Copa do Rei

Retranca do Atlético com ’10 defensores’ quase sofre remontada histórica do Barcelona

No Camp Nou, Culés não conseguem igualar vantagem dos rivais de Madri

O Barcelona entrou em campo no Camp Nou nesta terça-feira (3) em busca de uma remontada histórica e quase conseguiu. Pela volta da semifinal da Copa do Rei, após perder a ida por 4 a 0 para o rival Atlético de Madrid, a equipe catalã venceu por 3 a 0 e ficou no detalhe de conseguir pelo menos forçar a prorrogação.

O time de Hansi Flick chegou aos gols por um caminho pouco usual: as bolas paradas. Em dois escanteios curtos, conseguiu marcar.

No primeiro, Yamal levou para a linha de fundo e cruzou para Marc Bernal abrir o placar aos 28 minutos do primeiro tempo. O jovem meia, novamente, apareceu para completar na área o cruzamento, dessa vez de Cancelo, já na etapa final e depois de Raphinha, de pênalti, ter aumentado a vantagem catalã nos acréscimos da primeira parte.

A razão para o Barça só conseguir furar o bloqueio em bola parada foi a retranca de praticamente 10 defensores montada por Diego Simeone. A equipe fechava em um 5-4-1 com o movimento de Giuliano Simeone para se tornar ala pela direita e Griezmann recompor por dentro no mesmo corredor.

Só sobrava Julián Álvarez na frente, mesmo que o argentino, boa parte do tempo, ficasse atrás da linha da bola, pressionando algum dos volantes. Lamine Yamal em cima de Ruggeri foi um caminho para o mandante conseguir furar esse bloqueio, mas, após criar as jogadas, tinha um batalhão de gente de vermelho e branco para bloquear.

A retranca do Atlético de Madrid em boa parte do jogo contra o Barcelona
A retranca do Atlético de Madrid em boa parte do jogo contra o Barcelona (Foto: Tactical-board/Trivela)

A estratégia de Simeone, apesar de três gols sofridos, funcionou. Seu time chegou na primeira final de Copa do Rei desde a temporada 2012/13, justamente quando a venceu pela última vez.

Barcelona amassa e abre dois no 1º tempo

O roteiro do jogo era muito óbvio até antes da bola rolar e se confirmou assim que o primeiro apito do árbitro soou. Com um minuto, Fermín López acertou o travessão. Raphinha, em pressão, acertou a rede pelo lado de fora.

Em escanteio ensaiado, Ferran Torres bateu para fora com perigo, atacante que teve outra chance em cruzamento sem acerto ao alvo, além de roubada no ataque que exigiu defesa de Musso. Todas essas oportunidades se concentraram nos primeiros 28 minutos, período no qual o Barça marcou um dos gols. O outro só veio nos acréscimos. A equipe catalã acabou não sendo tão efetiva como deveria e só moveu o marcador pela bola parada.

O Atleti foi sendo mais ousado na partida a partir dos 25. Joan García salvou uma batida de Griezmann na área e viu o francês acertar a trave em outra chegada que foi anulada por impedimento. Lookman ainda cabeceou uma tentativa por cima do gol antes de Rpahinha colocar o 2 a 0 no placar.

Torcida do Barcelona pede "remontada" contra Atlético de Madrid
Torcida do Barcelona pede “remontada” contra Atlético de Madrid (Foto: Imago)

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Atlético consegue segurar rival na etapa final

O Atlético começou o segundo tempo levando perigo com Julián Álvarez em chute de longe, mas logo voltou à sua postura de só se defender. Musso salvou em muitas oportunidades: cruzamentos de Raphinha e Yamal e em chutes de Ferran e Bernal. Tudo em apenas 13 minutos desde o retorno do intervalo.

O terceiro gol veio aos 26, só que o Barcelona, no desespero para marcar, forçou muitos cruzamentos a partir daí e não conseguiu ter grandes chances. Gerard Martín teve a melhor ao isolar passe para trás de Rashford. O visitante, em contra-ataques com Sorloth, quase matou a partida, o que acabou nem sendo necessário.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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