Com companhia de Griezmann, Giroud se tornou um ótimo coadjuvante aos Bleus

Olivier Giroud conviveu com as críticas durante a primeira fase da Eurocopa. Até marcou o seu gol na estreia contra a Romênia, mas nem sempre agradou. Perdeu chances, foi encaixotado pelos marcadores. No entanto, se a França ganha imponência na competição, o centroavante também merece os seus créditos. Logicamente, o protagonismo segue com Dimitri Payet e Antoine Griezmann. Mas, quando passou a contar com companhia no ataque, o camisa 9 se tornou um excelente coadjuvante. Daqueles que ajudam tanto que, no fim, também acabam se tornando destaque. Foi assim contra a Irlanda e ainda mais neste domingo, na goleada contra a Islândia.
VEJA TAMBÉM: A França avança com autoridade. A Islândia se despede sem manchar seu orgulho
Os Bleus melhoraram bastante a sua produção ofensiva quando Griezmann passou a jogar centralizado. Não apenas porque o camisa 7 rende muito mais ali, podendo flutuar pelos lados e aparecer para finalizar. Também porque Giroud ganhou um parceiro para trabalhar. O centroavante pode sair mais da área que agora tem quem aproveite os espaços. Seus pivôs não são apenas para ele. E a bola aérea deixa de ser uma das raras alternativas ao camisa 9, como aconteceu no início do campeonato.
Diante da Irlanda, Giroud teve papel primordial na bola em que ajeitou de cabeça para Griezmann virar o placar. E, neste domingo, contribuiu em quatro dos cinco tentos. Ainda foi uma referência na área, especialmente no quinto, para desviar o cruzamento de Payet. Mas participou da variação de jogadas. Com espaço, abriu o placar depois do lançamento de Matuidi. Mais uma vez escorou de cabeça para os seus companheiros, no lance em que Payet balançou as redes. E demonstrou a inteligência para o corta-luz que permitiu a pintura de Griezmann no final do primeiro tempo.
Giroud pode não ser o centroavante mais efetivo ou mais completo do futebol atual, mas também não é o grosso que muitos apontam. Isolado, dificilmente vai resolver. Mas pode ser um coadjuvante útil ao lado de outros talentos, como se apresentou nos dois últimos jogos – contra adversários frágeis, é verdade. A questão que fica será sobre a postura de Deschamps diante da Alemanha. Kanté poderá voltar ao time e tende a ser necessário contra um adversário que domina o meio de campo. Isso significaria mexer em um ataque que, neste momento, parece ter encontrado a melhor sintonia.

