Eurocopa

Itália faz um grande jogo, elimina a Bélgica e chega enorme à semifinal

Com um primeiro tempo primoroso, Itália vence a Bélgica em Munique, derruba um dos favoritos do torneio e vai enfrentar a Espanha

Bélgica e Itália fizeram um grande jogo em Munique, mas foi a Azzurra que levou a melhor. Com uma grande atuação no primeiro tempo, os comandados de Roberto Mancini venceram por 2 a 1, mostrou mais uma vez a sua força, e derruba os belgas, um dos favoritos do torneio. Foi um jogo de alto nível, intensidade e que mostrou porque esses dois times eram vistos como candidatos ao título. É a 13ª vitória seguida da Itália, que seque em uma incrível jornada na Euro 2020. Aumenta o número de partidas invictas para 32. Vai para a semifinal, onde enfrentará um adversário tradicional, a Espanha, que venceu a Suíça nos pênaltis.

Os times

Como esperado, a Bélgica teve desfalques. Eden Hazard não teve condições sequer de ir para o banco de reservas com uma contusão. A boa notícia para os belgas é que Kevin De Buryne se recuperou e entrou em campo como titular. No lugar de Eden Hazar, entrou o jovem Jeremy Doku.

A Itália veio com mudanças. Giorgio Chiellini voltou ao time. Francesco Acerbi voltou ao banco. Quem ganhou um lugar no time foi Federico Chiesa, que substituiu Domenico Berardi. Nas demais posições, o time se manteve o mesmo.

Itália no ataque, Bélgica no contra-ataque

O grande time da primeira fase, a Itália tomou as rédeas da partida desde o primeiro minuto. Ficava mais com a bola, ocupava o campo de ataque e buscava os espaços. O ofensivo time da Bélgica ficava em contra-ataque. Romelu Lukaku, aberto pela direita, oferecia sempre uma opção de passe ao craque do time, Kevin De Bruyne, que era quem conduzia a bola quase em todos os lances.

Em uma cobrança de falta de Lorenzo Insigne, a bola desviou no joelho de Giovanni Di Lorenzo e Bonucci tocou para dentro do gol. Só que ele estava em posição de impedimento, o que fez com que o gol acabasse anulado pelo VAR. Giorgio Chiellini, que disputa a bola no meio da área, também aparecia em posição de impedimento.3

Os dois times começaram bem o jogo. Mesmo tendo menos a bola, a Bélgica era sempre perigosa quando a recuperava e partia com velocidade. Aos 21 minutos, a Bélgica recuperou a bola, De Bruyne partiu com a bola dominava, fez o corte da direita para o meio e finalizou. Donnarumma precisou fazer uma ótima defesa.

A Itália rondava mais a área belga. Chiesa teve um chute bloqueado e Insigne chegou a tentar a finalização, que foi amenizada pelo desviou e permitiu a defesa mais fácil de Thibaut Courtois. Os italianos mantinham uma pressão no campo de ataque, sufocando a Bélgica e buscando o gol.

Vacilo belga, Itália marca

Com 30 minutos, o gol saiu. A Bélgica pareceu distraída, errou a saída de bola, Marco Verratti retomou a bola e tocou para Nicolò Barella, no meio dos zagueiros, girou e chutou cruzado: 1 a 0 para a Itália. Um vacilo tremendo da Bélgica e uma linda demonstração de habilidade de Barella.

Mesmo com o gol, o jogo não mudou muito. A Itália continuava com a bola e ameaçava. Em um chute de fora da área, Chiesa levou muito perigo, mas a bola foi fora. E o time italiano seguia em cima, tocando a bola e procurando os espaços.

Insigne e Barella comemoram (Imago / OneFootball)

Golaço do camisa 10

Em uma jogada anterior, Insigne tinha tabelado com Jorginho, mas não houve espaço para a finalização. Só que quando ele recebe na ponta esquerda, puxa para o meio, tirando da marcação, abriu espaço, tirou para o lado e bateu colocado, no alto: um golaço para vencer o goleiro Thibaut Courtois. A Itália abria 2 a 0 em Munique com um tento belíssimo.

Bélgica renasce

Com 45 minutos do primeiro tempo, a Bélgica avançou com velocidade. Doku recebeu na ponta esquerda e partiu no mano a mano com Giovanni Di Lorenzo. Foi para a linha de fundo e caiu, depois de um braço de Di Lorenzo nas suas costas. O árbitro Slavko Vincic hesitou, mas marcou o pênalti.

Na cobrança, Lukaku cobrou firme, no meio do gol, e viu Donnaruma cair para o lado. Reduzida a margem da Itália, que vai para o intervalo com muito mais ânimo. Os italianos terminaram o primeiro tempo reclamando com a arbitragem pelo pênalti marcado.

Segundo tempo

O jogo voltou movimentado no segundo tempo. Precisando de um gol, a Bélgica passou a tentar ser mais incisiva no ataque. Só que o que vimos foi a Itália voltando no mesmo ritmo, mantendo a bola, rondando a área da Bélgica e ameaçando. Chiesa recebeu de Barella, logo a três minutos, e finalizou por cima. O time teve alguns ataques perigosos. Em um, Barella acionou Immobile, que não conseguiu dominar bem a bola e acabou perdendo a chance.

Aos 15 minutos, Doku arrancou, tocou para De Bruyne, que cruzou para Lukaku, rasteiro. O camisa 9 conseguiu tocar, mas o lateral Spinazzola bloqueou o chute, impedindo o gol quase em cima da linha. Uma grande chance da Bélgica.

A Itália seguia tendo muito a bola e buscando o jogo. Pouco depois, foi a vez de Insigne achar o lateral Spinazzola, que finalizou de primeira, dentro da área, e levou perigo, mas mandou fora.

A Bélgica mudou para ficar mais ofensiva. O técnico Roberto Martínez colocou em campo Nacer Chadli no lugar de Thomas Meunier, e também colocou Dries Mertens no lugar de Youri Tielemans. Mais um atacante em campo, mantendo só Axel Witsel como jogador com funções mais defensivas no meio-campo.

No seu primeiro lance, Mertens recebeu pelo meio e abriu para Chadli, que avançou pelo lado esquerdo, cruzou e a bola tocou e subiu. Passou alta demais por Lukaku e Thorgan Hazard também não alcançou. Insigne deu um chutão para afastar a bola do outro lado.

Lesões e mudanças nos times

Chadli teve que sair depois só de um lance. No momento do cruzamento, ele levou a mão ao joelho. Sentiu uma lesão. Deixou o gramado e entrou Dennis Praet. A Itália também fez mudanças. Tirou Marco Verratti e colocou Bryan Cristante. O técnico Roberto Mancini também sacou o atacante Ciro Immobile e colocou em campo Andrea Belotti.

A Bélgica desceu em um ataque rápido, em uma boa tabela entre Kevin De Bruyne, que foi travado, e a bola sobrou para Lukaku, que finalizou e foi bloqueado. Logo depois, o lateral Leonardo Spinazzola se machucou depois de escorregar. Pareceu uma lesão muscular. Ele imediatamente pediu substituição.

A Itália aproveitou para mudar mais de uma posição. Emerson Palmieri substituiu Spinazzola, que faz uma grande Euro. Saiu também Lorenzo Insigne e entrou em campo Domenico Berardi, que foi titular do time até esta partida. Voltou a figurar pelo lado direito do ataque, deslocando Chiesa para o lado esquerdo. Eram 33 minutos do segundo tempo.

Doku causa problemas à Itália

A Bélgica seguia tentando. Aos 38 minutos, Doku, um dos mais ativos no jogo, saiu da ponta esquerda driblando para o meio e finalizou bem, mas mandou por cima. Mesmo assim, mandou perigo.

Era com Doku que a Bélgica tinha esperanças. O ponta esquerda usava a sua velocidade e habilidade para fazer a defesa italiana sofrer, em um momento que os dois times já sentiam o desgaste físico.

Embora o atacante belga causasse problema, era a Itália que se mantinha com a bola na maior parte do tempo. Uma posse de bola defensiva, para gastar o tempo. Os belgas estavam irritados e, claro, tinham pressa. Mas o time não conseguia manter a posse de bola tempo o bastante para desenvolver ataques.

A Itália se mantinha firme. Mesmo naquela pressão final, a Bélgica não conseguiu o gol. Kevin De Bruyne, mesmo sem estar no seu melhor fisicamente, deixou tudo em campo. Os belgas lutaram, mas não conseguiram o empate.

À Bélgica, resta a lamentação pela eliminação. O time, porém, segue sendo muito bom e agora precisa pensar em se classificar a Copa do Mundo e fazer um bom papel na Copa 2022. À Itália, a história nesta Euro ainda está sendo escrita e terá um novo capítulo empolgante.

Itália vai enfrentar a Espanha

A Itália está classificada para a semifinal, que será na terça-feira, dia 6 de julho, em Wembley. Será mais um confronto de peso nesta Euro. O jogo também será às 16h (horário de Brasília). Será o retorno dos italianos a Wembley, onde sofreram contra a Áustria, mas se classificaram.

Ficha técnica

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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