Confira o momento da entrada nada triunfal e completamente embaraçosa de Kingsley, o mais novo pior mascote do mundo, no gramado do estádio do Partick Thistle. Ainda não decidimos se é uma cena para se guardar na memória ou tentar esquecer a todo custo.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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