Eurocopa

A imagem do dia na Euro: Cristiano Ronaldo Recorde dos Santos Aveiro

Depois de recusar a Coca-Cola, Cristiano Ronaldo provou como sua água serve de combustível a mais gols

Acabou a primeira rodada da fase de grupos da Eurocopa, e quem gosta de recordes, façanhas e marcas praticamente insuperáveis deve ter gostado do que o grupo da morte nos trouxe neste 15 de junho. Na verdade, o grupo da morte foi plano de fundo para um predestinado chamado Cristiano Ronaldo.

Aos 36 anos, e aparentemente longe de pensar em aposentadoria, Cristiano Ronaldo carrega uma nova geração portuguesa com a responsabilidade de manter o alto nível e competir em sua quinta participação no torneio. O homem, que é uma máquina de recordes, anotou mais dois na tarde em Budapeste, contra a Hungria, no Ferenc Puskás.

Para não perder as contas: Cristiano chegou à sua quinta Euro (de 2004 em diante, sem faltar), somando  22 jogos, 12 vitórias e 11 gols. Isolado na liderança de tais estatísticas, o capitão lusitano levou a sério a missão de pulverizar mais números. Isso sem falar no prejuízo bilionário que causou a uma marca famosíssima de refrigerantes, na sua suntuosa coleção de carros, no seu salário astronômico e muitos números estratosféricos que ele tem acumulado em vários segmentos. Mas para quem não viu a partida diante da Hungria, é preciso que se diga que não foi tão fácil quanto parece.

Portugal esbarrou em um paredão húngaro e também sofreu com a falta de coletividade de seus atacantes em alguns momentos. O que falar de Diego Jota, o homem que queria resolver tudo sozinho? A postura de Jota irritou Cristiano em um lance que parecia gol certo. Mas a fome falou mais alto para o atacante do Liverpool, nesse em vários lances mais adiante.

A angústia acabou meio que sem querer, com um chute torto de Raphael Guerreiro que desviou em Willi Orbán para abrir o placar. Isso quando o relógio já marcava 39 minutos na segunda etapa. Aí o Senhor Decisivo apareceu aos 42 e 46, fechando a conta com um de pênalti e outro após jogada de troca de passes dentro da área rival.

Cristiano fez o que entendemos como aquela atitude intempestiva de pegar a bola debaixo do braço e resolver o jogo. Do jeito que ele sabe muito bem fazer. E ainda provavelmente o fará contra Alemanha e França. A parte que cabia a Portugal foi cumprida. Agora a pressão está toda nos germânicos, derrotados em um duelo crucial contra os franceses. Quem será a próxima vítima do maior recordista do nosso tempo?

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Felipe Portes

Felipe Portes é editor-chefe da Revista Relvado, zagueiro ocasional, ex-jornalista, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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