Eurocopa

Precisamos falar mais sobre o bolão que Aaron Ramsey vem jogando nesta Eurocopa

Gareth Bale é o rosto de Gales na Eurocopa. O jogador mais midiático, mas que não atua apenas com nome. O camisa 11 faz por merecer os holofotes pela maneira como tem chamado a responsabilidade e decidido para a sua seleção. No entanto, não dá para atribuir o protagonismo na equipe apenas ao atacante. Porque Aaron Ramsey faz uma competição fantástica na França. O meio-campista vem jogando em um nível tão alto quanto o de Bale, ainda que suas atribuições sejam diferentes. É o cara responsável pela organização e pela criação. Assim, tem sido o atleta galês mais participativo. E também decisivo, com quatro assistências, duas delas valendo a virada contra a Bélgica nesta quinta-feira.

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De boas temporadas com o Arsenal (embora abaixo da média na última), Ramsey desfruta de uma liberdade ainda maior para se impor na seleção galesa. Em um meio de campo recheado, o camisa 10 conta com as companhias de Joe Ledley, principal responsável pelo combate, e por Joe Allen, excelente no início da construção do jogo. De qualquer maneira, o toque de qualidade cabe a Ramsey. Além da capacidade técnica, o meio-campista também oferece disposição física para carregar a bola e aparecer como um elemento a mais no ataque. Isso sem contar o seu empenho na recomposição, algo fundamental em cada peça de Gales para que o coletivo funcione ao máximo.

Contra a Rússia, na vitória que valeu a liderança do Grupo B, Ramsey teve a sua melhor exibição na Euro. Mas o jogo desta sexta não fica muito atrás. Mesmo diante de adversários potentes no meio de campo, como Witsel e Nainggolan, o camisa 10 conseguiu ser mais dominante. Também apareceu para concluir a gol. E fez a diferença em dois lances pontuais. Primeiro, ao cobrar o escanteio para que Ashley Williams completasse para as redes. Depois, para trocar de função com Bale e surgir como atacante, recebendo o excelente lançamento do camisa 11 e servindo Hal Robson-Kanu para a virada.

O único porém na atuação em Lille vem por aquilo que compromete a sua sequência. O cartão amarelo levado por um toque de mão tira o camisa 10 das semifinais contra Portugal. Uma ausência que tende a ser muito sentida, não apenas pela falta de uma reposição à altura, mas pelo nível atingido pelo meio-campista. Até o momento, ele aparece entre os melhores jogadores da competição. Explica muito o sucesso galês, pela primeira vez nas semifinais da Eurocopa.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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