Champions League

Tottenham paga caro pela ida, mas vitória em queda para o Atlético soa como sopro de esperança

Vitória em Londres não apaga desastre de Madri, mas revela Tottenham mais competitivo e combativo

O Tottenham se despediu da Champions League com vitória, mas sem conseguir apagar o peso do desastre construído na ida. Após o 5 a 2 sofrido em Madri, a equipe londrina venceu o Atlético de Madrid por 3 a 2, nesta quarta-feira (18), em Londres, resultado insuficiente para evitar a eliminação nas oitavas de final. O placar agregado escancara o quanto a atuação no primeiro confronto foi determinante para o desfecho — caro demais para ser revertido.

Ainda assim, o triunfo em casa carrega um significado que vai além da competição europeia. Em meio a uma temporada caótica, marcada por eliminações precoces e uma campanha vexatória na Premier League — 16ª colocação —, o Tottenham encontrou algo raro: sinais de vida.

A chegada de Igor Tudor como interino, após a saída de Thomas Frank, tinha como missão estancar a crise e reorganizar minimamente o time até o fim da temporada. No entanto, o impacto inicial foi o oposto do esperado: antes do duelo contra o Atlético, o treinador somava quatro derrotas e um empate em cinco jogos.

Foi justamente nesse cenário que a vitória sobre o time espanhol ganhou contornos simbólicos. Mais do que o resultado, o desempenho chamou atenção: um Tottenham mais intenso, combativo e, sobretudo, consciente da necessidade de pressionar. Houve organização no ataque, agressividade sem a bola e uma postura competitiva que há tempos não se via.

Eliminado da Champions, o Tottenham agora volta todas as atenções para a sobrevivência doméstica. Restam oito rodadas para evitar um rebaixamento que parecia impensável no início da temporada. A conferir se a atuação diante do Atlético representará, de fato, uma mudança de comportamento.

Como foi a vitória do Tottenham sobre o Atlético de Madrid

O Tottenham teve mais posse de bola, se fez presente no campo de ataque e tentou pressionar o Atlético, que se defendia bem e “cozinhava” o jogo. Apesar da postura ofensiva dos Spurs, era um primeiro tempo morno em Londres, sem grandes chances criadas. Até que aos 29′, Kolo Muani tratou de destravar a defesa colchonera e acordar o Tottenham Hotspur Stadium.

O atacante francês, escalado por Tudor como referência do ataque londrino, recebeu cruzamento na medida de Mathys Tel e, sozinho na área, testou consciente para vencer Musso e colocar os donos da casa na frente.

Na volta do intervalo, Julian Alvarez jogou um “balde de água fria” no torcedor dos Spurs. No primeiro minuto do segundo tempo, o Atlético saiu em contra-ataque, Lookman recebeu na ponta esquerda e serviu o atacante argentino, que teve tempo de ajeitar o corpo e acertar um petardo no ângulo de Vicario.

Parecia ser o punhal que sacramentaria a eliminação inglesa, mas Xavi Simons deu sobrevida ao Tottenham pouco depois. Giuliano Simeone errou na saída de bola, Gray tocou para o holandês, que da entrada da área, finalizou no cantinho.

A sobrevida, porém, não se sustentou por muito tempo. Com 29′ no relógio, após cobrança de escanteio, Hancko se antecipou aos marcadores, conseguiu desvio sutil de cabeça e deixou tudo igual. Ainda deu tempo de Xavi Simons, de pênalti, dar a vitória aos Spurs — mas já era tarde demais.

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Quem o Atlético de Madrid enfrentará nas quartas da Champions?

Julián Alvarez celebra gol pelo Atlético de Madrid
Julián Alvarez celebra gol pelo Atlético de Madrid (Foto: Dylan Hepworth / Every Second Media / Imago)

O Atlético de Madrid medirá forças com um velho conhecido nas quartas de final da Champions League: o Barcelona. Após empate por 1 a 1 na Inglaterra, a equipe blaugrana aplicou um sonoro 7 a 2 para cima do Newcastle, no Camp Nou, e carimbou sua vaga.

Vale lembrar que Atleti e Barça se enfrentaram recentemente, pela semifinal da Copa do Rei. Com um 4 a 3 no agregado, o time colchonero avançou de fase no mata-mata nacional.

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.

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