Deschamps inventou, mas Griezmann e Payet salvaram uma atuação meia boca da França
Que tal deixar dois dos melhores jogadores do seu time no banco de reservas na segunda rodada da Eurocopa? Pois foi o que fez Didier Deschamps, técnico da França, contra a Albânia. Talvez tenha imaginado que o jogo contra a Albânia era mais fácil e quis poupar seus jogadores, talvez tenha imaginado fazer testes. Foi assim que fez. A vitória da França por 2 a 0 pode deixar a impressão a quem não viu o jogo que deu tudo certo. Não foi bem assim.
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Didier Deschamps trouxe uma nova escalação, colocando Antoine Griezmann e Paul Pogba no banco de reservas. Entraram no time Anthony Martial e Kingsley Coman. Com isso, Payet foi recuado mais para o meio-campo, ao lado de N’Golo Kanté e Blaise Matuidi.
As mudanças fizeram a França ter mais força pelas pontas, com os dois jogadores atuando com mais velocidade. Só que foi só isso. O time teve até algum volume de jogo, mas não conseguiu transformar isso em criação constante de chances. O time rondou bastante a área do time dos bálcãs. Acertou, por exemplo, uma bola na trave com Giroud, que completou cruzamento de cabeça e a bola pegou no pé da trave.
A Albânia conseguiu assustar no começo do segundo tempo. Aos seis minutos, em um cruzamento da esquerda, houve uma finalização dentro da área. Foi a única chegada com perigo dos albaneses. A França dominava o jogo, a posse de bola e chutes a gol. Sem sucesso. Até os 44 minutos do segundo tempo.
Isso porque Deschamps colocou, logo no intervalo, Pogba em campo no lugar de Martial. Depois, aos 23 minutos de jogo, colocou Griezmann no lugar de Coman. Os dois melhores jogadores da França atualmente voltaram a campo. Mas já era um momento que a França sofria. Tentava, tentava, apertada a Albânia, mas a bem da verdade, criou menos chances do que deveria.
Foi só aos 44 minutos que veio o cruzamento da direita que achou a cabeça de Griezmann. Gol da França, para explosão do estado Velodrome, em Marselha. Já nos acréscimos, aos 48 minutos do jogo, Payet aproveitou uma boa jogada, driblou e, com categoria, tocou no canto. Foi praticamente o último lance do jogo.
Payet deixa o gramado mais uma vez como um dos destaques do time. Marcou um gol quando o jogo já estava decidido, é verdade, mas novamente teve a qualidade para criar jogadas. Foi quem fez mais passes para criar chances, seis durante o jogo. Ninguém no jogo teve mais do que dois. Foi também o quinto jogador que mais fez passes no jogo. Até aqui, um dos destaques da competição.
A Albânia, com sua organização e muita vontade, segurou até onde pode. A França, sem conseguir jogar o futebol que dela espera, arrancava uma vitória sofrida. Assim como contra a Romênia, a vitória veio no final. Sofrido, mais do que o esperado, mas uma vitória que classifica a França. Teve 60% de posse de bola, contra 40% da Albânia. Foram 22 chutes da França contra oito da adversária.
Deschamps, se queria testar, testou. Se queria poupar, poupou. Nada disso serviu para ter uma atuação melhor. A Albânia não resistiu, é verdade. A adversária da última rodada é a Suíça, que ainda precisará de um bom resultado para classificar. O que se espera de um time favorito como a França é que jogue mais bola. E que Deschamps não tenha opções tão ruins deixando dois dos seus melhores jogadores no banco.
França 0x0 Albânia
França: Lloris; Sagna, Rami, Koscielny e Evra; Kanté e Matuidi; Coman (Griezmann), Payet e Martial (Pogba); Giroud (Gignac). Técnico: Didier Deschamps.
Albânia: Berisha; Hysaj, Arlind Ajeti, Mavraj e Agolli; Lila (Roshi), Abrashi, Kukeli (Xhaka), Memushaj e Lenjani; Sadiku. Técnico: Gianni De Biasi
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