Europa

‘A federação grega é uma máfia criminosa’: Olympiacos não poupou ninguém após jogo (no mínimo) polêmico

A federação grega de futebol foi acusada de querer "exterminar" o Olympiacos, que reclamou e muito das decisões da arbitragem em um jogo que teve até confronto entre torcedores e policiais

No último domingo (3), o Olympiacos empatou por 2 x 2 com o Volos, fora de casa, pela 13ª rodada do Campeonato Grego. Contudo, a partida ficou longe de ser tranquila, tanto dentro, quanto fora de campo. Isso porque o clube de Pireu não poupou ninguém após um jogo (no mínimo) polêmico. Sobrou até mesmo para a Federação Grega de Futebol, que foi acusada de tentativa de “extermínio”. Vale reforçar que o brasileiro Rodinei foi um dos titulares. Gustavo Scarpa não foi relacionado para esse duelo.

Em nota oficial do Olympiacos, os dirigentes alegaram que a federação grega é “uma organização criminosa. Um grupo de pessoas que agem da mesma forma que a máfia e cujo único objetivo é exterminar Olympiacos”. A forte declaração do time de Pireu faz referência a seus dois gols anulados na partida, sendo que pelo menos um deles foi analisado de forma suspeita pelo VAR, além de possíveis três pênaltis não marcados.

Com o empate, o Olympiacos ficou a três pontos do líder Panathinaikos. Por conta disso, os dirigentes alegam que as decisões – ou falta delas – da arbitragem de Anastasios Papapetrou tinham a intenção consciente de “decidir o destino do campeonato”. Além das reclamações à federação grega referentes ao que aconteceu dentro de campo, o clube de Pireu também criticou o governo do país por causa de um confronto entre torcedores e policiais nas arquibancadas do Estádio Panthessaliko:

“O Estado e as autoridades judiciais, que no passado demonstraram particular zelo pela suposta purificação do futebol, ordenando mesmo a monitorização dos telefones de metade dos jogadores, hoje mostram-se completamente indiferentes”.

Como foi o jogo entre Olympiacos x Volos?

Logo aos 18 minutos, o Olympiacos ficou com um jogador a menos quando Panagiotis Retsos foi expulso por cometer um pênalti. O goleiro ainda defendeu a cobrança, mas, dois minutos depois, o Volos abriu o placar com Panagiotis Moraitis. Quatro minutos depois, os visitantes reclamaram de um suposto pênalti, mas a arbitragem nada marcou.

Ainda na etapa inicial, o clube de Pireu conseguiu igualar o marcador com El Kaabi após penalidade máxima aos 44 minutos. Antes da ida para o intervalo, em meio aos 12 minutos de acréscimo, foi a vez do time da casa ficar com 10 homens em campo, pois Georgios Mygas levou o segundo cartão amarelo.

O 2º tempo foi ainda mais frenético. Aos nove minutos da etapa final, Juan Manuel García, também de pênalti, colocou o Volos de novo em vantagem. Mas ela durou pouco, pois o gol contra de Kalogeropoulos deixou tudo igual para o Olympiacos mais uma vez. Só que, dali em diante, as polêmicas de arbitragem se tornaram ainda mais frequentes.

Aos 14 minutos, o clube de Pireu acreditou ter sofrido outra falta dentro da área, mas Papapetrou mandou o jogo seguir. Já aos 36 minutos, o Olympiacos enxergaram outro possível pênalti. Como aconteceu nas outras duas vezes, a arbitragem não apontou para a marca da cal.

Até o apito final, o Olympiacos chegou a balançar as redes em outras duas oportunidades. Contudo, ambos os gols foram anulados por impedimento. E se os ânimos estavam exaltados entre os jogadores do time de Pireu e dos mandantes, nas arquibancadas isso não foi diferente.

Conflito entre torcedores e policiais interrompeu o jogo por quase uma hora na Grécia

Já aos 49 minutos do segundo tempo, o árbitro precisou interromper a partida por quase uma hora devido a um conflito entre torcedores e policiais dentro do Panthessaliko. Segundo o jornal português A Bola, a transmissão oficial da partida não mostrou imagens da confusão, mas foi possível ouvir várias explosões. A imprensa grega noticiou que isso foi causado por granadas de atordoamento arremessadas pelas autoridades.

Pouco tempo depois, a polícia utilizou gás lacrimogênio para dispersar os adeptos que iniciaram o conflito. O problema foi que a substância se alastrou por todo o estádio, incluindo o campo de jogo, resultado em torcedores e jogadores buscando tampar nariz e boca para tentar respirar. A partida foi paralisada por 50 minutos, até o árbitro apitar o reinício dos poucos minutos de acréscimo que restavam.

Foto de Matheus Cristianini

Matheus Cristianini

Formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Unesp, é apaixonado por esportes, acima de tudo o futebol. Por mais redundante que seja, ama escrever sobre o que é apaixonado, ficando de olho em tudo o que acontece dentro e fora de campo. Após passar por Antenados no Futebol, Bolavip Brasil, Minha Torcida e Esportelândia, se juntou à equipe da Trivela com muita vontade de continuar crescendo.
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