Eurocopa 2024

Nem Djokovic dá sorte para a Sérvia, que decepciona mais uma vez na Eurocopa

Sérvios empatam sem gols com a Dinamarca, permanecem na lanterna do Grupo C e dão adeus à Euro

Novak Djokovic bem que tentou dar uma ajudinha para a Sérvia na Eurocopa, mas o time comandado por Dragan Stojkovic decepcionou mais uma vez. Para piorar, o tropeço desta terça-feira (25) custou a eliminação das Águias Brancas.

Em Munique, os sérvios empataram por 0 a 0 com a Dinamarca, e deram adeus a Euro. A equipe de Mitrovic, Vlahovic e companhia amargou a lanterna do Grupo C, com apenas dois pontos conquistados.

Antes da bola rolar, Djokovic roubou a cena na Allianz Arena. Maior vencedor de Grand Slams (os torneios mais importantes do tênis) na história, o tenista de 37 anos posou para fotos com fãs, distribuiu autógrafos e cumprimentou cada jogador sérvio no aquecimento.

Mais tarde, Djoko foi flagrado nas tribunas do estádio. Trajado com a camisa da seleção, o ídolo cantou o hino sérvio a plenos pulmões e mostrou sua paixão pelo futebol. A ilustre torcida, todavia, não surtiu efeito. As Águias Brancas deram show de apatia e merecidamente terminaram na última colocação da chave.

Lentidão, morosidade e pouca inspiração no 1º tempo

A Sérvia iniciou a 3ª rodada na lanterna do Grupo C. Por isso, precisava correr atrás do prejuízo e agredir o adversário nesta terça (25). Mas não foi o que aconteceu. Mesmo em situação mais confortável na chave, os dinamarqueses ditaram o ritmo da partida e dominaram as ações no 1º tempo.

Inferior tecnicamente, a Sérvia tentou equilibrar o confronto na base do jogo físico, buscando incessantemente o contato — sobretudo no meio-campo. O intuito, claro, era fechar os espaços, ‘truncar’ a partida e dificultar ao máximo a produção ofensiva da Dinamarca.

Pode-se dizer que a estratégia deu certo nos primeiros minutos. Encaixotados na marcação sérvia, os dinamarqueses abusaram da troca de passes lenta e sem objetividade.

Aos poucos, entretanto, as triangulações começaram a fluir. Alexander Bah cabeceou rente à trave, enquanto Rajkovic parou chute venenoso de Eriksen. Mas foi só. Repertório pobre e pouquíssima inspiração (de ambos os lados) marcaram a etapa inicial na Allianz Arena.

Foto: Icon Sport

Sérvia esboça reação tímida, mas não sai do 0 a 0

Dragan Stojkovic partiu para o tudo ou nada no 2º tempo. Ciente de que sua equipe precisava aumentar o volume ofensivo, o técnico sérvio promoveu as entradas de Tadic e Jovic. Era vencer ou vencer para as Águias Brancas.

De imediato, a configuração do jogo não mudou. Até que Tadic e Jovic protagonizaram o primeiro lance de perigo da Sérvia. O camisa 10 deu passe açucarado, destravou a defesa dinamarquesa e colocou o atacante cara a cara com Schmeichel, que bloqueou o chute.

No rebote, Jovic tentou de novo. A bola desviou em Andersen e entrou. Entretanto, o impedimento foi marcado. Na origem do lance, o camisa 8 estava à frente do penúltimo defensor.

Diferente do 1º tempo, a etapa complementar foi mais equilibrada. Apesar da Dinamarca ter mantido o protagonismo com a posse de bola, os sérvios ao menos conseguiram competir e oferecer certa resistência. O esforço, porém, acabou em vão e o placar não foi alterado.

Um 0 a 0 chato e insosso, que não combina nem um pouco com a Euro 2024.

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme Calvano

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.
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