A regra é clara? Nagelsmann quer tecnologia para acabar com polêmicas
No confronto entre Alemanha e Espanha, Cucurella protagonizou um lance de pênalti polêmico que poderia ter mudado o cenário do jogo
O treinador da seleção alemã, Julian Nagelsmann, criticou a decisão de não conceder pênalti para o seu time na derrota de sexta-feira nas quartas de final da Euro 2024 para a Espanha.
Julian, entretanto, insistiu que não sentia que a Alemanha tivesse sido roubada, apesar da penalidade não marcada, que poderia, inclusive, ter mudado o cenário do jogo e talvez classificado os anfitriões, mas disse que a regra do handebol deveria ser revisada.
“Quando aconteceu, não consegui ver bem e tudo que pensei foi: espero que seja um pênalti, enquanto os espanhóis pensavam: espero que não seja um pênalti”, disse Nagelsmann.
“Depois vi isso na televisão com mais clareza, mas naquele momento era tudo que conseguia pensar. Eles tiveram mais sorte do que nós”, completou.
A mão de Marc Cucurella
No início do segundo tempo da prorrogação, enquanto jogo ainda estava 1 a 1, o alemão Jamal Musiala deu chutaço na direção do gol adversário, mas a trajetória da bola foi interrompida pela mão do defensor Marc Cucurella.
O lance aconteceu dentro da área espanhola e mão do atleta não estava colada ao corpo. Para muitos, um pênalti deveria ter sido marcado.
No campo, o juiz inglês Anthony Taylor não entendeu que foi pênalti e mandou seguir o jogo. O VAR, por sua vez, respeitou a decisão de campo.
? ¿Era penalty de Cucurella a favor de Alemania?
? SÍ
♥️ NO pic.twitter.com/b8mBVCDIyI— Todo Encuestas (@Encuestando) July 5, 2024
Nagelsmann criticou a decisão, dizendo que o impacto da potencial mão na bola deveria ser levado em consideração, acrescentando que a tecnologia moderna poderia tornar o processo perfeito.
“Não quero falar muito sobre isso, mas seria bom se fosse avaliado qual é a intenção. Não é possível no futebol se alguém chutar na área e acertar uma mão, nunca é (um pênalti), mas quando (a bola está) claramente indo em direção ao gol e atinge uma mão, não se pode falar em intenção”, questionou o treinador.
Você tem que ver para onde o chute está direcionado. Temos 50 robôs nos trazendo café, então deveria ter uma IA calculando cruzamentos, chutes, para onde eles vão. É bem simples. Deveríamos realmente avaliar para onde vai o chute, mas essa não é a única razão pela qual perdemos o jogo, completou.
Logo após o lance polêmico, a Espanha marcou o gol da vitória.
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Nagelsmann reconhece o esforço da Alemanha
Apesar da derrota para os espanhóis e da consequente eliminação da Eurocopa, o treinador ficou um pouco desapontado pelos seus jogadores porque viu o esforço que fizeram.
“Todo o jogo foi muito aberto e, no segundo tempo, reagimos bem com o nosso pessoal e entramos melhor no jogo”, disse Nagelsmann. “E depois dos 60 minutos, éramos claramente a melhor equipe, com muitas oportunidades claras”, finalizou.

Por último, Julian se mostrou positivo sobre como o elenco atuou na competição, e disse que espera que a equipe possa ser uma força unificadora no país.
“Acho que o que foi dito à seleção nacional no passado, que eles não queriam vencer, que não mostraram vontade suficiente para vencer, acho que hoje você não conseguiu ver isso por um segundo”, disse Nagelsmann.

