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West Ham garante segunda vitória na Liga Europa ao bater Freiburg com gol de Paquetá

Meia brasileiro marcou o primeiro gol da partida, que terminou 2 x 1 com Aguerd dando a vitória para o West Ham

Pela segunda rodada do grupo A da Liga Europa, o West Ham venceu o Freiburg, em pleno Europa-Park Stadion, por 2 x 1 com gol do meia brasileiro Lucas Paqueta. O húngaro Roland Sallai foi o responsável por igualar o placar para os alemães, mas os Hammers superaram o bom momento do time adversário para desempatar com Nayef Aguerd.

Agora, o West Ham, que havia vencido na abertura da competição, lidera o grupo com seis pontos, três na frente do Freiburg. Olympiacos e Bačka Topola dividem a lanterna, ambos com um de pontuação.

Paquetá crava para West Ham na única grande chance do primeiro tempo; Freiburg mostra dificuldades em criar

Poupando algumas peças, o técnico escocês David Moyes montou sua equipe no característico 4-2-3-1, mas sem um centroavante de ofício, dando essa função a Jarrod Bowen, que flutuava e abria ótimos espaços para os também móveis Lucas Paquetá e Mohammed Kudus. Pablo Forals atuava mais fixo à esquerda do ataque. O Freiburg apostava na saída de três no momento com bola (Matthias Ginter, Philipp Lienhart, e Nicolas Höfler) e buscava abrir o campo com o lateral-esquerdo Lukas Kübler e o ponta direito Roland Sallai. A execução da tática dos alemães não foi das melhores e mostrou em algumas oportunidades um jogo estático e pragmático.

Os minutos iniciais foram de muita intensidade de ambos os lados e posse dividida. A sua maneira, o West Ham pressionava e conseguia incomodar o Freiburg. O goleiro alemão Noah Atubolu deu emoção ao começo da partida ao receber um passe, a bola quicar na sua frente e ele furar, dando escanteio de graça ao time inglês.

Com sete minutos, em sua primeira chegada construída desde a defesa, os Hammers abriram o placar. Coufal deu para Bowen, flutuando para ponta direita. O atacante cruzou na marca do pênalti para Lucas Paquetá subir mais alto que todo mundo e dar uma cabeçada de centroavante nato para abrir o placar.

A pressão do West Ham era incessante e quase ampliou com pouco mais de 10 minutos. Paquetá deu para Kudos, infiltrando dentro da área, que não bateu tão bem, mas o goleiro soltou e a bola beijou a trave. Novamente marcando em cima na saída de bola do Freiburg, a equipe de David Moyes ampliou o placar em uma bela cavadinha de Paquetá, entretanto, o brasileiro estava impedido.

A partida esfriou por volta dos 15 minutos, quando Konsta­ntinos Mavropanos se chocou com o próprio colega Edson Álvarez em uma movimentação no escanteio. Com a boca sagrando, o zagueiro grego teve que ser atendido.

Os minutos seguintes foram de poucas chances e o time alemão levemente acima a posse. Apesar de ter a bola, boa parte dos passes eram trocados no campo de defesa, principalmente entre os zagueiros Matthias Ginter e Philipp Lienhart, com apoio do volante Nicolas Höfler. Quando passou a ocupar mais o campo de ataque, o Freiburg sofreu em criatividade, sem ter um passe que pudesse furar o bloqueio inglês.

Nesses minutos finais, o West Ham se fechou no campo de defesa e perdeu sua força no contra-ataque, não conseguindo utilizar a velocidade de Bowen. Voltou a finalizar em direção ao gol de Atubolu apenas aos 47, mas sem exigir grande defesa do goleiro alemão.

Freiburg melhora e empata, mas sofre gol no melhor momento da partida

O japonês Ritsu Doan foi a escolha para alteração do técnico Christian Streich no intervalo para saída de Chukwubuike Adamu. Não apenas pela mudança, mas o Freiburg voltou para o jogo mais incisivo e arriscando mais passes no campo de ataque. Assim que Doan cortou da ponta direita para dentro e tocou para Roland Sallai fuzilar em cima do goleiro Łukasz Fabiański, que espalmou, defendeu de novo na sobra, mas foi superado pelo húngaro Sallai no terceiro rebote.

Com Doan mais a direita, Sallai ganhou a liberdade que precisava para flutuar para dentro e foi assim que recebeu do japonês logo após o gol, arriscou de longe, para nova defesa de Fabiański. O West Ham sentiu o gol e a virada parecia mais próxima. Em uma bela jogada, Höfler lançou Kiliann Sildillia à direita da área, e o lateral cabeceou esquisito, a bola bateu na trave e sobrou nos pés de Lucas Höler para apenas concluir, mas o centroavante isolou.

Bowen foi um ar de sobriedade em meio aos seus colegas perdidos. Em jogada pela direita do ataque, o atacante inglês partiu para cima da marcação e invadiu a área driblando o adversário, mas chutou em cima de Atubolu.

Era interessante observar como o Freiburg se aproveitava da superioridade no meio-campo. Pela área central do ataque flutuavam Sallai, Höler, Vincenzo Grifo e Maximilian Eggestein contra os dois volantes do West Ham (James Ward-Prowse e Álvarez). Os lados do campo eram bem utilizados também, principalmente pela direita com Doam que entrou muito bem na partida.

Era raro, mas aos poucos o time inglês começou a sair para o ataque. Com 20 minutos, a saída rápida do campo de defesa por meio de lançamento chegou em Kudos, que cruzou para Bowen lutar com o zagueiro e conseguir escanteio. Na cobrança do corner, o goleiro saiu mal e Nayef Aguerd antecipou, vendo a bola tocar no travessão e ir ao fundo das redes.

Pouco depois do gol, David Moyes fez suas primeiras mudanças: Fornals e Kehrer saíram para as entradas de Tomáš Souček e Emerson Palmieri, ambos titulares em situações normais do time inglês.

O Freiburg definitivamente sentiu o gol adversário e não criava mais da forma natural como nos primeiros 20 minutos do segundo tempo. Para tentar reverter esse cenário, foram feitas três mudanças de uma vez com as entradas de Maximilian Philipp, Merlin Röhl e Noah Weißhaupt.

Especialista em transição rápida, o West Ham conseguia encontrar espaços quando atacava de forma veloz. Assim Aguerd deu um lançamento para o ataque, Paquetá dominou e deu para Kudos, dentro da área. O ganês bateu rasteiro, cruzado, e a bola passou zunindo a trave.

Em grande dia, Paquetá mostrou todo seu repertório ao dominar um chutão da defesa, segurar a bola e superar três jogadores antes de colocar Bowen de frente para o gol. O inglês não consagrou o brasileiro, pois finalizou mal, para fora. Logo após o lance, o meia foi substituído para entrada de Divin Mubama, além de Danny Ings, no lugar de Ward-Prowse.

Os minutos finais foram de tentativa de pressão do Freiburg, colocando até o goleiro Atubolu na área em escanteio, mas o empate não veio.

Vai voltar para seleção? Paquetá tem outra grande atuação

Se não fosse a investigação da Federação Inglesa sobre um suposto envolvimento em apostas esportivas, Lucas Paquetá estaria na primeira convocação de Fernando Diniz como técnico da seleção brasileira. Mesmo com o processo em curso, o West Ham não afastou o jogador, que segue brilhando.

Hoje, contra o Freiburg, o meia brasileiro exerceu diferentes funções com o ataque móvel da equipe inglesa. Foi ponta pela esquerda, direita e apareceu como centroavante no gol marcado, em um belo movimento de cabeça. Paquetá teve 77 ações com a bola e acertou 69% dos passes que tentou. Ainda criou duas grandes chances, desperdiçadas por Kudus e Bowen.

O atleta cria da base do Flamengo foi titular em todas sete rodadas da Premier League. Apesar de marcar apenas um gol e distribuir uma assistência, o meia tem números interessantes, com três grandes chances criadas, pelo menos um passe decisivo por jogo (média de 1.3) e três desarmes a cada partida.

Diniz já divulgou sua segunda lista de convocados para Data Fifa de outubro. Ainda sem a conclusão das investigações, fica para Paquetá a expectativa para a convocação das partidas de novembro pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius Amorim

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.
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