Eliminatórias da Eurocopa

Uefa acha solução para Israel seguir nas Eliminatórias da Eurocopa em meio ao conflito em Gaza

Seleção de futebol de Israel jogará quatro partidas das Eliminatórias em novembro - duas delas como mandante na Hungria

Quando o Comitê Executivo da Uefa anunciou que não aconteceriam jogos no território de Israel em competições europeias por questões de segurança, levantou uma questão se a Seleção Israelense conseguiria disputar as quatro rodadas restantes das Eliminatórias para Eurocopa de 2024. Enfim veio a definição da entidade máxima do futebol europeu nesta terça-feira (31): Israel mandará suas partidas Suíça, em 15 de novembro, e Romênia, três dias depois, no Pacho Stadium, em Felcsút, na Hungria, com a presença de torcedores.

Israel não pode jogar em casa por conta dos conflitos na Faixa de Gaza, iniciados a partir do ataque terrorista do Hamas no país judeu em 7 de outubro. A Uefa garante que o território não receberá partidas até que a violência pare. Por isso que os dois jogos que a Seleção Israelense tinha neste mês de outubro, para os dias 12 e 15, contra Suíça, em casa, e Kosovo, fora, foram adiados. Agora, a partida com os kosovares está marcada para 12 de novembro. A última rodada das Eliminatórias será contra Andorra, também fora de casa – ou, neste caso, para Israel, fora da Hungria.

Os israelenses lutam por uma vaga inédita na Eurocopa e possuem boas chances. Nesse momento, estão em terceiro, atrás da líder Romênia, com 16 pontos em oito jogos, e Suíça, 15 em sete partidas. A Seleção Israelense soma 11 de pontuação em seis rodadas disputadas e, se vencer as partidas adiadas, pode tomar a ponta da chave.

De toda forma, por ter liderado o grupo 2 da “segunda divisão” da Nations League, Israel tem pelo menos uma vaga garantida na repescagem para Eurocopa de 2024, que será disputada no meio do próximo ano na Alemanha.

Por que Israel e os times locais jogam competições europeias?

Uma dúvida comum dentre os fãs de futebol é o motivo da seleção de Israel e os clubes do país asiático, como o Maccabi Haifa e o Maccabi Tel Aviv, jogarem as competições europeias. A causa está ligada justamente ao conflito de agora com Gaza: as questões históricas envolvendo a Palestina.

Por um período, os israelenses foram filiados à Confederação Asiática de Futebol (AFA) e até tiveram sucesso local: venceram uma vez e foram vices em outras duas oportunidades da Copa da Ásia, além de se classificar para a Copa do Mundo de 1970. Entretanto, por questões políticas e religiosas, países islâmicos não aceitavam enfrentar Israel e preferiam ceder o WO. Neste cenário, a Fifa interveio e assim que o país judeu se filiou à Uefa, em 1991.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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